<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314</id><updated>2012-01-26T20:29:06.698-03:00</updated><title type='text'>Anti-Dicas de Cinema: o blog cinematográfico de André kleinert</title><subtitle type='html'>Boa parte de amigos e conhecidos costuma dizer que as minhas recomendações para filmes funcionam ao contrário: quando eu digo que o filme é bom é
porque na realidade ele é uma bomba, e vice-versa. Aí a explicação para o nome do blog... A minha intenção nesse espaço é falar sobre qualquer tipo de filme: bons e ruins, novos ou antigos, blockbusters ou obscuridades. Eventualmente, teremos
colaborações do Sr. João Pedro Fleck.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>925</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-2204446064990442777</id><published>2012-01-26T13:37:00.001-03:00</published><updated>2012-01-26T13:42:33.747-03:00</updated><title type='text'>2 Coelhos, de Afonso Poyart *</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oThZXZgIz6c/TyGCT-GnpoI/AAAAAAAACFA/HcA4dzoF3UE/s1600/2%2Bcoelhos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701981882827646594" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-oThZXZgIz6c/TyGCT-GnpoI/AAAAAAAACFA/HcA4dzoF3UE/s320/2%2Bcoelhos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando assisti a “2 Coelhos” (2011) tive a impressão de que para o diretor Afonso Poyart o cinema começou mais ou menos lá pelo início da década de 90. Afinal, sua obra é uma colcha de retalhos mal costurada de influências de uma certa linha cult de produções dos últimos 25 anos: diálogos metidos a espertos (evocando Quentin Tarantino), narrativa fragmentada e cheia de idas e vindas no tempo (impossível não lembrar da fórmula do filmes de Alejandro González Iñarritu), violência cartunesca, câmeras lentas à profusão (ah, a influência nefasta de Zack Snyder...), a mistura com outras mídias contemporâneas (computadores, games eletrônicos). Ou melhor, talvez a real impressão é de que Poyart pense que o cinema começou com os videoclips da MTV, com cenas que possuem a densidade dramática de um comercial de televisão. O fato é que tentar parecer moderno juntando uma série de referências pop culturais e cinematográficas numa mesma produção não quer dizer necessariamente que tal produção será moderna. No caso de “2 Coelhos”, o resultado final é amorfo, sem vida, pretensioso no pior sentido da palavra. Não adianta juntar um monte de tiroteios, explosões e poses calculadas de mau e achar que isso representa estilo quando se é incapaz de estabelecer uma narrativa decente. E para piorar, o discurso crítico social/político de seu subtexto se pretende subversivo e contestador, mas no final das contas acaba se revelando tão conservador quando um Diogo Mainardi. Talvez o cinema brasileiro, onde impera os gêneros do drama e da comédia, esteja precisando de mais obras que se aventurem pela ação, mas não é com algo tão estéril como “2 Coelhos” que vai conseguir atingir o público.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-2204446064990442777?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/2204446064990442777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=2204446064990442777' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2204446064990442777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2204446064990442777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2012/01/2-coelhos-de-afonso-poyart.html' title='2 Coelhos, de Afonso Poyart *'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-oThZXZgIz6c/TyGCT-GnpoI/AAAAAAAACFA/HcA4dzoF3UE/s72-c/2%2Bcoelhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-6637152893793233762</id><published>2012-01-25T14:03:00.000-03:00</published><updated>2012-01-25T14:04:34.867-03:00</updated><title type='text'>As Aventuras de Tintin - O Segredo do Licorne, de Steven Spielberg ****</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-g9vlLEsymMA/TyA2FhwL7YI/AAAAAAAACE0/Esg6G-upxow/s1600/as%2Baventuras.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701616596838772098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-g9vlLEsymMA/TyA2FhwL7YI/AAAAAAAACE0/Esg6G-upxow/s320/as%2Baventuras.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Boa parte das expectativas e comentários em torno de “As Aventuras de Tintin – O Segredo do Licorne” (2011) se concentra em detalhes tecnológicos. Afinal, o filme representa um aprofundamento na técnica de animação digital da captura de movimento, recurso já utilizado em “O Expresso Polar” (2004) e “A Lenda de Beowulf” (2007). Nesse campo, a produção de Steven Spielberg se mostra mais que satisfatória, marcando um efetivo avanço na área. A combinação de realismo na caracterização dos cenários e de estilização na concepção visual dos personagens gera um contraste fascinante, e que fica ainda mais ampliado pelo detalhismo do traço da animação. O gosto de Spielberg por um virtuosismo formal repleto de movimentos sinuosos e cenários exóticos colabora também para o deslumbramento imagético do filme, o que resulta em tomadas memoráveis, como aquela em que o deserto se transforma em mar como num passe de mágica. Todos esses prodígios técnicos, entretanto, seriam estéreis se Spielberg não tivesse a preocupação de estabelecer um ritmo fluente para a sua narrativa, assim como na delineação de personagens carismáticos. Ele foi fiel à essência das aventuras do personagem original dos quadrinhos, evocando uma graça até ingênua e de forte caráter nostálgico, mas sem que isso fizesse com o filme perdesse um traço contemporâneo capaz de encantar as platéias atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As rocambolescas tramas de Tintin em busca de tesouros e viajando o mundo inteiro certamente foram influências para a criatura mais famosa de Spielberg, o arqueólogo Indiana Jones. Sua recriação da obra maior de Hergé acaba sendo uma bela homenagem para uma de suas fontes de inspiração e, por conseqüência, uma das aventuras efetivamente mais divertidas a aparecerem nas telas nos últimos anos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-6637152893793233762?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/6637152893793233762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=6637152893793233762' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6637152893793233762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6637152893793233762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2012/01/as-aventuras-de-tintin-o-segredo-do.html' title='As Aventuras de Tintin - O Segredo do Licorne, de Steven Spielberg ****'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-g9vlLEsymMA/TyA2FhwL7YI/AAAAAAAACE0/Esg6G-upxow/s72-c/as%2Baventuras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-1005055641164339677</id><published>2012-01-24T16:09:00.003-03:00</published><updated>2012-01-24T16:10:41.901-03:00</updated><title type='text'>A Música Segundo Tom Jobim, de Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-aoR61TnPVCs/Tx8CHGSCutI/AAAAAAAACEo/yIEWFIz68Hs/s1600/a%2Bm%25C3%25BAsica%2Bsegundo%2Btom%2Bjobim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701277974242966226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-aoR61TnPVCs/Tx8CHGSCutI/AAAAAAAACEo/yIEWFIz68Hs/s320/a%2Bm%25C3%25BAsica%2Bsegundo%2Btom%2Bjobim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O documentário “A Música Segundo Tom Jobim” (2011) obedece a alguns preceitos formais e temáticos. Formatado sem quaisquer diálogos e composto exclusivamente por números musicais, a produção traça uma espécie de cronologia do cancioneiro jobiniano, pois as canções se sucedem de acordo com a sua antiguidade, não importando, contudo, o ano da gravação mostrado, indo do início em que o compositor se aventurava pelo bolero e samba-canção, passando pela consagração dos clássicos da Bossa Nova e chegando naquela fase em que incorporou elementos regionalistas e de música erudita, com eventuais quedas para um estilo “standard” puxado para o jazz norte-americano. É interessante observar que a edição liga tais números musicais praticamente sem pausas, dando a impressão que entre todas as músicas apresentadas existe uma espécie de célula rítmica/harmônica/melódica em comum que as une, ressaltando assim o forte traço autoral da obra de Jobim. É mérito também do documentário resgatar alguns preciosos e raros registros históricos (para mim, aquele trecho com Silvinha Telles e Rosinha de Oliveira em versão esplendorosa de “Samba de Uma Nota Só” já valeria o filme inteiro). Incomoda em “A Música Segundo Tom Jobim”, entretanto, que a fórmula concebida por Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim vai se tornando um tanto cansativa com o desenrolar da narrativa, além de se apegar a soluções óbvias demais. Para ressaltar o aspecto do reconhecimento internacional para a obra de Tom, recorre-se a várias passagens com artistas estrangeiros cantando e tocando as músicas em questão, tendo algumas passagens até irrelevantes (bastaria ter se limitado aos duetos com Frank Sinatra e a mais dois ou três artistas de peso que tal fator do reconhecimento “de fora” estaria bem evidenciado). Faltou também sair do conceito “música agradável para uma platéia de bom gosto” e tentar investigar a influência de Jobim por outros caminhos mais insólitos da música contemporânea. Do jeito que ficou, parece que o filme ficou destinado a um público pseudo elitizado que gosta de arrotar que odeia funk e Michel Teló.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-1005055641164339677?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/1005055641164339677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=1005055641164339677' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1005055641164339677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1005055641164339677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2012/01/musica-segundo-tom-jobim-de-nelson.html' title='A Música Segundo Tom Jobim, de Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-aoR61TnPVCs/Tx8CHGSCutI/AAAAAAAACEo/yIEWFIz68Hs/s72-c/a%2Bm%25C3%25BAsica%2Bsegundo%2Btom%2Bjobim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-1116107362811956625</id><published>2012-01-23T13:57:00.002-03:00</published><updated>2012-01-23T13:59:51.643-03:00</updated><title type='text'>O Espião Que Sabia Demais, de Tomas Alfredson ****</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--j5MZ-uK_ck/Tx2R6ZdSSaI/AAAAAAAACEc/DvGhJHhzncA/s1600/o%2Bhomem%2Bque%2Bsabia%2Bdemais.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700873135773075874" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/--j5MZ-uK_ck/Tx2R6ZdSSaI/AAAAAAAACEc/DvGhJHhzncA/s320/o%2Bhomem%2Bque%2Bsabia%2Bdemais.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A trama de “O Espião Que Sabia Demais” (2011) não foge muito do padrão habitual de John LeCarré, autor da obra literária que deu origem ao filme em questão – uma história de espionagem repleta de sutis e precisas reviravoltas, em que os diversos elementos dramáticos vão sendo jogados aos poucos ao longo da narrativa, o que faz com que cada pequena nuance do roteiro não seja meramente aleatória, configurando uma espécie de antítese da franquia James Bond (o baluarte mais conhecido do gênero espionagem tanto no cinema como na literatura). O grande fator diferencial dessa nova adaptação do universo literário de LeCarré está na abordagem minimalista e distanciada do cineasta sueco Tomas Alfredson, num exercício de estilo que remete diretamente à sua produção anterior, o fascinante “Deixa Ela Entrar” (2007). Sua encenação é feita de toques discretos e expressivos – olhares e gestos de personagens, a progressão harmônica dos temas musicais, a direção de fotografia de movimentos de câmera lentos, planos fixos e tons granulados (em associação a uma estética cinematográfica típica dos anos 70, época em que se desenvolve a trama), a edição que recorre sobriamente a uma alternância de tempos. O estilo econômico de Alfredson não implica, entretanto, num resultado formal pouco ambicioso. Pelo contrário: o impacto audiovisual chega a ser épico e grandioso tamanho o virtuosismo de Alfredson na composição de suas cenas, além da constante atmosfera de tensão que permeia “O Espião Que Sabia Demais”. Para coroar, o elenco se revela em perfeita sintonia artística com a proposta do diretor, em caracterizações dramáticas que mais sugerem do que revelam as intenções dos seus personagens. Nesse sentido, a atuação de Gary Oldman no papel do protagonista George Smiley é emblemática de forma admirável – ele mantém um ar que oscila entre o impassível e o indiferente por quase todo o filme, mas em instantes preciosos deixa transparecer uma emoção reprimida. E talvez essa maneira com que a emoção se insira dentro de uma ambientação algo fria represente uma espécie de síntese artística de “O Espião Que Sabia Demais”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-1116107362811956625?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/1116107362811956625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=1116107362811956625' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1116107362811956625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1116107362811956625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2012/01/o-espiao-que-sabia-demais-de-tomas.html' title='O Espião Que Sabia Demais, de Tomas Alfredson ****'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/--j5MZ-uK_ck/Tx2R6ZdSSaI/AAAAAAAACEc/DvGhJHhzncA/s72-c/o%2Bhomem%2Bque%2Bsabia%2Bdemais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-7681749554869758343</id><published>2012-01-20T12:49:00.001-03:00</published><updated>2012-01-20T12:51:40.898-03:00</updated><title type='text'>O Galante Rei da Boca, de Luis Rocha Melo e Alessandro Gamo **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WmHd_hhnySE/TxmNa7E2HEI/AAAAAAAACEE/pAyXLgtOYs8/s1600/o%2Bgalante%2Brei%2Bda%2Bboca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699742297088203842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 217px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-WmHd_hhnySE/TxmNa7E2HEI/AAAAAAAACEE/pAyXLgtOYs8/s320/o%2Bgalante%2Brei%2Bda%2Bboca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para aqueles cinéfilos que tem um apreço especial pelas produções da Boca do Lixo e também para aqueles que querem conhecer mais sobre a mitologia de tal meca da cinematografia brasileira, “O Galante Rei da Boca” (2003) é um prato cheio em termos de informações e causos sobre o assunto. Focando na história do produtor Antonio Polo Galante, um dos produtores mais ativos da Boca, os diretores Luís Rocha Melo e Alessandro Gamo fazem um interessante inventário de uma época em que o cinema nacional conseguia ser efetivamente popular, sem que com isso não perdesse o espaço para algumas ousadias artísticas. A vida de Galante e a trajetória do “movimento” Boca do Lixo são praticamente unidos em vários pontos – ao se expor a vida do biografado, pode-se entender a própria mítica da Boca: o seu nascimento, o mecanismo de funcionamento das suas produções, os principais diretores, suas contradições e ousadias. E tentar entender este pedaço particular de história também significa uma busca pela compreensão da evolução (ou para alguns regressão) do cinema brasileiro. É inevitável, e por isso fascinante, fazer uma comparação daquela época marcada por saudáveis ingenuidade e amadorismo no ato de fazer cinema no nosso país com os labirínticos e burocráticos métodos atuais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-7681749554869758343?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/7681749554869758343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=7681749554869758343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/7681749554869758343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/7681749554869758343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2012/01/o-galante-rei-da-boca-de-luis-rocha.html' title='O Galante Rei da Boca, de Luis Rocha Melo e Alessandro Gamo **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-WmHd_hhnySE/TxmNa7E2HEI/AAAAAAAACEE/pAyXLgtOYs8/s72-c/o%2Bgalante%2Brei%2Bda%2Bboca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-8459385348382238788</id><published>2012-01-19T13:38:00.001-03:00</published><updated>2012-01-19T13:40:57.824-03:00</updated><title type='text'>Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras, de Guy Rithchie ***</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dkBm7wsvwHE/TxhHh8iUtKI/AAAAAAAACD4/hoR4m3zoHy0/s1600/sherlock_holmes_a_game_of_shadows_ver12.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699383976948708514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-dkBm7wsvwHE/TxhHh8iUtKI/AAAAAAAACD4/hoR4m3zoHy0/s320/sherlock_holmes_a_game_of_shadows_ver12.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tentar apreciar ou entender a franquia Sherlock Holmes concebida por Guy Ritchie exclusivamente segundo a lógica da fidelidade à obra literária original de Arthur Conan Doyle pode ser um exercício frustrante. Afinal, a ótica do mencionado cineasta britânico sobre o famoso personagem não guarda muito da essência daquilo que foi concebido por Doyle para a figura do seu famoso detetive. Ritchie na verdade procurou reciclar Holmes de acordo com os preceitos contemporâneos do gênero ação. Assim, o seu Holmes é um atlético e charmoso aventureiro que entre outras tantas habilidades também tem uma afiada capacidade de lógica e dedução. Algo como um Indiana Jones mais intelectualizado. Assim, desligando das ranhetices de fãs xiitas, é que dá para curtir as novas aventuras de Holmes na ótica de Ritchie. E analisando “Sherlock Holmes – O Jogo de Sombras” (2011) apenas pelos seus méritos cinematográficos, pode-se perceber uma grande evolução em relação ao primeiro filme de 2009, ficando também evidente um traço mais autoral por parte de Ritchie. Alguns daqueles truques irritantes da produção anterior, como sequências de câmera lenta estática a esmiuçar desnecessariamente a ação e as cenas de Holmes antecipando o resultado de brigas, ainda aparecem com frequência, mas por vezes até acabam se revelando adequados para alguns momentos (principalmente para o duelo final entre Holmes e o Professor Moriarty). O que torna “O Jogo de Sombras” diferenciado positivamente, entretanto, é uma trama melhor elaborada e com um toque sombrio até surpreendente (a garota que era interesse romântico de Holmes no filme anterior, por exemplo, é morta por Moriarty logo no início), traço esse que se estende pela caracterização psicológica mais densa dos personagens e na direção de arte que traz uma ambientação efetivamente sórdida e suja tanto para Londres quanto para as outras cidades em que a história se desenvolve. Ritchie traz também para o roteiro detalhes históricos e os relaciona com habilidade ao ficcional, dando ao seu filme uma profundidade e tensão inesperadas. Nesse sentido, os diálogos entre Holmes e Moriarty sobre o futuro da Europa e a natureza humana ganham até um certo requinte de complexidade. E também é mérito do diretor saber combinar com certa harmonia tais implicações temáticas com desvairadas e memoráveis seqüências de ação. Ou seja: para quem saiu desanimado do primeiro filme, este mais recente acaba criando expectativas para uma próxima produção da série.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-8459385348382238788?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/8459385348382238788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=8459385348382238788' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8459385348382238788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8459385348382238788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2012/01/sherlock-holmes-o-jogo-de-sombras-de.html' title='Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras, de Guy Rithchie ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-dkBm7wsvwHE/TxhHh8iUtKI/AAAAAAAACD4/hoR4m3zoHy0/s72-c/sherlock_holmes_a_game_of_shadows_ver12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-2345161949154101765</id><published>2012-01-18T12:40:00.001-03:00</published><updated>2012-01-18T12:42:11.264-03:00</updated><title type='text'>A Hora da Escuridão, de Chris Gorak *1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-eYVpZn7ou8Q/TxboQvvsbgI/AAAAAAAACDs/aV1HGghJtUk/s1600/a-hora-da-escuridao-poster-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698997752876002818" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 217px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-eYVpZn7ou8Q/TxboQvvsbgI/AAAAAAAACDs/aV1HGghJtUk/s320/a-hora-da-escuridao-poster-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O fato dos alienígenas invasores serem invisíveis em “A Hora da Escuridão” (2011) pode fazer pressupor que a intenção seria criar um suspense maior através do poder da sugestão. Lá pelo final do filme, quando por um detalhe da trama, fica-se sabendo qual seria a aparência dos ETs é que dá para sacar que o recurso mencionado inicialmente tem mais a função de esconder a falta de criatividade em termos visuais do filme. Diga-se, entretanto, que não representa um grande problema o roteiro da produção chupar várias referências de “A Guerra dos Mundos” (afinal, zilhões de filmes do gênero ficção científica já fizeram isso). O que faz “A Hora da Escuridão” naufragar é a total falta de imaginação na sua encenação. A sequência de abertura, por exemplo, que mostra os momentos pré-invasão chega a ser dolorosa de tão medíocre: parece algum vídeo de propaganda turística qualquer a retratar a noite de Moscou. O diretor Chris Gorak também fracassa na caracterização de seus personagens, figuras destituídas do poder de gerar alguma empatia pelos seus destinos (o que numa produção em que mais de metade do elenco morre seria fundamental), isso quando não se mostram como caricaturas sem vida (na visão de Gorak, todos os russos são figuras excêntricas e algo toscas). No mais, os efeitos de “A Hora da Escuridão” oscilam entre trucagens digitais manjadas e franca pobreza visual. E o pior disso tudo é que o final dá a entender uma possível continuação...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-2345161949154101765?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/2345161949154101765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=2345161949154101765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2345161949154101765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2345161949154101765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2012/01/hora-da-escuridao-de-chris-gorak-12.html' title='A Hora da Escuridão, de Chris Gorak *1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-eYVpZn7ou8Q/TxboQvvsbgI/AAAAAAAACDs/aV1HGghJtUk/s72-c/a-hora-da-escuridao-poster-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-837316218773926136</id><published>2012-01-17T14:24:00.001-03:00</published><updated>2012-01-17T14:26:05.139-03:00</updated><title type='text'>Tomboy, de Celine Scianma ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-OWGIzmSUUhY/TxWvJRhUpqI/AAAAAAAACDg/w43hq8Kane8/s1600/tomboycartaz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698653477364082338" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 227px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-OWGIzmSUUhY/TxWvJRhUpqI/AAAAAAAACDg/w43hq8Kane8/s320/tomboycartaz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por mais que a sinopse de “Tomboy” (2011) possa sugerir uma obra polêmica pela sua temática (menina que se faz passar por menino), a verdade é que a diretora Celine Scianna envereda por uma abordagem que passa ao largo de discussões pueris e óbvias. Não há espaço para grandes dilemas ou tragédias moralizantes – a confusão comportamental da protagonista Laure (Zoé Héran) sugere mais uma curiosidade e uma vontade juvenil de experimentar com os tabus e o status quo do que propriamente um desejo sexual. Não à toa, boa parte da trama se desenrola durante as férias escolares no playground e no bosque que ficam ao lado do condomínio residencial em que Laure mora, com tal ambiente se configurando quase como um universo paralelo, em que as convenções dos adultos e os problemas da vida parecem fazer parte de uma outra dimensão, ou seja, um ambiente propício para que a garota embarque na sua estranha brincadeira. A sobriedade da visão de Scianma encontra o complemento formal adequado em uma estética bastante naturalista, em que vigora expressivos planos longos e estáticos, além de edição precisa e de poucos cortes. De certa forma, esta forma crua de “Tomboy” retratar a infância também encontra ressonância em outra obra de língua francesa lançada em 2011, “O Garoto de Bicicleta”, o que parece vinculá-las a uma certa escola do cinema francês de produções ligadas ao universo infanto-juvenil (a mesma de clássicos como “Zero de Conduta” e “Os Incompreendidos”).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-837316218773926136?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/837316218773926136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=837316218773926136' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/837316218773926136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/837316218773926136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2012/01/tomboy-de-celine-scianma-12.html' title='Tomboy, de Celine Scianma ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-OWGIzmSUUhY/TxWvJRhUpqI/AAAAAAAACDg/w43hq8Kane8/s72-c/tomboycartaz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-1362438815758035409</id><published>2012-01-16T13:43:00.001-03:00</published><updated>2012-01-16T13:47:01.097-03:00</updated><title type='text'>Contágio, de Steven Soderbergh ***</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RN0FX1-c8Rk/TxRUZiYIdhI/AAAAAAAACDU/u83RvG80tjE/s1600/Contagio-Poster%25281%2529.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698272226232006162" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-RN0FX1-c8Rk/TxRUZiYIdhI/AAAAAAAACDU/u83RvG80tjE/s320/Contagio-Poster%25281%2529.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por mais que a temática de uma doença desconhecida que se alastra vertiginosamente e ameaça a humanidade já foi mais bastante utilizada em diversas produções cinematográficas. Se “Contágio” (2011) não apresenta quaisquer novidades para o gênero, ao menos utiliza uma abordagem não tão manjada. Para começar, Soderbergh prefere focar a trama em um viés mais realista, em que não há soluções mágicas no roteiro e as reações dos personagens se aproximam de algo fora do idealizado (ou seja, a crueza do comportamento humano fica mais evidente). Assim, o diretor não se furta de matar alguns dos principais personagens da produção e de forma, às vezes, até anti-climáticas. Além disso, a concepção formal de “Contágio” apresenta um tom sóbrio que beira o documental, principalmente pela direção de fotografia que abusa de tons quase esmaecidos. O estilo colocado em prática por Soderbergh é coerente na equação estética-conteúdo, aproximando-se de outras obras menos comerciais do cineasta (“Bubble”, “Confissões de Uma Garota de Programa”). É inegável, entretanto, que ao estabelecer um formalismo frio no quesito visual e um distanciamento emocional na caracterização de situações e personagens Soderbergh faz de “Contágio” uma produção que pouco surpreende como obra capaz de arrebatar o espectador.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-1362438815758035409?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/1362438815758035409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=1362438815758035409' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1362438815758035409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1362438815758035409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2012/01/contagio-de-steven-soderbergh.html' title='Contágio, de Steven Soderbergh ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-RN0FX1-c8Rk/TxRUZiYIdhI/AAAAAAAACDU/u83RvG80tjE/s72-c/Contagio-Poster%25281%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-6324503740770228467</id><published>2012-01-13T13:54:00.001-03:00</published><updated>2012-01-13T13:56:17.059-03:00</updated><title type='text'>O Retorno de Johnny English, de Oliver Parker **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-77aHj6r_sQY/TxBiJCa6OLI/AAAAAAAACDI/HmPnDp7ZPAY/s1600/o-retorno-de-johnny-english-cartaz-italiano.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5697161436031760562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 224px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-77aHj6r_sQY/TxBiJCa6OLI/AAAAAAAACDI/HmPnDp7ZPAY/s320/o-retorno-de-johnny-english-cartaz-italiano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez o maior mérito do personagem Mr. Bean tanto no seu seriado quanto nos filmes dos quais participou estava na reciclagem de um humor físico que remetia aos primórdios do cinema mudo, quando as gags eram de cunho quase que exclusivamente visuais. Dentro de tal vertente, o ator Rowan Atkinson se mostrou eficiente na evocação de trejeitos de mestres como Charlie Chaplin e Buster Keaton, assim como na elaboração de cenas cuja encenação do caos geravam momentos de insanidade cômica memoráveis. Esse elemento da falta de diálogos já não se encontra presente nas aventuras de Johnny English, outro tipo vivido por Atkinson, o que é provável que explique que os filmes desta franquia não tenham aquela mesma sensação de absurdos característicos das produções com Mr. Bean. Há um maior apelo ao convencionalismo formal das produções contemporâneas do gênero. Ainda dentro de tais limitações e clichês, o diretor Oliver Parker e Atkinson conseguem em “O Retorno de Johnny English” (2011) produzir alguns momentos efetivamente engraçados ao zoar alguns dos principais elementos das produções de espionagem e aventura (mais especificamente, os filmes de James Bond).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-6324503740770228467?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/6324503740770228467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=6324503740770228467' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6324503740770228467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6324503740770228467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2012/01/o-retorno-de-johnny-english-de-oliver.html' title='O Retorno de Johnny English, de Oliver Parker **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-77aHj6r_sQY/TxBiJCa6OLI/AAAAAAAACDI/HmPnDp7ZPAY/s72-c/o-retorno-de-johnny-english-cartaz-italiano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-1666236361425354382</id><published>2012-01-12T13:26:00.001-03:00</published><updated>2012-01-12T13:28:23.873-03:00</updated><title type='text'>As Aventuras de Agamenon, o Repórter, de Victor Lopes **</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cnkvVu4IoeM/Tw8KDzOwMNI/AAAAAAAACC8/rZHFKca4PN8/s1600/asaventurasdeagamenonposter.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696783114054938834" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-cnkvVu4IoeM/Tw8KDzOwMNI/AAAAAAAACC8/rZHFKca4PN8/s320/asaventurasdeagamenonposter.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em termos teóricos, a concepção formal de “As Aventuras de Agamenon, o Repórter” (2011) até revela uma certa ousadia na sua mistura de ficção com técnicas documentais. Para falar sobre o fictício personagem, o diretor Victor Lopes recorre a depoimentos falsos de figuras reais, assim como a uma narradora que oscila entre o tom objetivo e tiradas irônicas (função essa até exercida com desenvoltura por Fernanda Montenegro). Aliás, a piada de Nelson Motta sobre a sua onipresença em documentários brasileiros talvez seja o grande momento cômico do filme. A técnica de inserir os atores Hupert, Marcelo Adnet e Luana Piovani em trechos de documentários com figuras chaves da história brasileira e mundial também rendem algumas soluções visuais interessantes (nesse sentido, não há como não lembrar do extraordinário “Zelig” de Woody Allen). No conjunto geral, entretanto, a produção padece de uma certa indecisão criativa, pois em vários momentos há a impressão de estarmos vendo um quadro meio sem graça do “Casseta &amp;amp; Planeta” estendido, o que faz com que o filme perca a oportunidade de buscar uma narrativa cinematográfica melhor elaborada. Há um acúmulo pouco funcional de referências históricas, piadas de botequim e crítica política/social que tornam a produção por vezes enfadonha, causando pouca empatia tanto para os admiradores do “Casseta &amp;amp; Planeta” quanto para apreciadores de cinema em geral.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-1666236361425354382?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/1666236361425354382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=1666236361425354382' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1666236361425354382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1666236361425354382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2012/01/as-aventuras-de-agamenon-o-reporter-de.html' title='As Aventuras de Agamenon, o Repórter, de Victor Lopes **'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-cnkvVu4IoeM/Tw8KDzOwMNI/AAAAAAAACC8/rZHFKca4PN8/s72-c/asaventurasdeagamenonposter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-5202873458924718317</id><published>2012-01-11T13:35:00.002-03:00</published><updated>2012-01-11T13:36:21.267-03:00</updated><title type='text'>Cavalo de Guerra, de Steven Spielberg ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mgnmE3PrULI/Tw26exiPbYI/AAAAAAAACCw/1HyxGoE47dw/s1600/cavalo%2Bde%2Bguerra.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696414141549342082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-mgnmE3PrULI/Tw26exiPbYI/AAAAAAAACCw/1HyxGoE47dw/s320/cavalo%2Bde%2Bguerra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De certa forma, a estrutura da trama de “Cavalo Guerra” (2011) é um tanto atípica para os padrões de Steven Spielberg e até entrega suas origens literárias – o mote principal do cavalo que é “convocado” para participar da I Guerra Mundial serve também como elo de ligação para uma série de sub-tramas, algumas bem interessantes, outras nem tanto, o que dá uma certa irregularidade para a produção. O segredo da capacidade de envolver o público está mais na síntese narrativa de Spielberg e na sua capacidade de gerar cenas inesquecíveis. As seqüências de conflitos armados representam o ponto alto do filme, evocando a crueza e brutalidade daquela inesquecível meia-hora inicial de “O Resgate do Soldado Ryan” (1998), sem que o diretor precise recorrer necessariamente a recursos típicos do cinema documental. E fora destas tomadas que privilegiam a ação, Spielberg consegue ainda alguns momentos de rara poesia visual, com destaque para a insólita cena em que um soldado norte-americano e outro alemão se solidarizam no meio do campo de batalha para retirar o protagonista equino preso em arames farpados. A direção de fotografia de talhe clássico amplia a força épica de “Cavalo de Guerra”, apesar das últimas cenas terem enquadramentos e iluminação que fazem lembrar um comercial de Malboro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que a abordagem pouco sentimental e a concisão narrativa de “Munique” (2005) representaram um grande degrau de refinamento no estilo Spielberg de dirigir, o que faz com que a pieguice e a grandiloquência de algumas cenas em “Cavalo de Guerra” possam trazer uma certa carga de frustração. Ainda assim, o filme está muito acima da média do que se produz atualmente em termos de ousadia formal e mostra que Spielberg nunca poderá ser considerado carta fora do baralho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-5202873458924718317?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/5202873458924718317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=5202873458924718317' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5202873458924718317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5202873458924718317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2012/01/cavalo-de-guerra-de-steven-spielberg-12.html' title='Cavalo de Guerra, de Steven Spielberg ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-mgnmE3PrULI/Tw26exiPbYI/AAAAAAAACCw/1HyxGoE47dw/s72-c/cavalo%2Bde%2Bguerra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-5252646912362457662</id><published>2012-01-10T14:35:00.002-03:00</published><updated>2012-01-10T14:37:38.439-03:00</updated><title type='text'>MELHORES FILMES 2011</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CORld-72bcE/Twx3TBUx-PI/AAAAAAAACCk/EDv6tuvCq_U/s1600/a%2B%25C3%25A1rvore%2Bda%2Bvida.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696058797373651186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 231px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-CORld-72bcE/Twx3TBUx-PI/AAAAAAAACCk/EDv6tuvCq_U/s320/a%2B%25C3%25A1rvore%2Bda%2Bvida.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O critério primordial para os filmes que estão neste Top 25 é de que sejam produções que tenham estreado no circuito comercial de cinemas de Porto Alegre no ano de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) A Árvore da Vida, de Terrence Malick&lt;br /&gt;2) Melancolia, de Lars Von Trier&lt;br /&gt;3) Scott Pilgrim Contra o Mundo, de Edgar Wrigth&lt;br /&gt;4) O Vencedor, de David Russell&lt;br /&gt;5) Meia-Noite em Paris, de Woody Allen&lt;br /&gt;6) Balada do Amor e do Ódio, de Álex de la Iglesia&lt;br /&gt;7) A Pele Que Habito, de Pedro Almodóvar&lt;br /&gt;8) Tudo Pelo Poder, de George Clooney&lt;br /&gt;9) Turnê, de Mathieu Amalric&lt;br /&gt;10) O Seqüestro de Um Herói, de Lucas Belvaux&lt;br /&gt;11) Vênus Negra, de Abdelattif Kechiche&lt;br /&gt;12) Homens e Deuses, de Xavier Beauvois&lt;br /&gt;13) X-Men: Primeira Classe, de Matthew Vaughn&lt;br /&gt;14) O Garoto de Bicicleta, Jean-Pierre e Luc Dardenne&lt;br /&gt;15) A Árvore do Amor, de Zhang Yimou&lt;br /&gt;16) Estrada Real da Cachaça, de Pedro Urano&lt;br /&gt;17) O Mágico, de Sylvian Chomet&lt;br /&gt;18) Cópia Fiel, de Abbas Kiarostami&lt;br /&gt;19) Capitão América – O Primeiro Vingador, de Joe Johnston&lt;br /&gt;20) Planeta dos Macacos – A Origem, de Rupert Wyatt&lt;br /&gt;21) Não Tenha Medo do Escuro, de Troy Nixey&lt;br /&gt;22) 127 Horas, de Danny Boyle&lt;br /&gt;23) O Cisne Negro, de Darren Aronofsky&lt;br /&gt;24) Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas, de Apichatpong Weerasethakul&lt;br /&gt;25) Gainsbourg – O Homem Que Amava as Mulheres, de Joan Sfar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menções honrosas: filmes que vi nos cinemas no ano de 2011 e certamente estariam na lista acima, mas que foram vistos em festivais de cinema, ou seja, fora do circuito comercial das salas de Porto Alegre. Dentro de tal conceito, foram destaques as seguintes produções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Outrage, de Takeshi Kitano (Festival Internacional de Cinema de Montevidéu)&lt;br /&gt;- Route Irish, de Ken Loach (Festival Internacional de Cinema de Montevidéu)&lt;br /&gt;- Cúmplices, de Fréderic Mermoud (Festival Internacional de Cinema de Montevidéu)&lt;br /&gt;- A Serbian Film, de Srdjan Spasojevic (FANTASPOA)&lt;br /&gt;- Carne, de Victor Nieuwenhuijs e Maartje Seyferth (FANTASPOA)&lt;br /&gt;- Attack The Block, de Joe Cornish (Rojo Sangre – Buenos Aires)&lt;br /&gt;- Fausto, de Alexander Sokurov (Festival de Inverno – Porto Alegre)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-5252646912362457662?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/5252646912362457662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=5252646912362457662' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5252646912362457662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5252646912362457662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2012/01/melhores-filmes-2011.html' title='MELHORES FILMES 2011'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-CORld-72bcE/Twx3TBUx-PI/AAAAAAAACCk/EDv6tuvCq_U/s72-c/a%2B%25C3%25A1rvore%2Bda%2Bvida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-7566786204743038175</id><published>2012-01-10T14:03:00.001-03:00</published><updated>2012-01-10T14:05:17.642-03:00</updated><title type='text'>Inquietos, de Gus Van Sant ***</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mknFk8bZk8s/Twxvv6ksb1I/AAAAAAAACCY/6UjwBVOLNhI/s1600/inquietos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696050497684533074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-mknFk8bZk8s/Twxvv6ksb1I/AAAAAAAACCY/6UjwBVOLNhI/s320/inquietos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de um ciclo de produções dotadas de uma narrativa minimalista e de distanciamento emocional (“Elefante”, “Last Days”, “Paranoid Park”), o diretor Gus Van Sant volta a investir em uma produção de caráter mais acessível como nos tempos de “Gênio Indomável” (1997). Tematicamente, “Inquietos” (2011) lembra bastante o clássico de Hal Ashby, “Ensina-me a Viver” (1971), apesar de não possuir o mesmo pendor para a ironia perversa da obra setentista. O filme de Van Sant envereda mais por uma linha lírica, quase ingênua, ao retratar o romance entre um jovem órfão e desajustado e uma garota com câncer em estágio terminal. O cineasta tem seus melhores momentos ao colocar toques de fantasia na trama, inserindo de forma insólita o fantasma de um piloto kamikase japonês da 2ª Guerra Mundial como amigo e conselheiro sentimental do protagonista. Van Sant conduz a narrativa sem maiores sobressaltos ou arroubos criativos, mas tem o mérito de fazer com que “Inquietos” não caia em excessivos sentimentalismos do gênero “filme doença”. Além disso, a conclusão do filme é bastante inspirada na forma insólita com que utiliza cenas de flashback e na expressividade carismática do ator Henry Hopper.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-7566786204743038175?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/7566786204743038175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=7566786204743038175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/7566786204743038175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/7566786204743038175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2012/01/inquietos-de-gus-van-sant.html' title='Inquietos, de Gus Van Sant ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-mknFk8bZk8s/Twxvv6ksb1I/AAAAAAAACCY/6UjwBVOLNhI/s72-c/inquietos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-9123157908095383200</id><published>2012-01-09T14:00:00.002-03:00</published><updated>2012-01-09T14:01:26.345-03:00</updated><title type='text'>Minhas Tardes Com Margueritte, de Jean Becker **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6L-5E9HYe1Q/TwsdXpBF7SI/AAAAAAAACCM/OQ_bt9Rbx3E/s1600/Minhas_Tarde_com_margaritte_Poster_thumb%255B3%255D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695678445724757282" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 222px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-6L-5E9HYe1Q/TwsdXpBF7SI/AAAAAAAACCM/OQ_bt9Rbx3E/s320/Minhas_Tarde_com_margaritte_Poster_thumb%255B3%255D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os cinéfilos mais ranhetas talvez impliquem com a estrutura narrativa convencional e previsível de “Minhas Tardes Com Margueritte” (2011) e com todas as suas respectivas apelações sentimentais. E eles terão razão em suas reclamações, pois o filme em questão realmente é um pouco apelativo no seu formato de conto moral/lição de vida. É inegável, entretanto, que o diretor Jean Becker consegue envenenar esse algodão doce com algumas traquinagens. Para começar, o filme transborda referências literárias muito interessantes, afinal os contatos entre o protagonista Germain (Gerard Depardieu) e a senhora Margueritte (Gisèle Casadesus) se dão por insólitas sessões de leitura que despertam uma nova sensibilidade para o embrutecido Germain, o que acaba provocando reflexões e mudanças em sua vida. Mesmo que repita alguns trejeitos típicos de outras produções em que trabalhou, Depardieu é outro fator diferencial que eleva “Minhas Tardes Com Margueritte” por alguns momentos das trivialidades do gênero melodrama, com sua presença de cena magnética.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-9123157908095383200?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/9123157908095383200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=9123157908095383200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/9123157908095383200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/9123157908095383200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2012/01/minhas-tardes-com-margueritte-de-jean.html' title='Minhas Tardes Com Margueritte, de Jean Becker **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-6L-5E9HYe1Q/TwsdXpBF7SI/AAAAAAAACCM/OQ_bt9Rbx3E/s72-c/Minhas_Tarde_com_margaritte_Poster_thumb%255B3%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-5773387404203646870</id><published>2012-01-06T13:02:00.001-03:00</published><updated>2012-01-06T13:03:44.070-03:00</updated><title type='text'>Noite de Ano Novo, de Garry Marshall *</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-TWK0SgbepcY/TwcbVxaWH6I/AAAAAAAACCA/VdO-IMohByQ/s1600/noiteanogeral.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5694550314688323490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-TWK0SgbepcY/TwcbVxaWH6I/AAAAAAAACCA/VdO-IMohByQ/s320/noiteanogeral.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cálculo dos produtores de “Noite de Ano Novo” (2011) deve ter sido bem simples: se uma comédia romântica ruim costuma render um bom lucro, então se colocar várias comédias românticas ruins dentro do mesmo filme o lucro vai ser ainda maior! Bem, talvez o resultado prático financeiro da produção em questão nem tenha sido toda essa fortuna, mas o resultado artístico foi algo parecido – uma bomba cinematográfica multiplicada várias vezes. Talvez a narrativa mosaico proposta pelo diretor Garry Marshall possa evocar alguma relação com obras semelhantes de Robert Altman (“Nashville”, “Short Cuts”, “Prêt-a-Porter”), mas a distância dos resultados finais é infinita. As tramas paralelas de “Noite de Ano Novo” parecem mais esboços de roteiros rejeitados unidos de forma aleatória do que propriamente um conjunto de histórias que possuem uma real interligação formal e conceitual. Talvez o filme pode funcionar como curiosidade no sentido de referências para cinéfilos (como nas várias menções que se faz a “Mary Poppins” ou a participação de alguns atores de respeito – o que faz a gente pensar que eles estavam precisando colocar as contas em dia...) ou mesmo de comparações (aquela dança desajeitada da personagem de Michelle Pfeiffer não teria uma relação com aqueles passos estilosos e blase da sua figura junkie chique em “Scarface”?). Fora de tais digressões, “Noite de Ano Novo” consegue ser apenas mais um passatempo aborrecido e sem imaginação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-5773387404203646870?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/5773387404203646870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=5773387404203646870' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5773387404203646870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5773387404203646870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2012/01/noite-de-ano-novo-de-garry-marshall.html' title='Noite de Ano Novo, de Garry Marshall *'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-TWK0SgbepcY/TwcbVxaWH6I/AAAAAAAACCA/VdO-IMohByQ/s72-c/noiteanogeral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-2218388047959635204</id><published>2012-01-05T12:59:00.000-03:00</published><updated>2012-01-05T13:01:43.303-03:00</updated><title type='text'>Imortais, de Tarsem Singh ***</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yr8woqGXGwI/TwXJQXrY1oI/AAAAAAAACB0/Km7N0JQf4Mg/s1600/imortais_blumenews.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5694178586950948482" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-yr8woqGXGwI/TwXJQXrY1oI/AAAAAAAACB0/Km7N0JQf4Mg/s320/imortais_blumenews.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Confesso que o marketing de “Imortais” (2011) tinha me deixado com um pé atrás em relação ao filme. Afinal, a propaganda alardeava que era dos mesmos produtores do horroroso “300” (2006). Inicialmente, a concepção visual, bastante baseada em efeitos digitais, realmente traz algumas lembranças do filme de Zach Snyder. Com o desenvolvimento da narrativa, entretanto, pode-se perceber que “Imortais” apresenta decisivas diferenças. A principal delas são as sequências de ação: não apelando para as picaretas câmeras lentas de Snyder, o diretor Tarsem Singh obtém um eficiente resultado cênico que impressiona pela desenvoltura da porradaria, podendo-se até perceber uma certa influência dos quadrinhos na composição das cenas. A produção também acerta na atmosfera sombria e violenta que permeia a trama, sendo que a brutalidade gráfica e ambientação dark acabam até soando estranhas e desafiadoras diante da média das produções contemporâneas do gênero. No mais, o filme apresenta algumas irregularidades, principalmente na questão da interpretação do elenco (com tendências visíveis para a canastrice dramática), mas como saldo final se apresenta satisfatório no quesito diversão escapista. Faz até imaginar que “300” poderia ter sido um filme decente nas mãos de um cineasta mais competente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-2218388047959635204?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/2218388047959635204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=2218388047959635204' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2218388047959635204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2218388047959635204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2012/01/imortais-de-tarsem-singh.html' title='Imortais, de Tarsem Singh ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yr8woqGXGwI/TwXJQXrY1oI/AAAAAAAACB0/Km7N0JQf4Mg/s72-c/imortais_blumenews.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-6704290008216559727</id><published>2012-01-04T13:08:00.001-03:00</published><updated>2012-01-04T13:09:38.951-03:00</updated><title type='text'>A Casa dos Sonhos, de Jim Sheridan *1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zPySZfg5JoA/TwR5rH9BiqI/AAAAAAAACBo/g2ibnXNMXOk/s1600/casa-dos-sonhos-poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693809610679487138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 232px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-zPySZfg5JoA/TwR5rH9BiqI/AAAAAAAACBo/g2ibnXNMXOk/s320/casa-dos-sonhos-poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A grande marca da cinematografia de Jim Sheridan sempre foi o vigor. Obras como “Meu Pé Esquerdo” (1989) e “Em Nome do Pai” (1993) podem possuir uma estrutura formal convencional, mas se destacam pela sua dinâmica narrativa e o gosto pela ambição visual de algumas seqüências (no sentido de serem muito bem dirigidas). Nesse sentido, acaba-se entendendo por quê Sheridan pediu para retirar o seu nome dos créditos ao ver o resultado final de “A Casa dos Sonhos” (2011), sua produção mais recente. Por mais que seja um filme correto em termos de fotografia e edição, carece de uma dimensão artística que possibilite alguma transcendência artística. É uma obra burocrática e destituída de vida, e nem dá para acusar o roteiro previsível como responsável pelo saldo frustrante – afinal, Scorsese usou uma trama bem parecida em “A Ilha do Medo” (2010) e isso não foi impeditivo para que não tivesse um resultado extraordinário. É provável que o pedido desgostoso de Sheridan tenha relação com a interferência de produtores na realização de “A Casa dos Sonhos”. Fofocas à parte, fica para a posteridade uma produção a cair no limbo da frustração.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-6704290008216559727?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/6704290008216559727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=6704290008216559727' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6704290008216559727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6704290008216559727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2012/01/casa-dos-sonhos-de-jim-sheridan-12.html' title='A Casa dos Sonhos, de Jim Sheridan *1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zPySZfg5JoA/TwR5rH9BiqI/AAAAAAAACBo/g2ibnXNMXOk/s72-c/casa-dos-sonhos-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-3544707661290549398</id><published>2012-01-03T13:59:00.002-03:00</published><updated>2012-01-03T14:00:00.541-03:00</updated><title type='text'>A Pele Que Habito, de Pedro Almodóvar ****</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-atVVSWVwplA/TwM0B_WLRBI/AAAAAAAACBc/9Qym6lYTArg/s1600/a%2Bpele%2Bque%2Bhabito.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693451562715399186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 224px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-atVVSWVwplA/TwM0B_WLRBI/AAAAAAAACBc/9Qym6lYTArg/s320/a%2Bpele%2Bque%2Bhabito.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tanto na sua divulgação quanto em certos comentários da crítica têm ocorrido um certo exagero na abordagem de “A Pele Que Habito” (2011), principalmente na afirmação de que seria o primeiro filme de terror dirigido por Pedro Almodóvar. Na verdade, não dá para dizer que a obra esteja plenamente inserida em no gênero em questão, afinal não traz elementos sobrenaturais e nem afunda o pé na jaca em termos de sanguinolência. Almodóvar trafega muito mais na área do suspense, uma praia em que já tinha se inserido com resultados excelentes em produções como “Matador” (1986) e “A Má-Educação” (2004). Em “A Pele Que Habito” (2011), entretanto, o cineasta espanhol mostra influências de uma estética particular do cinema fantástico europeu das décadas de 60 e 70, a começar pela perturbadora relação que se estabelece entre erotismo e morbidez, tão cara à cinematografia de artistas como Jean Rollin, Jesus Franco, Dario Argento e Mario Bava. É claro que tal concepção acaba ganhando uma dinâmica diferente nas mãos de Almodóvar – por vezes, a trama de “A Pele Que Habito” apresenta reviravoltas tão radicais que faz com que a obra adquira uma certa conotação de ironia kitsch (outra característica fundamental de outras produções do diretor). É provável que nas mãos de outros diretores o mesmo roteiro descambaria para o ridículo trash. A visão artística de Almodóvar leva o filme para outros níveis sensoriais. O requinte visual de “A Pele Que Habito” é de encher os olhos, mas sem cair afetações, com o diretor não temendo em combinar de forma extraordinária excelência plástica com detalhes grotescos inusitados. Além disso, Almodóvar estabelece uma sutil narrativa repletas de idas e vindas temporais que se mostram essenciais para evidenciarem as nuances temáticas e formais do filme. No conjunto geral, “A Pele Que Habito” não só reforça ainda mais as obsessões autorais de Almodóvar, como as expande para terrenos inexplorados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-3544707661290549398?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/3544707661290549398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=3544707661290549398' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/3544707661290549398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/3544707661290549398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2012/01/pele-que-habito-de-pedro-almodovar.html' title='A Pele Que Habito, de Pedro Almodóvar ****'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-atVVSWVwplA/TwM0B_WLRBI/AAAAAAAACBc/9Qym6lYTArg/s72-c/a%2Bpele%2Bque%2Bhabito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-4518391414337072702</id><published>2011-12-28T14:35:00.001-03:00</published><updated>2011-12-28T14:37:14.222-03:00</updated><title type='text'>Livide, de Alexandre Bustillo e Julien Maury ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ckjhCRioooQ/TvtTs5FxyEI/AAAAAAAACBQ/fXMg6uR7P-w/s1600/livid-poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691234584817158210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-ckjhCRioooQ/TvtTs5FxyEI/AAAAAAAACBQ/fXMg6uR7P-w/s320/livid-poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cinema de horror europeu dos anos 60 e 70 era conhecido pela combinação original entre o requinte formal e a violência gráfica, buscando uma estranha síntese entre morbidez e erotismo. Os diretores Alexandre Bustillo e Julien Maury enveredam por tal estética em sua obra mais recente, “Livide” (2011), com resultados por vezes perturbadores. A escolha de cenário é perfeita para configurar o clima de terror gótico que o filme pretende: uma cidade portuária francesa, repleta de névoas e nuvens carregadas, o que oferece uma ambientação que fica entre o fantasmagórico e o melancólico, o que se acentua mais quando entra em cena uma velha mansão de ar sinistro e que insinua mais segredos. Na evolução da narrativa, trespassada por misteriosos flashbacks, a obra adquire uma atmosfera ambígua, não deixando claro se o teor do suspense é psicológico ou se é realmente algo sobrenatural. À medida que o elemento fantástico vai preponderando, entretanto, “Livide” adquire uma abordagem com toque do irreal, em que o caráter onírico e a brutalidade sangrenta tornam a trama progressivamente mais misteriosa. Para aqueles acostumados com os filmes no gênero suspense mais recentes, em que tudo costuma ser esclarecido até os mínimos detalhes, pode ser frustrante aceitar um roteiro com tantas pontas soltas, o quê na realidade torna a produção ainda mais fascinante.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-4518391414337072702?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/4518391414337072702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=4518391414337072702' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/4518391414337072702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/4518391414337072702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/12/livide-de-alexandre-bustillo-e-julien.html' title='Livide, de Alexandre Bustillo e Julien Maury ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ckjhCRioooQ/TvtTs5FxyEI/AAAAAAAACBQ/fXMg6uR7P-w/s72-c/livid-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-1025095524282332732</id><published>2011-12-27T13:47:00.001-03:00</published><updated>2011-12-27T13:48:58.424-03:00</updated><title type='text'>Helldriver, de Yoshihiro Nishimura 1/2 (meia estrela)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-30srNnTpkew/Tvn27pxKfDI/AAAAAAAACBE/ugB60bYDLCk/s1600/Helldriver_poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690851108844108850" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-30srNnTpkew/Tvn27pxKfDI/AAAAAAAACBE/ugB60bYDLCk/s320/Helldriver_poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A princípio, vivemos em uma democracia cultural. Dessa forma, é possível que uma atrocidade como “Helldriver” encontre defensores ou apreciadores. Entretanto, pode-se convir também que tais indivíduos mais gostam da bizarrice pela bizarrice do que propriamente de cinema. O diretor Yoshihiro Nishimura pretende fazer com que a sua obra se imponha pelos excessos de violência, sexo e escatologia, como se fosse uma espécie de manifesto contra o bom gosto, mas o resultado final é apenas estéril – o máximo que as cenas da produção podem causar é algum sorrisinho amarelo constrangido. Os efeitos especiais toscos, o roteiro qualquer nota e a narrativa amadora formam um todo constrangedor que no final das contas até tornam “Helldriver” uma experiência cinematográfica a ser conferida simplesmente pelo fato de ver como as coisas podem dar tão errado. E mesmo a pretensão de entrar numa galeria de obras antológicas na categoria de podreira trash acaba afundando, pois não há nem sombra, por exemplo, daquela atmosfera de fuleiragem ingênua de um Ed Wood.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-1025095524282332732?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/1025095524282332732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=1025095524282332732' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1025095524282332732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1025095524282332732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/12/helldriver-de-yoshihiro-nishimura-12.html' title='Helldriver, de Yoshihiro Nishimura 1/2 (meia estrela)'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-30srNnTpkew/Tvn27pxKfDI/AAAAAAAACBE/ugB60bYDLCk/s72-c/Helldriver_poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-1605750601551274312</id><published>2011-12-26T15:02:00.001-03:00</published><updated>2011-12-26T15:04:02.657-03:00</updated><title type='text'>Rabies, de Aharon Keshales e Navot Papuchado ***</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_0jGKY7aNb0/Tvi3DCoTJmI/AAAAAAAACA4/gA4eaKSWCWE/s1600/rabies.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690499392056010338" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-_0jGKY7aNb0/Tvi3DCoTJmI/AAAAAAAACA4/gA4eaKSWCWE/s320/rabies.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez boa parte do que pode motivar os cinéfilos em geral a assistir a “Rabies” (2011) seja a combinação do gênero com a nacionalidade: uma produção israelense de horror. Descontando o inusitado da origem, entretanto, o filme consegue reservar algumas surpresas. É provável que boa parte dos apreciadores do terror fiquem um tanto ressabiados pelo excesso de psicologização dos personagens e de subtramas de teor dramático, o que não parece condizer muitos às vezes com o estilo meio splater da obra (muita escatologia, sangue, vísceras e afins). Ainda sim, há um interessante equilíbrio entre os momentos de tensão com as sequências de violência explícita. Mesmo tendo por base uma trama centrada na figura de um psicopata sádico (recurso narrativo um tanto manjado), os diretores Aharon Keshales e Navot Papushado souberam criar algumas cenas efetivamente perturbadoras pela sua brutalidade e sordidez, principalmente quando surge a figura do policial corrupto e lascivo que sevicia duas jovens. No saldo geral, “Rabies” está longe de ser um marco ou obra-prima, mas se coloca acima da média do que vem sendo praticado ultimamente no gênero.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-1605750601551274312?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/1605750601551274312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=1605750601551274312' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1605750601551274312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1605750601551274312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/12/rabies-de-aharon-keshales-e-navot.html' title='Rabies, de Aharon Keshales e Navot Papuchado ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_0jGKY7aNb0/Tvi3DCoTJmI/AAAAAAAACA4/gA4eaKSWCWE/s72-c/rabies.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-2615291433990211544</id><published>2011-12-22T13:42:00.001-03:00</published><updated>2011-12-22T13:43:57.480-03:00</updated><title type='text'>The Day of Ants In The Sky, de Akira Nobi ***</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OXdf17gJy1A/TvNeQ_m7qgI/AAAAAAAACAs/0x7kW-ADQKU/s1600/the%2Bday.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688994400344713730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-OXdf17gJy1A/TvNeQ_m7qgI/AAAAAAAACAs/0x7kW-ADQKU/s320/the%2Bday.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mesmo não tendo o virtuosismo vertiginoso de Takashi Miike ou a precisa síntese narrativa de Takeshi Kitano, o diretor Akira Nobi se mostra em “The Day Of Ants In The Sky” (2011) como um nome a ser lembrado com atenção no atual panorama do cinema japonês. O filme se move de forma insinuante entre o policial violento e o drama psicológico, formando um todo irregular, mas repleto de momentos de bizarrices e estranhezas que oscilam entre o choque e o encanto. Trabalha-se com alguns elementos típicos do imaginário do cinema japonês (assassinos da Yakuza, violência gráfica exagerada, garotas colegiais que transitam entre a inocência e a perversidade), mas Nobi consegue extrair algo de instigante, tanto na sua composição visual quanto nas sutilezas dramáticas do roteiro. Talvez a seqüência que melhor ilustre a abordagem ambígua do cineasta seja aquela em que as duas moças aprisionadas numa grande sala, após desenvolverem um aparente laço de afeto, são obrigadas a se digladiarem até a morte, num combate feroz e com requintes de crueldade – o resultado sensorial de tais cenas desconcertam o espectador entre o riso e o choque.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-2615291433990211544?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/2615291433990211544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=2615291433990211544' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2615291433990211544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2615291433990211544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/12/day-of-ants-in-sky-de-akira-nobi.html' title='The Day of Ants In The Sky, de Akira Nobi ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-OXdf17gJy1A/TvNeQ_m7qgI/AAAAAAAACAs/0x7kW-ADQKU/s72-c/the%2Bday.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-5639441489182076041</id><published>2011-12-21T15:26:00.001-03:00</published><updated>2011-12-21T15:27:36.133-03:00</updated><title type='text'>Warlock - O Demônio, de Steve Miner ***</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cra9V2YlNl8/TvIlCOnsuzI/AAAAAAAACAg/_nvJa6trMZ4/s1600/Warlock_%25281989%2529.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688649999536929586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 227px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-cra9V2YlNl8/TvIlCOnsuzI/AAAAAAAACAg/_nvJa6trMZ4/s320/Warlock_%25281989%2529.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É inegável que em certos aspectos “Warlock – O Demônio” (1989) envelheceu de forma esquisita como obra do gênero horror. Afinal, algumas sequências que deviam ser assustadoras e tensas acabam parecendo atualmente toscas pelas trucagens bagaceiras na comparação tecnológica com os efeitos especiais contemporâneos. É de se considerar, entretanto, que o filme ainda carrega um certo encanto atemporal pela sua estética, tanto pela ingenuidade das resoluções dramáticas quanto pela caracterização visual de algumas cenas (com um destaque especial para a bem elaborada reconstituição de época do século XVII das tomadas iniciais). A interpretação exagerada e cheia de fleuma de Julian Sands, no papel do personagem-título, também colabora para caracterizar “Warlock” como aquele tipo de produção que está longe de figurar como um clássico imprescindível, mas que ganha uma conotação cult dentro daquela linha de filmes que ficam num recanto obscuro no nosso imaginário cinematográfico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-5639441489182076041?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/5639441489182076041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=5639441489182076041' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5639441489182076041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5639441489182076041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/12/warlock-o-demonio-de-steve-miner.html' title='Warlock - O Demônio, de Steve Miner ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-cra9V2YlNl8/TvIlCOnsuzI/AAAAAAAACAg/_nvJa6trMZ4/s72-c/Warlock_%25281989%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-502017381550324336</id><published>2011-12-20T13:28:00.001-03:00</published><updated>2011-12-20T13:31:00.483-03:00</updated><title type='text'>Attack The Block, de Joe Cornish ****</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-KX4W_JxNVcI/TvC4I-g85tI/AAAAAAAACAU/iPcPnAE2czY/s1600/attack_the_block.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688248793728607954" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-KX4W_JxNVcI/TvC4I-g85tI/AAAAAAAACAU/iPcPnAE2czY/s320/attack_the_block.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A década de 80 foi um período pródigo no gênero das aventuras juvenis. Diretores como Spielberg, Joe Dante e Richard Donner entregaram algumas de suas melhores obras em tal estilo cinematográfico. Curiosamente, 2011 foi um ano em que o gênero em questão e a estética dos cineastas mencionados receberam uma inesperada revitalização. Para começar, com o divertido “Super 8” e depois com o britânico “Attack The Block”. Neste último, entretanto, a recriação vai bem mais longe. O diretor Joe Cornish permeia sua obra com um humor crítico e cínico. Além disso, valoriza o estilo naquilo que ele tem de melhor: cenas de ação coreografadas com clareza e precisão, plenas de uma dimensão épica notável, com destaque para a seqüência final de combate entre o protagonista Moses (John Boyega) e as nojentas criaturas alienígenas, numa impressionante utilização do recurso da câmera lenta. O cineasta trabalha muito bem com uma atmosfera de ambiguidade, em que o tom de aventura escapista convive sem cerimônia com uma visão um tanto crua do cotidiano barra pesada e de classe média baixa dos conjuntos habitacionais londrinos, além do fato de que o estilo clássico de filmar de Cornish não prescinde de algumas modernidades expressivas (a excelente trilha sonora eletrônica é sintomático disso). Cornish tem ainda um faro notável para a direção dos atores – há, no mínimo, uma meia dúzia de caracterizações antológicas em seu elenco. E todas essas qualidades formam um todo poderoso que tornam “Attack The Block” a grande surpresa desta temporada cinematográfica.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-502017381550324336?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/502017381550324336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=502017381550324336' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/502017381550324336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/502017381550324336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/12/attack-block-de-joe-cornish.html' title='Attack The Block, de Joe Cornish ****'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-KX4W_JxNVcI/TvC4I-g85tI/AAAAAAAACAU/iPcPnAE2czY/s72-c/attack_the_block.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-3887236011588151443</id><published>2011-12-15T16:04:00.001-03:00</published><updated>2011-12-15T16:06:45.267-03:00</updated><title type='text'>Pov, de Norio Tsuruta **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-c9o2fyqpax8/TupFPv0mxnI/AAAAAAAACAI/9m6iAC4vt_0/s1600/pov.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5686433616346138226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 229px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-c9o2fyqpax8/TupFPv0mxnI/AAAAAAAACAI/9m6iAC4vt_0/s320/pov.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não disse que o negócio está disseminado? “Pov” é mais uma produção do gênero horror a utilizar o recurso da câmera subjetiva. O que a diferencia um pouco é que se trata de uma produção japonesa. Tal origem acaba até implicando numa abordagem diversa. Para começar, percebe-se um tom mais irônico na trama, enfocando algumas obsessões fetichistas tipicamente nipônicas (garotas colegiais bobinhas) e elementos em voga tanto nas sociedades ocidentais como nas orientais (programas televisivos de gosto duvidoso que oscilam entre o “informativo” e o reality show). Além disso, o filme traz bastante daquilo que se está acostumado a ver nas obras de horror recentes do cinema oriental: assombrações, relação entre o sobrenatural e a tecnologia moderna, ausência de finais felizes. Talvez aí esteja uma possível “originalidade” do filme: o encontro das tendências orientais e ocidentais do cinema de horror em uma mesma produção. “Pov” traz algumas soluções criativas em termos visuais e de roteiro, principalmente no seu terço final, em que há um jogo entre o “real” e aquilo que está registrado pela imagem televisiva. Outro ponto positivo é o fato dos personagens que manipulam a câmera serem supostamente profissionais faz com que o filme não tenha aquela impressão de estar tudo tremido ou fora de foco no momento de ação, permitindo, inclusive, que se observe boas trucagens.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-3887236011588151443?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/3887236011588151443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=3887236011588151443' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/3887236011588151443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/3887236011588151443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/12/pov-de-norio-tsuruta-12.html' title='Pov, de Norio Tsuruta **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-c9o2fyqpax8/TupFPv0mxnI/AAAAAAAACAI/9m6iAC4vt_0/s72-c/pov.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-332201413852893261</id><published>2011-12-14T14:26:00.001-03:00</published><updated>2011-12-14T14:27:57.296-03:00</updated><title type='text'>Atividade Paranormal 3, de Henry Joost e Ariel Schulman ***</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-TUmftj1UVQI/TujchYjFuPI/AAAAAAAAB_8/YG5YiyyU0ZA/s1600/atividade%2Bparanormal%2B3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5686036995638671602" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 205px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-TUmftj1UVQI/TujchYjFuPI/AAAAAAAAB_8/YG5YiyyU0ZA/s320/atividade%2Bparanormal%2B3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Convenhamos que em boa parte destas produções de horror que utilizam o recurso da câmera subjetiva, em que a câmera é “operada” por um dos personagens, tal opção estética e narrativa se revela muito mais como uma desculpa para uma incompetência formal dos diretores. A câmera tremeu ou saiu de foco? Não há nenhuma grande cena em termos visuais? Ora, isso é coerente, afinal o personagem que “filmou” é amador, a intenção é que tudo pareça amador mesmo. Maldita “A Bruxa de Blair”... Ocasionalmente, entretanto, alguma obra a utilizar tal estilo de filmar consegue sair da mesmice e entregar um resultado que consegue cumprir com aquilo que é o mínimo em um filme do gênero terror: o de assustar e causar alguma tensão. “Atividade Paranormal 3” (2011) consegue entrar nesse pequeno e seleto clube. Entre os seus acertos, os diretores Henry Joost e Ariel Schulman encontram um bom pretexto para que a câmera tenha um procedimento mais regular e profissional durante o filme: o personagem que a opera trabalha no registro de festas de casamento. É claro que pode parecer um motivo meio cretino, mas para o filme funciona bem. O cara até se dá o direito a fazer experimentos artesanais para obter uma melhor panorâmica das imagens (afinal, o roteiro do filme se desenrola nos anos 80, época em que as tecnologias das filmadoras estavam bem abaixo das atuais). A trama desse novo capítulo da franquia também é bastante superior às partes anteriores – as cenas com trucagens e sustos são bem mais constantes, o que torna o filme visualmente mais rico, mas sem perder o senso de suspense (que também é maior agora). É claro que algumas ideias do roteiro não são exatamente novas, mas são clichês bem aproveitados. No cômputo geral, até deixa uma certa expectativa para o próximo filme da série (coisa que não ocorreu nas produções anteriores).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-332201413852893261?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/332201413852893261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=332201413852893261' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/332201413852893261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/332201413852893261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/12/atividade-paranormal-3-de-henry-joost-e.html' title='Atividade Paranormal 3, de Henry Joost e Ariel Schulman ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-TUmftj1UVQI/TujchYjFuPI/AAAAAAAAB_8/YG5YiyyU0ZA/s72-c/atividade%2Bparanormal%2B3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-8693575198314272634</id><published>2011-12-13T15:00:00.002-03:00</published><updated>2011-12-13T15:06:03.987-03:00</updated><title type='text'>Rock Brasília - Era de Ouro, de Wladimir Carvalho ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wENjgaD5O0M/TueT6NlmAZI/AAAAAAAAB_w/_ooLEEA8ztk/s1600/rock-brasilia-poster01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685675682867577234" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 211px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-wENjgaD5O0M/TueT6NlmAZI/AAAAAAAAB_w/_ooLEEA8ztk/s320/rock-brasilia-poster01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem acompanhou o rock de Brasília quando o mesmo despontou na primeira metade da década de 80 sabe que as principais bandas de tal movimento não se destacaram especialmente pela técnica ou criatividade musical. O que houve naquele momento histórico foi uma conjunção de fatores específicos, indo desde a conjuntura econômico-social-política daquela época (os anos finais da ditadura e o começo da Nova República), passando pelo carisma e talento de Renato Russo e chegando na persistência e garra de alguns integrantes em particular. O grande acerto inicial do documentário “Rock Brasília – Era de Ouro” (2011) está em justamente não se concentrar nos méritos artísticos/musicais das bandas. O diretor Wladimir Carvalho busca um enfoque muito mais abrangente, sabendo evidenciar com precisão o contexto histórico de surgimento destes grupos, relacionando a vida de seus membros à própria evolução cultural da cidade (afinal, boa parte deles era filho de uma classe média alta que era base da vida econômica de Brasília – professores, burocratas, diplomatas). Os depoimentos colhidos são reveladores das variantes particulares que propiciaram a ascensão, apogeu e queda das bandas (e no caso do Capital Inicial, a volta improvável a um apogeu comercial ainda maior!). Carvalho mostra a veia apurada de documentarista ao saber extrair com sabedoria o essencial de cada entrevista, formatando de acordo com a sua proposta artística e conceitual. O fecho do filme é exemplar desta capacidade, em que as palavras e choro inesperados do pai dos irmãos Fê e Flávio Lemos do Capital Inicial sintetizam o espírito errático tanto do grupo em questão quanto do próprio movimento roqueiro oitentista brasiliense.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-8693575198314272634?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/8693575198314272634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=8693575198314272634' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8693575198314272634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8693575198314272634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/12/rock-brasilia-era-de-ouro-de-wladimir.html' title='Rock Brasília - Era de Ouro, de Wladimir Carvalho ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-wENjgaD5O0M/TueT6NlmAZI/AAAAAAAAB_w/_ooLEEA8ztk/s72-c/rock-brasilia-poster01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-2167006048977422669</id><published>2011-12-12T14:58:00.001-03:00</published><updated>2011-12-12T15:00:37.201-03:00</updated><title type='text'>O Veneno Está na Mesa, de Silvio Tendler **</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RtmxaItpEy8/TuZBPMTQhfI/AAAAAAAAB_k/rrJLMraILZc/s1600/o%2Bveneno%2Best%25C3%25A1%2Bna%2Bmesa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685303308857673202" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-RtmxaItpEy8/TuZBPMTQhfI/AAAAAAAAB_k/rrJLMraILZc/s320/o%2Bveneno%2Best%25C3%25A1%2Bna%2Bmesa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A obra do documentarista Silvio Tendler sempre foi marcada pelo questionamento social e político, às vezes até beirando o panfletário. Na maioria das oportunidades, entretanto, o cineasta teve um elogiável cuidado formal com os seus filmes – o espectador podia não concordar com o teor ideológico do que estava sendo dito, mas reconhecia a dinâmica narrativa de Tendler, sua capacidade de criar tensão e prender a atenção de quem assiste às suas produções. Em “O Veneno Está na Mesa” (2011), essa combinação entre conteúdo e forma não fica bem equacionada. Por mais relevantes que sejam as denúncias levantadas no documentário, o excessivo tom jornalístico torna tudo arrastado e sonolento. O filme se concentra quase que apenas em depoimentos, com o diretor deixando de explorar alguns detalhes de ambientação que poderiam enriquecer a sua proposta (principalmente o aspecto de isolamento dos colonos que se recusam a usar agrotóxicos em sua lavoura – fica apenas levemente esboçado que tal atitude venha de uma possível condição cultural/étnica). É claro que “O Veneno Está na Mesa”, na sua essência, tenha mais preocupações educacionais e informativas do que um comprometimento com o lado “artístico”, mas talvez uma concepção cinematográfica menos dura tornasse a sua mensagem mais universal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-2167006048977422669?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/2167006048977422669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=2167006048977422669' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2167006048977422669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2167006048977422669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/12/o-veneno-esta-na-mesa-de-silvio-tendler.html' title='O Veneno Está na Mesa, de Silvio Tendler **'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-RtmxaItpEy8/TuZBPMTQhfI/AAAAAAAAB_k/rrJLMraILZc/s72-c/o%2Bveneno%2Best%25C3%25A1%2Bna%2Bmesa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-2092261715619441654</id><published>2011-12-09T13:41:00.002-03:00</published><updated>2011-12-09T13:45:45.037-03:00</updated><title type='text'>Um Gato em Paris, de Jean-Loup Felicioli e Alain Gagnol ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dCp3Onrok6E/TuI673BTRWI/AAAAAAAAB_Y/rQ0yAZQDKdI/s1600/um%2Bgato%2Bem%2Bparis.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684170479751087458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 236px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-dCp3Onrok6E/TuI673BTRWI/AAAAAAAAB_Y/rQ0yAZQDKdI/s320/um%2Bgato%2Bem%2Bparis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É interessante observar que a recente tendência dos últimos anos no cinema francês de revalorização do gênero policial se estendeu também para as animações. “Um Gato em Paris” (2010) é prova disso. Apesar de ter como protagonista um gato malandro e carismático, cuja dona é uma adorável garotinha, sua trama gira em torno de ladrões, assassinos, oficiais de polícia, trazendo até um clima de violência e sordidez. A crueza de tal roteiro, entretanto, acaba entrando em choque com o traço leve que predomina no filme, causando um contraste perturbador ao espectador. O filme evoca ainda uma certa atmosfera retrô, trazendo à mente algumas antigas e clássicas obras de Jean-Pierre Melville e Henri-Georges Clouzot. A trilha sonora, recheada de temas no estilo embalinho jazz, realça ainda mais a atmosfera atemporal do filme. No final das contas, “Um Gato em Paris” se configura muito mais como um vigoroso exercício estético do que propriamente entretenimento infantil.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-2092261715619441654?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/2092261715619441654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=2092261715619441654' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2092261715619441654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2092261715619441654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/12/um-gato-em-paris-de-jean-loup-felicioli.html' title='Um Gato em Paris, de Jean-Loup Felicioli e Alain Gagnol ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-dCp3Onrok6E/TuI673BTRWI/AAAAAAAAB_Y/rQ0yAZQDKdI/s72-c/um%2Bgato%2Bem%2Bparis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-3186197475643384283</id><published>2011-12-08T17:26:00.001-03:00</published><updated>2011-12-08T17:28:09.294-03:00</updated><title type='text'>Entre Segredos e Mentiras, de Andrew Jarecki ***</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-c2NJZsLEnDc/TuEdyuW6myI/AAAAAAAAB_M/_xPOiDw5R1c/s1600/entre%2Bsegredos%2Be%2Bmentiras.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683856961993087778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 296px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-c2NJZsLEnDc/TuEdyuW6myI/AAAAAAAAB_M/_xPOiDw5R1c/s320/entre%2Bsegredos%2Be%2Bmentiras.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em sua estreia em uma obra ficcional, o diretor Andrew Jarecki deixa claro sua origem documentarista. O seu estilo de filmar em “Entre Segredos e Mentiras” (2010) não traz nada de exageros visuais ou dramáticos e nem maiores arroubos formais. O cineasta prefere uma abordagem mais cerebral e discreta de um caso real que por si já seria escandaloso. Tal opção criativa acaba se revelando adequada ao evidenciar a gradual e verossímil degeneração moral e psíquica do protagonista David Marks (Ryan Gosling), ao mesmo tempo que a trajetória do personagem adquire um caráter simbólico de conto moral a retratar o vazio existencial e a hipocrisia comportamental da sociedade norte-americana na virada entre as décadas de 70 e 80. Por mais que as atitudes de David sejam odiosas e doentias, Jarecki consegue manter uma atmosfera de impessoalidade e destituída de maniqueísmos – a loucura do personagem parece adquirir uma certa coerência com o ambiente em que ele se situa. A estética que domina “Entre Segredos e Mentiras” também colabora para acentuar essa visão seca e objetiva de Jarecki, com uma fotografia de tons pálidos e narrativa que oscila com elegância entre o presente e o passado. De se destacar ainda a sólida composição interpretativa de Gosling no papel principal, marcando David com gestos sutis (mas reveladores) e um olhar assustador pela imprevisibilidade que esconde.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-3186197475643384283?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/3186197475643384283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=3186197475643384283' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/3186197475643384283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/3186197475643384283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/12/entre-segredos-e-mentiras-de-andrew.html' title='Entre Segredos e Mentiras, de Andrew Jarecki ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-c2NJZsLEnDc/TuEdyuW6myI/AAAAAAAAB_M/_xPOiDw5R1c/s72-c/entre%2Bsegredos%2Be%2Bmentiras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-1778606386203012921</id><published>2011-12-07T13:40:00.001-03:00</published><updated>2011-12-07T13:42:28.285-03:00</updated><title type='text'>Eu Queria Ter a Sua Vida, de David Dobkin **</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ckDTr3CNTtM/Tt-XaV4jylI/AAAAAAAAB_A/rKowsZVIzF4/s1600/eu%2Bqueria%2Bter%2Ba%2Bsua%2Bvida.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683427733571619410" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-ckDTr3CNTtM/Tt-XaV4jylI/AAAAAAAAB_A/rKowsZVIzF4/s320/eu%2Bqueria%2Bter%2Ba%2Bsua%2Bvida.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Costumo dizer que os grandes problemas de um filme não residem em seus clichês temáticos, mas sim na sua abordagem formal. Ou seja, não importa muito a história como se conta, mas a forma com que tal história seja contada. Assim, “Eu Queria Ter a Sua Vida” (2011), mais uma comédia a ter como mote central do roteiro a troca de corpos entre os personagens principais, poderia merecer alguma chance, mesmo com a sua trama para lá de batida. A sua primeira meia hora até chega a ser promissora, principalmente por investir num humor escatológico maior que o habitual no gênero. Com o seu desenrolar, entretanto, a produção se afunda em convencionalismos excessivos, além de uma estrutura capenga de conto moral destituído de quaisquer ousadias. É como se a falta do que dizer em termos temáticos contaminasse a própria narrativa. O meu sentimento ao final da sensação foi o de não querer ver por um bom tempo alguma produção envolvendo a temática em questão...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-1778606386203012921?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/1778606386203012921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=1778606386203012921' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1778606386203012921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1778606386203012921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/12/eu-queria-ter-sua-vida-de-david-dobkin.html' title='Eu Queria Ter a Sua Vida, de David Dobkin **'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ckDTr3CNTtM/Tt-XaV4jylI/AAAAAAAAB_A/rKowsZVIzF4/s72-c/eu%2Bqueria%2Bter%2Ba%2Bsua%2Bvida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-9223089299651068627</id><published>2011-12-06T13:30:00.001-03:00</published><updated>2011-12-06T13:34:30.177-03:00</updated><title type='text'>Os Três Mosqueteiros, de Paul W. S. Anderson *</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YI782vfpVKE/Tt5D2Eh4fwI/AAAAAAAAB-0/kALVwFMRBXs/s1600/os-tres-mosqueteiros-2011-3d2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683054375995997954" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 222px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-YI782vfpVKE/Tt5D2Eh4fwI/AAAAAAAAB-0/kALVwFMRBXs/s320/os-tres-mosqueteiros-2011-3d2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O desastre artístico que representa esta mais recente versão cinematográfica de “Os Três Mosqueteiros” (2011) não tem relação com uma possível falta de fidelidade com o original literário. Afinal, se as mudanças viessem para tornar a obra mais funcional ou atualizada, não haveria grandes deméritos. O problema do filme é a sua equivocada concepção estética e narrativa – em boa parte da produção, temos a impressão de estarmos vendo um grande e genérico vídeo game (não à toa, o diretor Paul W. S. Anderson foi o responsável pela franquia para os cinemas da versão dos jogos “Resident Evil”). Tudo é basicamente agitado, espalhafatoso e barulhento, mas o efeito sobre nossa percepção sensorial é estéril. Algumas ideias envolvendo uma modernização tecnológica e uma abordagem mais cínica e violenta para situações e personagens são interessantes em termos teóricos, mas têm resultados práticos rasos e dramaticamente nulos. No final das contas, o que salva um pouco “Os Três Mosqueteiros” são algumas boas escolhas de elenco, mas que acabam se perdendo no oceano de incompetência que domina a obra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-9223089299651068627?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/9223089299651068627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=9223089299651068627' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/9223089299651068627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/9223089299651068627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/12/os-tres-mosqueteiros-de-paul-w-s.html' title='Os Três Mosqueteiros, de Paul W. S. Anderson *'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-YI782vfpVKE/Tt5D2Eh4fwI/AAAAAAAAB-0/kALVwFMRBXs/s72-c/os-tres-mosqueteiros-2011-3d2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-3482336219594139197</id><published>2011-12-05T14:17:00.001-03:00</published><updated>2011-12-05T14:18:48.772-03:00</updated><title type='text'>Não Tenha Medo do Escuro, de Troy Nixey ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-pCfs4KCQdAo/Ttz84UBQVwI/AAAAAAAAB-o/9TJLeVGoEKM/s1600/nao-tenha-medo-do-escuro-poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682694874211571458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-pCfs4KCQdAo/Ttz84UBQVwI/AAAAAAAAB-o/9TJLeVGoEKM/s320/nao-tenha-medo-do-escuro-poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos últimos anos, os filmes mais comentados e cultuados no gênero horror têm se concentrado no já gasto estilo câmera subjetiva com enfoque pseudo-documental. Ou seja, aquelas produções em que se vê a história se desenrolar pela ótica de uma câmera que é conduzida por um dos personagens. Eventualmente, até se produziu algo de realmente relevante nesta forma de conduzir a trama, mas no mais das vezes tal procedimento serviu apenas para mascarar a pasmaceira criativa dos diretores. “Não Tenha Medo do Escuro” (2010) prova que a boa e velha maneira clássica de filmar uma obra de terror ainda consegue gerar os devidos calafrios de tensão sem precisar apelar para invencionices estéreis. O diretor Troy Nixey não se furta de usar alguns dos mais básicos clichês do gênero: casa mal assombrada, um segredo do passado mal escondido, uma família em crise (que com o conflito com o mal é obrigada a se unir), uma criança que se defronta com o sobrenatural (mas a qual ninguém dá crédito). Nixey embala tudo isso com convicção e estilo, abusando de uma estética gótica que beira o barroco, além de saber criar com precisão uma atmosfera de tensão angustiante. Outro acerto do filme está no design das criaturas que atormentam a pequena Sally (Bailee Madison): um misto certeiro entre o infantil e o devidamente repulsivo. Não é a toa, aliás, que o nome de Guillermo Del Toro esteja nos créditos de produção e roteiro – boa parte dos méritos de “Não Tenha Medo do Escuro” remetem ao melhores de produções anteriores concebidas pelo diretor mexicano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-3482336219594139197?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/3482336219594139197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=3482336219594139197' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/3482336219594139197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/3482336219594139197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/12/nao-tenha-medo-do-escuro-de-troy-nixey.html' title='Não Tenha Medo do Escuro, de Troy Nixey ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-pCfs4KCQdAo/Ttz84UBQVwI/AAAAAAAAB-o/9TJLeVGoEKM/s72-c/nao-tenha-medo-do-escuro-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-1564398715756873419</id><published>2011-12-01T13:51:00.001-03:00</published><updated>2011-12-01T13:54:15.918-03:00</updated><title type='text'>Amizade Colorida, de Will Gluck **</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Ksix40wRocQ/TtexHxhjs8I/AAAAAAAAB-c/b_tALdp8lxw/s1600/Amizade-Colorida-Poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5681204202062459842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Ksix40wRocQ/TtexHxhjs8I/AAAAAAAAB-c/b_tALdp8lxw/s320/Amizade-Colorida-Poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O gênero comédia romântica costuma ser uma espécie de camisa de força criativa. É claro que de vez em quando alguém consegue ousar ou propor algo de novo. Mas na maioria das vezes, por melhores que sejam as intenções iniciais dos respectivos diretores, as obras que trafegam por tal linha acabam caindo na mesmice. “Amizade Colorida” (2011) é um exemplo claro disso. A produção se propõe na sua primeira metade a ironizar os clichês básicos do gênero, principalmente ao contextualizar tais lugares comuns diante das particularidades comportamentais ocidentais da atualidade, o que até acaba rendendo momentos efetivamente engraçados. Com o desenrolar da narrativa, entretanto, o filme acaba enveredando por um beco sem saída, diante da impossibilidade de levar esta visão mais ácida até as últimas conseqüências. Assim, acaba se rendendo a todas as previsibilidades possíveis e a uma concepção estética pouco inspirada, aliado ao fato dos personagens ficarem piorarem progressivamente na sua caracterização – afinal, por que a protagonista Jamie (Mila Kunis), gatinha e simpática, é tão traumatizada com relacionamentos? E as coisas degringolam de vez quando lembramos que recentemente foi lançada a insossa “Sexo Sem Compromisso” (2011), de roteiro praticamente igual.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-1564398715756873419?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/1564398715756873419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=1564398715756873419' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1564398715756873419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1564398715756873419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/12/amizade-colorida-de-will-gluck.html' title='Amizade Colorida, de Will Gluck **'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Ksix40wRocQ/TtexHxhjs8I/AAAAAAAAB-c/b_tALdp8lxw/s72-c/Amizade-Colorida-Poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-7158178581347434048</id><published>2011-11-24T10:04:00.001-03:00</published><updated>2011-11-24T10:06:01.786-03:00</updated><title type='text'>Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-aUCH47ATdV0/Ts5BKvLDDuI/AAAAAAAAB-Q/cexS_OMn3CQ/s1600/trabalhar%2Bcansa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678547832878075618" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 297px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-aUCH47ATdV0/Ts5BKvLDDuI/AAAAAAAAB-Q/cexS_OMn3CQ/s320/trabalhar%2Bcansa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dentro de “Trabalhar Cansa” (2011) há dois filmes que tentam se relacionar. Um é um drama social, de cunho bastante irônico, que traz uma visão crítica dos princípios e mazelas que marcam a atual classe média brasileira. O outro filme é um de horror, que a princípio traz algo de psicológico, mas que com o desenvolver a narrativa se aproxima cada vez mais em se manifestar fisicamente. É claro que a intenção dos diretores Juliana Rojas e Marco Dutra é estabelecer uma aproximação simbólica entre os dois gêneros distintos que compõe a sua obra. De certa forma, é algo que Roman Polanski já havia feito com maestria em obras como “Repulsa ao Sexo” (1965) ou “O Inquilino” (1976). O problema de “Trabalhar Cansa” é que a junção de duas linhas de tramas raramente consegue soar orgânica, principalmente com a parte do sobrenatural, que acaba soando como uma tentativa meio envergonhada de enveredar para o terror. Mesmo assim, a produção tem os seus méritos, principalmente nas sequências que enfatizam o absurdo da condição humana que aflora em situações ditas “normais” – como os momentos finais do filme em que profissionais liberais a procura de um emprego deixam vazar sua “porção animal”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-7158178581347434048?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/7158178581347434048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=7158178581347434048' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/7158178581347434048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/7158178581347434048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/11/trabalhar-cansa-de-juliana-rojas-e.html' title='Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-aUCH47ATdV0/Ts5BKvLDDuI/AAAAAAAAB-Q/cexS_OMn3CQ/s72-c/trabalhar%2Bcansa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-2135566777212998520</id><published>2011-11-11T09:28:00.001-03:00</published><updated>2011-11-11T09:30:21.806-03:00</updated><title type='text'>A Onda Verde, de Ali Samadi Ahadi ***</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-uWmOsxeKg3U/Tr0VVG7LZgI/AAAAAAAAB9E/Aau7tg6wXAE/s1600/a%2Bonda%2Bverde.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673714557936952834" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 227px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-uWmOsxeKg3U/Tr0VVG7LZgI/AAAAAAAAB9E/Aau7tg6wXAE/s320/a%2Bonda%2Bverde.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dentro do gênero “documentários-denúcia”, “A Onda Verde” (2010) acaba se destacando pelo uso criativo de alguns recursos formais e dramáticos. O filme narra o obscuro episódio das fraudes das eleições do Irã em 2009 que gerou revolta em parte da população do país e a conseqüente repressão por parte da polícia do governo e milicianos simpatizantes. A produção se utiliza de depoimentos de alguns dos principais envolvidos e de animações que reproduzem alguns dos episódios comentados pelo mesmo. O traço dos desenhos animados oscila entre o leve e o realista, sem nunca atenuar, entretanto, a brutalidade e crueza das histórias de violência e humilhação contadas. O diretor Ali Samadi Ahadi demonstra segurança na condução da narrativa, não permitindo que a mesma caia no sentimentalismo excessivo. É claro que o fator emocional permeia o filme, mas o mesmo irrompe em determinadas sequencias de forma natural, coerente e sutil.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-2135566777212998520?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/2135566777212998520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=2135566777212998520' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2135566777212998520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2135566777212998520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/11/onda-verde-de-ali-samadi-ahadi.html' title='A Onda Verde, de Ali Samadi Ahadi ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-uWmOsxeKg3U/Tr0VVG7LZgI/AAAAAAAAB9E/Aau7tg6wXAE/s72-c/a%2Bonda%2Bverde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-4673124668496028868</id><published>2011-11-10T10:14:00.001-03:00</published><updated>2011-11-10T10:16:01.144-03:00</updated><title type='text'>Sangue no Celular, de Frank Piasecki Poulsen ***</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4-mb9pAZqtA/TrvOgkjE-8I/AAAAAAAAB84/t2jBlSU0qJk/s1600/sangue%2Bno%2Bcelular.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673355214565211074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-4-mb9pAZqtA/TrvOgkjE-8I/AAAAAAAAB84/t2jBlSU0qJk/s320/sangue%2Bno%2Bcelular.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há obras cujo maior foco está na sua proposta temática do que em seus eventuais méritos artísticos ou formais. Esse seria o caso do documentário dinamarquês “Sangue no Celular” (2010), cujo objetivo principal é denunciar o uso oficial de minerais provindos de forma clandestina da África para a fabricação de telefones celulares. O diretor Frank Piasecki Poulsen expõe a hipocrisia e amoralidade de grandes corporações em tentar justificar aquilo que é injustificável. Apesar de suas intenções sócio-políticas, entretanto, Poulsen consegue elaborar um filme que apresenta uma narrativa envolvente, carregada de tensão e até mesmo aventura, afinal, além dos previsíveis depoimentos em escritórios e outros lugares mais confortáveis, ele não se furta em se embrenhar no meio de minas precárias e repletas de guerrilheiros armados nas selvas africanas, visando mostrar o cotidiano dos nativos praticamente escravizados que trabalham na extração. O constante risco de desabamentos ou de simplesmente levar um tiro transformam tais momentos a produção num verdadeiro thriller de suspense.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-4673124668496028868?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/4673124668496028868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=4673124668496028868' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/4673124668496028868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/4673124668496028868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/11/sangue-no-celular-de-frank-piasecki.html' title='Sangue no Celular, de Frank Piasecki Poulsen ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-4-mb9pAZqtA/TrvOgkjE-8I/AAAAAAAAB84/t2jBlSU0qJk/s72-c/sangue%2Bno%2Bcelular.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-2906481738026635283</id><published>2011-11-09T10:22:00.001-03:00</published><updated>2011-11-09T10:24:18.631-03:00</updated><title type='text'>Um Filme Inacabado, de Yael Hersonski ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vqClC3ppvgE/Trp-9p6zpZI/AAAAAAAAB8s/T6DpFTjC9zY/s1600/um%2Bfilme%2Binacabado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5672986278316189074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-vqClC3ppvgE/Trp-9p6zpZI/AAAAAAAAB8s/T6DpFTjC9zY/s320/um%2Bfilme%2Binacabado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por mais que achamos que nada mais pode nos surpreender em termos de filmes sobre a 2ª Guerra Mundial, sempre acaba aparecendo algo que tem a capacidade de apresentar algo de novo sobre o tema. Esse é justamente o caso de “Um Filme Inacabado” (2009). Este documentário tem como mote a descoberta de um inédito registro audiovisual da rotina dos judeus no Gueto de Varsóvia. A partir disso, o diretor Yael Heronski estabelece uma narrativa que se divide na amostragem de tal registro e em um processo investigativo da origem do mesmo, buscando motivos e fatos que levaram a realização do mesmo. O resultado é impressionante ao evidenciar imagens duras e tristes do cotidiano de privações e humilhações dos judeus no período da Polônia ocupada pelos nazistas. Esta percepção fica ainda mais acentuada quando alguns dos sobreviventes que moravam no local naquela época assistem e comentam as cenas em questão – suas reações e expressões faciais sintetizam com brutal precisão o horror do Holocausto. No decorrer da narrativa, descobre-se que o registro tinha a função de servir como uma espécie de material de propaganda para mostrar que as coisas não estavam tão degradantes assim para os judeus naquele gueto. A realidade, porém, falou mais alto – não havia como esconder os cadáveres pelas ruas, a fome escancarada nos rostos das pessoas, a crueldade tirânica dos nazistas na sua vigilância. Tanto que o projeto de “marketing” foi cancelado e o filme acabou escondido por vários anos em um depósito de arquivos na Alemanha até ser descoberto há poucos anos. No final das contas, “Um Filme Inacabado” acaba reforçando o papel contraditório do cinema tanto como forma de ilusão quanto de evidência da verdade factual.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-2906481738026635283?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/2906481738026635283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=2906481738026635283' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2906481738026635283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2906481738026635283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/11/um-filme-inacabado-de-yael-hersonski-12.html' title='Um Filme Inacabado, de Yael Hersonski ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-vqClC3ppvgE/Trp-9p6zpZI/AAAAAAAAB8s/T6DpFTjC9zY/s72-c/um%2Bfilme%2Binacabado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-6277969030195659631</id><published>2011-11-08T10:20:00.001-03:00</published><updated>2011-11-08T10:21:55.632-03:00</updated><title type='text'>Mamute, de Gustave de Kervern e Benoît Delépine ***</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-p-Lr3MpnuBg/Trks6vgWGnI/AAAAAAAAB8g/nkVw-sQ6NQs/s1600/mamute.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5672614593346017906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-p-Lr3MpnuBg/Trks6vgWGnI/AAAAAAAAB8g/nkVw-sQ6NQs/s320/mamute.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em um primeiro momento, “Mamute” (2010) é uma obra que se apresenta com um registro visual cru, quase de tinturas documentais, ao focalizar a rotina de Serge (Gerard Depardieu), açougueiro recém aposentado que se vê envolvido em questões burocráticas e que o obrigam a fazer uma viagem para lugares onde viveu sua infância e juventude. É claro que tal viagem acaba ganhando contornos de uma jornada de reminiscências e auto-descoberta para o tipo bruto. Ocorre que à medida que esse processo de reflexão se sucede, o filme vai enveredando para pequenos toques de cinema fantástico, indo de figuras excêntricas até aparições fantasmagóricas de um antigo amor do protagonista. A força do filme está em justamente contrapor dois universos distintos, o real e o delirante, e fazer com que essa relação soe natural, quase como se configurasse na tela um “cinema verdade onírico”. No mais, “Mamute” serve também como alegoria da própria persona de Depardieu, cuja figura destoante e desajeitada possui uma conotação que oscila entre o anacrônico e o desafiador.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-6277969030195659631?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/6277969030195659631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=6277969030195659631' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6277969030195659631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6277969030195659631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/11/mamute-de-gustave-de-kervern-e-benoit.html' title='Mamute, de Gustave de Kervern e Benoît Delépine ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-p-Lr3MpnuBg/Trks6vgWGnI/AAAAAAAAB8g/nkVw-sQ6NQs/s72-c/mamute.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-2492565346344442162</id><published>2011-11-07T18:17:00.002-03:00</published><updated>2011-11-07T18:19:32.846-03:00</updated><title type='text'>O Homem Mais Perigoso da América, de Judith Ehrlich e Rick Goldsmith ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ZYEvbUJaers/TrhLWPTVBsI/AAAAAAAAB8U/VZ7wi2HHskI/s1600/o%2Bhomem%2Bmais%2Bperigoso.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5672366576109946562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 230px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZYEvbUJaers/TrhLWPTVBsI/AAAAAAAAB8U/VZ7wi2HHskI/s320/o%2Bhomem%2Bmais%2Bperigoso.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dentro do tradicional modelo de documentário histórico, pode-se dizer que “O Homem Mais Perigoso da América” (2010) não apresenta maiores novidades para o gênero. Seu grande mérito está em conseguir explorar com precisão as possibilidades temáticas que o assunto do filme toma como mote. Focalizando a trajetória de Daniel Ellsberg, analista de guerra que trabalhava para a CIA e que trouxe à tona para o grande público os podres que envolviam a participação dos Estados Unidos no conflito do Vietnã, a produção obtém uma extraordinária dinâmica narrativa se valendo basicamente de registros de arquivos e depoimentos atuais. Os diretores Judith Ehrlich e Rick Goldsmith conseguem uma ambientação diferenciada para o seu documentário ao transformarem o mesmo num thriller tenso, transcendendo o simples didatismo da exposição de fatos. No cômputo geral, “O Homem Mais Perigoso da América” consegue se firmar com dignidade no panteão de outras obras de destaque do cinema verdade que abordaram a questão da Guerra do Vietnã (“Corações e Mentes”, “Sob a Névoa da Guerra”).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-2492565346344442162?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/2492565346344442162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=2492565346344442162' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2492565346344442162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2492565346344442162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/11/o-homem-mais-perigoso-da-america-de.html' title='O Homem Mais Perigoso da América, de Judith Ehrlich e Rick Goldsmith ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ZYEvbUJaers/TrhLWPTVBsI/AAAAAAAAB8U/VZ7wi2HHskI/s72-c/o%2Bhomem%2Bmais%2Bperigoso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-5938642603984161150</id><published>2011-10-25T13:49:00.001-03:00</published><updated>2011-10-25T13:51:04.552-03:00</updated><title type='text'>Meus País, de André Ristum ***</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wweDWyr_tVs/Tqbo7iEBWhI/AAAAAAAAB8I/IJNS_8G4bIs/s1600/meu-pais-filme.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5667473290545945106" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 272px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-wweDWyr_tVs/Tqbo7iEBWhI/AAAAAAAAB8I/IJNS_8G4bIs/s320/meu-pais-filme.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em termos de cinema nacional recente, são raras as produções que trazem o grau de refinamento estético e temático de “Meu País” (2011). Nesse último quesito, o filme trafega em uma linha perigosa, ao abordar questões que geralmente tem a tendência a cair no sentimentalismo excessivo. No caso da produção do diretor André Ristum, entretanto, adota-se uma linha contida, em que a emoção flui com mais sutileza e naturalidade, privilegiando-se uma construção dramática detalhista para situações e personagens, mas sem apelar para explicações em demasia e ressaltando mais o poder sugestivo do roteiro. Ristum também soube se apoiar num time competente de colaboradores. A direção de fotografia apresenta nuances expressivas, indo de registros de iluminação naturalista, como se simulasse algum vídeo familiar, até o progressivo esbranquecimento total das imagens da tomada final do filme, a sugerir uma espécie de fusão entre o real e o onírico. Já a trilha sonora evoca uma insólita sensação de atemporalidade para o filme, o que está em precisa sintonia com a trama do filme, em que um passado de conflitos pessoais mal explicados sempre se insinua no presente. O elenco de “Meus País”, no geral, também se mostra nessa mesma sintonia de discrição, com destaque para as interpretações de Rodrigo Santoro, Cauã Raymond e Paulo José que trazem um enfoque que foge do ostensivo, valorizando com sabedoria os silêncios.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-5938642603984161150?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/5938642603984161150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=5938642603984161150' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5938642603984161150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5938642603984161150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/10/meus-pais-de-andre-ristum.html' title='Meus País, de André Ristum ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-wweDWyr_tVs/Tqbo7iEBWhI/AAAAAAAAB8I/IJNS_8G4bIs/s72-c/meu-pais-filme.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-1038354264414567308</id><published>2011-10-24T14:56:00.001-03:00</published><updated>2011-10-24T14:57:24.084-03:00</updated><title type='text'>Contra o Tempo, de Duncan Jones ***</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-loSZWZi6_dA/TqWm_aVUzGI/AAAAAAAAB78/bNa4sI9kI4I/s1600/contraotempo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5667119314446371938" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 217px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-loSZWZi6_dA/TqWm_aVUzGI/AAAAAAAAB78/bNa4sI9kI4I/s320/contraotempo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O diretor Duncan Jones acabou mostrando uma certa sintonia espiritual artística com o seu pai, David Bowie. Afinal, o camaleão do rock, entre outros alter egos, incorporou o alienígena Ziggy Stardust, além de ter interpretado um ET na produção inglesa “O Homem Que Caiu na Terra” (1976). Em seu filme mais recente, “Contra o Tempo” (2011), Duncan envereda com eficiência pela ficção científica, utilizando vários conceitos típico do gênero, de viagens do tempo ao uso de tecnologias excêntricas. O cineasta, contudo, não chega aos limites de experimentos radicais nessa vertente (na linha cyberpunk ou inspirado em Phillip K. Dick), formatando a trama dentro de um padrão “love story” com final feliz. Isso tira uma parte considerável do impacto que “Contra o Tempo” poderia ter, de acordo com a sua premissa inicial, mas também não torna o filme uma perda de tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-1038354264414567308?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/1038354264414567308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=1038354264414567308' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1038354264414567308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1038354264414567308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/10/contra-o-tempo-de-duncan-jones.html' title='Contra o Tempo, de Duncan Jones ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-loSZWZi6_dA/TqWm_aVUzGI/AAAAAAAAB78/bNa4sI9kI4I/s72-c/contraotempo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-8642567924678503558</id><published>2011-10-21T14:01:00.000-03:00</published><updated>2011-10-21T14:03:26.097-03:00</updated><title type='text'>Sem Saída, de John Singleton **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-eELORgUm42Y/TqGlxzQLWVI/AAAAAAAAB7w/-9K3x5m63hg/s1600/semsaida_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665992081199028562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 219px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-eELORgUm42Y/TqGlxzQLWVI/AAAAAAAAB7w/-9K3x5m63hg/s320/semsaida_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando surgiu com “Os Donos da Rua” (1991), John Singleton foi visto até como um cineasta com um certo toque autoral, pertencendo a um movimento de diretores afro-americanos, encabeçado por Spike Lee, destinado a expor uma temática relacionada às dificuldades do povo black nos Estados Unidos, além de um possível estilo “negro” de filmar (de certa forma, uma espécie de continuação da forte herança blackexploitation dos anos 70). Se no decorrer dos anos, Spike Lee se consolidou como uma das principais forças criativas do cinema norte-americano, por outro lado Singleton se afastou daquela idéia inicial e se tornou um competente artesão no gênero ação a trabalhar para os grandes estúdios. “Sem Saída” (2011), sua obra mais recente, é um exemplar emblemático da sua atual condição. O filme está longe de ser um clássico no gênero em questão, mas tem os seus momentos – a encenação da porradaria e das perseguições é bem convincente (distante das medíocres invencionices da escola Zack Snyder de filmar) e Singleton consegue extrair tensão a partir de um roteiro repleto de clichês. No final das contas, mesmo dentro desse formato sem ousadia, o diretor merece crédito por conseguir fazer tudo isso tendo um verdadeiro peso morto inexpressivo no papel principal&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-8642567924678503558?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/8642567924678503558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=8642567924678503558' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8642567924678503558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8642567924678503558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/10/sem-saida-de-john-singleton-12.html' title='Sem Saída, de John Singleton **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-eELORgUm42Y/TqGlxzQLWVI/AAAAAAAAB7w/-9K3x5m63hg/s72-c/semsaida_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-785863768735379461</id><published>2011-10-19T13:29:00.002-03:00</published><updated>2011-10-19T13:32:47.692-03:00</updated><title type='text'>A Hora do Espanto, de Craig Gillespie **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-DS3d7YcXMwo/Tp77nHE-b4I/AAAAAAAAB7k/Ye32Xgo9GsE/s1600/a%2Bhora%2Bdo%2Bespanto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665242030612049794" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-DS3d7YcXMwo/Tp77nHE-b4I/AAAAAAAAB7k/Ye32Xgo9GsE/s320/a%2Bhora%2Bdo%2Bespanto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O karma de toda refilmagem é que por melhor que seja sempre acabará sofrendo a comparação com o original. Com esta nova versão de “A Hora do Espanto” (2011) não é diferente. Até porque dentro da média dos filmes de horror contemporâneos de grande orçamento ele acaba ganhando um certo destaque – tem alguns atores de carisma, boa caracterização visual e efeitos especiais interessantes. O problema é que a produção de 1985 dirigida por Tom Holland é bem mais cativante. Na relação estrita que se pode fazer entre as duas obras, a conclusão a que se chega é que a mais antiga acaba até parecendo um filme europeu perante a mais recente – personagens melhores desenvolvidos, roteiro que sabe valorizar o suspense, equação entre horror e comicidade melhor resolvida. Nesta mais recente concebida pelo cineasta Craig Gillespie, as noções de sutileza e tensão são jogadas no espaço em troca de uma narrativa que parte logo para a porradaria. É claro que tem os seus momentos divertidos, mas a sensação de produto descartável permeia a mente do espectador ao final do filme.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-785863768735379461?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/785863768735379461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=785863768735379461' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/785863768735379461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/785863768735379461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/10/hora-do-espanto-de-craig-gillespie-12.html' title='A Hora do Espanto, de Craig Gillespie **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-DS3d7YcXMwo/Tp77nHE-b4I/AAAAAAAAB7k/Ye32Xgo9GsE/s72-c/a%2Bhora%2Bdo%2Bespanto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-8229140211856391752</id><published>2011-10-18T14:06:00.002-03:00</published><updated>2011-10-18T14:07:57.749-03:00</updated><title type='text'>Professora Sem Classe, de Jake Kasdan **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-qBHjPxAPqeA/Tp2yZUiY9vI/AAAAAAAAB7Y/hdRo6JKndLY/s1600/Professora_Sem_Classe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5664880054381377266" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-qBHjPxAPqeA/Tp2yZUiY9vI/AAAAAAAAB7Y/hdRo6JKndLY/s320/Professora_Sem_Classe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É inegável que a comédia “Professora Sem Classe” (2011) tem a capacidade de surpreender em alguns momentos no seu misto de vulgaridade, escatologia, politicamente incorreto e ironia aos costumes da classe média norte-americana, principalmente pela visão franca do roteiro ao expor sem maiores concessões questões complexas como preconceito, bullying e arrivismo social. O diretor Jake Kasdan consegue construir uma interessante atmosfera de sordidez e sarcasmo que permeia boa parte da produção. Cameron Diaz também surpreende na sua caracterização abertamente vulgar, beirando a escrotidão, da protagonista Elisabeth Halsey. A produção patina, entretanto, quando aos poucos vai se convertendo numa espécie parábola moral, o que parece não casar muito com a própria ambientação elaborada por Kasdan. Na realidade, o confronto entre o tom crítico de comédia negra e a necessidade do final feliz edificante acaba trazendo um beco sem saída criativo para “Professora Sem Classe”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-8229140211856391752?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/8229140211856391752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=8229140211856391752' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8229140211856391752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8229140211856391752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/10/professora-sem-classe-de-jake-kasdan-12.html' title='Professora Sem Classe, de Jake Kasdan **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-qBHjPxAPqeA/Tp2yZUiY9vI/AAAAAAAAB7Y/hdRo6JKndLY/s72-c/Professora_Sem_Classe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-3910950270940375070</id><published>2011-10-17T15:11:00.002-03:00</published><updated>2011-10-17T15:14:48.320-03:00</updated><title type='text'>Todo Mundo Tem Problemas Sexuais, de Domingos de Oliveira ***</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-TYxpM_rn4MI/TpxwhkbS4xI/AAAAAAAAB7M/yFemzIA9Tco/s1600/todo%2Bmundo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5664526153341395730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 248px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-TYxpM_rn4MI/TpxwhkbS4xI/AAAAAAAAB7M/yFemzIA9Tco/s320/todo%2Bmundo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em seus últimos filmes, o diretor Domingos de Oliveira tem adotado uma maneira bastante livre de formar, onde o cuidado formal nem sempre é o mais esmerado e o foco principal se concentra na temática em si. Se em algumas obras tal abordagem resulta em estilo inquietante e criativo, em outras as soluções encontradas resvalam na indulgência. “Todo Mundo Tem Problemas Sexuais” (2008) é uma precisa síntese do estado atual da arte de Oliveira. Nascido originalmente como uma peça teatral, o filme não esconde sua gênese. Pelo contrário: o autor mistura na narrativa, sem cerimônias, diferentes formas de encenação para cada um dos episódios que compõem a produção – dramatização cinematográfica, encenação teatral e até mesmo ensaio entre os atores. A utilização de recursos típicos da dramaturgia, de fortes tons anti-naturalistas, não impede que o filme apresente concepções ousadas de cinema, principalmente pela dinâmica de sua montagem e por enquadramentos insólitos. A multiplicidade de estéticas se expande também para a natureza da visão de Oliveira sobre o conteúdo principal de “Todo Mundo Tem Problemas Sexuais”: o sexo. Assim, o roteiro varia de forma vertiginosa entre imprecações intelectuais eruditas, filosofia de botequim, pastelão escrachado e dramaticidade rasgada. Para acompanhar esta muito pessoal trip, é fundamental a contribuição dos seus atores, com destaque para as composições cheias de nuances de Priscila Rozembaum e Pedro Cardoso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-3910950270940375070?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/3910950270940375070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=3910950270940375070' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/3910950270940375070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/3910950270940375070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/10/todo-mundo-tem-problemas-sexuais-de.html' title='Todo Mundo Tem Problemas Sexuais, de Domingos de Oliveira ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-TYxpM_rn4MI/TpxwhkbS4xI/AAAAAAAAB7M/yFemzIA9Tco/s72-c/todo%2Bmundo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-7844531373367614085</id><published>2011-10-14T14:46:00.001-03:00</published><updated>2011-10-14T14:47:49.981-03:00</updated><title type='text'>Medianeras, de Gustavo Taretto **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VD849L-v3Qk/Tph1uXAK1UI/AAAAAAAAB7A/calvLHtQ5bQ/s1600/medianeras_poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663405970727556418" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 217px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-VD849L-v3Qk/Tph1uXAK1UI/AAAAAAAAB7A/calvLHtQ5bQ/s320/medianeras_poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na ânsia de fazer um retrato sobre as relações humanas nos tempos modernos, “Medianeras” (2011) acaba tropeçando nas pernas pelo excesso de referências e auto-explicações. As narrações over dos personagens são explicativas demais, acabando por esvaziar as possíveis metáforas que poderiam ser feitas a partir da relação entre a rotinas solitárias dos mesmos personagens e as aparentes facilidades tecnológicas que os cercam. O diretor Gustavo Taretto acaba também caindo na armadilha de rechear a trama com citações visuais, canções e diálogos “espertos” que vinculam o filme a um particular universo pop contemporâneo – pode ser que tais recursos tragam uma possível identificação com uma parcela contemporânea da platéia que goste de tais referências, mas também dá ao filme uma atmosfera datada e pouco orgânica. Por vezes, tais escolhas estéticas surtem algum efeito, principalmente aos criarem uma ambiência opressiva que sugere um clima de pesadelo que oscila entre o irônico e o angustiante. Em outras oportunidades, entretanto, o jogo entre o cômico e o dramático fica mal costurado, tornando a narrativa de “Medianeras” um tanto amorfa. No final das contas, pode-se sair da sala de cinema com a impressão de ter visto uma versão portenha de “O Fabuloso Mundo de Amelie Poulain” (2001).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-7844531373367614085?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/7844531373367614085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=7844531373367614085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/7844531373367614085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/7844531373367614085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/10/medianeras-de-gustavo-taretto-12.html' title='Medianeras, de Gustavo Taretto **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VD849L-v3Qk/Tph1uXAK1UI/AAAAAAAAB7A/calvLHtQ5bQ/s72-c/medianeras_poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-2851051309929373521</id><published>2011-10-13T14:59:00.002-03:00</published><updated>2011-10-13T15:01:53.254-03:00</updated><title type='text'>Elvis &amp; Madonna, de Marcelo Laffitte **</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RJv5jJSf5AI/Tpcna5ierRI/AAAAAAAAB60/isriEIyXHJk/s1600/elvis_y_madona_2010.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663038399517207826" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-RJv5jJSf5AI/Tpcna5ierRI/AAAAAAAAB60/isriEIyXHJk/s320/elvis_y_madona_2010.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por mais inusitado que seja o seu tema (o romance de uma lésbica com um travesti), “Elvis &amp;amp; Madonna” (2010) acaba padecendo de anemia criativa. Fotografia e edição são tão poucos imaginativos que fazem o filme mais parecer um grande episódio televisivo, além do roteiro recorrer constantemente a clichês cômicos que tornam a obra um tanto rasteira, diante das possibilidades que a sua história poderia trazer. O que poderia ter rendido uma viagem profunda sobre os preconceitos e convenções envolvendo a sexualidade humana acaba se convertendo em uma espécie de parábola moral edificante. A grande sustentação dramática da produção fica nas interpretações de Simone Spoladore e Igon Cotrim nos respectivos papéis de seus protagonistas, em atuações que conseguem alternar de forma convincente sutileza e arroubos emocionais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-2851051309929373521?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/2851051309929373521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=2851051309929373521' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2851051309929373521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2851051309929373521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/10/elvis-madonna-de-marcelo-laffitte.html' title='Elvis &amp; Madonna, de Marcelo Laffitte **'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-RJv5jJSf5AI/Tpcna5ierRI/AAAAAAAAB60/isriEIyXHJk/s72-c/elvis_y_madona_2010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-8297151445652000509</id><published>2011-10-11T14:43:00.002-03:00</published><updated>2011-10-11T14:44:22.889-03:00</updated><title type='text'>Subterrâneos, de José Eduardo Belmonte **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-F9RrzL-hvW4/TpSAbvPWXUI/AAAAAAAAB6c/92f6IcMS0wA/s1600/subterr%25C3%25A2neos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662291845537226050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-F9RrzL-hvW4/TpSAbvPWXUI/AAAAAAAAB6c/92f6IcMS0wA/s320/subterr%25C3%25A2neos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cinema do diretor José Eduardo Belmonte sempre foi conturbado. Sua concepção formal sugere uma espécie de colapso no olhar, de narrativa fragmentada e enquadramentos que oscilam entre o tradicional e o documental. Tal estilo de filmar se mostra em sintonia com a própria natureza das tramas de Belmonte: a sociedade em colapso ético, personagens confusos e sem rumo que só encontram alguma possível saída no desafio confuso perante a ordem moral e legal. “Subterrâneos” (2004), primeira obra dirigida por Belmonte, evidencia boa parte dessas características particulares do cineasta, mas só que de forma bastante rascunhada. Assim, os excessos imperam: câmera de movimentos atribulados constantes, profusão de diálogos existencialistas, montagem que simula um vídeo amador, personagens cheio de conflitos (mas cujas origens temos apenas uma vaga idéia). Se por vezes fascina, essa demasia de ideias e referências também torna “Suberrâneos” irritante em outros momentos. De qualquer, a cinematografia de Belmonte prima pelo sensorial – é provável que encher o saco da platéia também faça parte de suas intenções.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-8297151445652000509?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/8297151445652000509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=8297151445652000509' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8297151445652000509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8297151445652000509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/10/subterraneos-de-jose-eduardo-belmonte.html' title='Subterrâneos, de José Eduardo Belmonte **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-F9RrzL-hvW4/TpSAbvPWXUI/AAAAAAAAB6c/92f6IcMS0wA/s72-c/subterr%25C3%25A2neos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-2981459770196742478</id><published>2011-10-10T14:23:00.001-03:00</published><updated>2011-10-10T14:25:10.098-03:00</updated><title type='text'>Missão Madrinha de Casamento, de Paul Feig ***</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-75-5eJOZc3g/TpMqbc4MgWI/AAAAAAAAB6U/LmPGSMP5C78/s1600/miss%25C3%25A3o%2Bmadrinha%2Bde%2Bcasamento.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661915807631573346" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 235px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-75-5eJOZc3g/TpMqbc4MgWI/AAAAAAAAB6U/LmPGSMP5C78/s320/miss%25C3%25A3o%2Bmadrinha%2Bde%2Bcasamento.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É tradição na comédia norte-americana a capacidade de refletir de forma crítica o espírito de uma época por trás de tramas aparentemente superficiais ou de momentos de pura escatologia e mau gosto. “Missão Madrinha de Casamento” (2011) honra com discrição esta sina. A protagonista Annie (Kristen Wiig) capta com razoável fidelidade alguns dos dilemas típicos de parte das mulheres do novo milênio: tem relações vazias emocionalmente com os homens (apesar de desejar ao contrário), fracassou profissionalmente, pouca grana no bolso. A caracterização do personagem chega a ser perturbadora pela crueza com que a sua rotina é exposta. É mérito do diretor Paul Feig conseguir moldar este aspecto deprimente da trama em um formato cômico tradicional repleto de sequências que beiram o pastelão, além de um inevitável final feliz. É claro que o lado mais questionador do filme acaba suavizado por tais convenções, mas é inegável que este fator de acessibilidade acaba tornando a proposta do roteiro mais universal. Além disso, o tom irônico em relação a determinados valores da sociedade ainda está lá, mesmo que um pouco diluído, de modo a deixar a platéia com uma sensação inquietante ao termino da produção.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-2981459770196742478?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/2981459770196742478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=2981459770196742478' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2981459770196742478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2981459770196742478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/10/missao-madrinha-de-casamento-de-paul.html' title='Missão Madrinha de Casamento, de Paul Feig ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-75-5eJOZc3g/TpMqbc4MgWI/AAAAAAAAB6U/LmPGSMP5C78/s72-c/miss%25C3%25A3o%2Bmadrinha%2Bde%2Bcasamento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-5508433214139759115</id><published>2011-10-06T14:47:00.001-03:00</published><updated>2011-10-06T14:48:55.400-03:00</updated><title type='text'>Um Conto Chinês, de Sebastián Borenztein **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Rc9w3kEWljw/To3p-mF3SnI/AAAAAAAAB6M/TNEkMY3O_Mk/s1600/Um-Conto-Chin%2525C3%2525AAs.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660437568260885106" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 222px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-Rc9w3kEWljw/To3p-mF3SnI/AAAAAAAAB6M/TNEkMY3O_Mk/s320/Um-Conto-Chin%2525C3%2525AAs.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece que virou rotina que pelo menos uma vez ao ano apareça uma produção argentina que se torne uma espécie de fenômeno cult de público e crítica. Na grande maioria das oportunidades, entretanto, trata-se de alguma obra mediana de concepção formal apenas correta e temática com elementos novelescos (e nisso pode-se incluir até mesmo o oscarizado “O Segredo dos Seus Olhos”). Ah, e quase invariavelmente tais filmes trazem como protagonista o Ricardo Darin. Bem, tudo isso para dizer que “Um Conto Chinês” (2011), o argentino da vez, não foge à regra. A presença de chineses na trama até dar um certo ar exótico, mas na essência se trata de mais do mesmo. O roteiro é um primor de formulismo: Roberto, sujeito turrão e solitário (mas no fundo boa gente), acaba acolhendo um chinês em sua casa e é obrigado a rever os seus conceitos de vida, dando até uma chance para uma solteirona que o ama. O diretor Sebastián Borenztein conduz a sua narrativa sem maiores esboços de ousadia, com a possível exceção da sequência de abertura, que traz um certo toque de realismo fantástico. No final das contas, o que dá peso para “Um Conto Chinês” são alguns momentos efetivamente engraçados e a interpretação consistente de Darin, que oferece dignidade e carisma ao seu personagem. E querer ver mais que isso no filme é forçar a barra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-5508433214139759115?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/5508433214139759115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=5508433214139759115' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5508433214139759115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5508433214139759115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/10/um-conto-chines-de-sebastian-borenztein.html' title='Um Conto Chinês, de Sebastián Borenztein **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Rc9w3kEWljw/To3p-mF3SnI/AAAAAAAAB6M/TNEkMY3O_Mk/s72-c/Um-Conto-Chin%2525C3%2525AAs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-6896933684198529466</id><published>2011-10-04T14:34:00.001-03:00</published><updated>2011-10-04T14:36:00.846-03:00</updated><title type='text'>O Grande Êxtase do Entalhador Steiner, de Werner Herzog ****</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-B4D1sLdmnus/TotD-XGHtCI/AAAAAAAAB6E/8Z0UdKLizWI/s1600/o%2Bgrande%2Bextase.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659692095351796770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-B4D1sLdmnus/TotD-XGHtCI/AAAAAAAAB6E/8Z0UdKLizWI/s320/o%2Bgrande%2Bextase.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na superfície, “O Grande Êxtase do Entalhador Steiner” (1973) é um documentário a retratar o ápice de superação de Walter Steiner, campeão mundial de salto de esqui, que atinge sucessivamente impressionantes recordes mundiais. Na essência, entretanto, é obra que mostra a construção de mito, retratando o momento exato em que o homem se converte em lenda vida. Quando está fora da plataforma de salto e sem os esquis, Steiner é uma criatura tímida e desajeitada, de ar quase introspectivo. Quando entra em ação, ganha uma postura que beira a divindade, praticamente um semideus a desafiar os limites da velocidade e da gravidade. A forma com que Herzog registra os saltos de Steiner também colabora para a construção de tal dimensão épica: enquadramentos inusitados e uma câmera lenta que capta todas as nuances da performance do esquiador dão a impressão de que estamos vendo algum ser alado tirado de algum conto fantástico invadindo a nossa realidade. Mas se Herzog expõe um olhar admirado pelas proezas de seu protagonista, ele também reserva a lembrança de que o limite entre a glória mitológica e a dura realidade do fracasso é muito tênue – há sequências que trazem casos de saltos que resultaram em tragédias, como se o diretor lembrasse da própria fragilidade física humana diante de uma tentativa frustrada. Essa contraposição entre o sucesso e o fracasso estimula o questionamento sobre os motivos reais de um homem como Steiner a tentar ultrapassar cada vez mais as suas próprias marcas. A falta de uma resposta plausível acentua a aura de mistério que permeia “O Grande Êxtase do Entalhador Steiner”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-6896933684198529466?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/6896933684198529466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=6896933684198529466' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6896933684198529466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6896933684198529466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/10/o-grande-extase-do-entalhador-steiner.html' title='O Grande Êxtase do Entalhador Steiner, de Werner Herzog ****'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-B4D1sLdmnus/TotD-XGHtCI/AAAAAAAAB6E/8Z0UdKLizWI/s72-c/o%2Bgrande%2Bextase.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-8361302451879365315</id><published>2011-10-03T17:23:00.001-03:00</published><updated>2011-10-03T17:25:14.519-03:00</updated><title type='text'>Gasherbrum, de Werner Herzog ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XMKN5TKV6WM/TooaIqrczGI/AAAAAAAAB58/IBXdA9vJRC0/s1600/gasherbrum.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659364617942256738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-XMKN5TKV6WM/TooaIqrczGI/AAAAAAAAB58/IBXdA9vJRC0/s320/gasherbrum.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A temática do documentário “Gasherbrum” (1984) pode lembrar algum episódio do Globo Repórter ou de um canal esportivo qualquer: dois alpinistas enfrentam dois grandes picos em apenas uma escalada. Se nos programas televisivos tal evento seria tratado como um exemplo de superação pessoal ou outra lição de vida edificante, nas mãos de Werner Herzog o mesmo acaba ganhando uma conotação bem diversa. Na visão pouco emocional do diretor alemão, o feito dos protagonistas é o retrato de uma obsessão e de desejos profundos que os envolvidos mal conseguem explicar. Não se trata de heroísmo, mas simplesmente de um beco sem saída existencial, em que a única alternativa restante na vida deles é escalar nas condições mais adversas possíveis. O método formal meticuloso e de distanciamento emocional de Herzog ao filmar encontra sintonia espiritual com a própria ambientação inóspita onde a produção se desenrola, e rende, pelo menos, uma seqüência antológica – aquela em que o diretor entrevista um dos aventureiros em questão sobre um episódio anterior em que o seu irmão, também alpinista, faleceu em uma escalada. O depoente mantém um tom sereno durante toda a narrativa que faz da sua tragédia pessoal, mas desaba em soluços quando indagado sobre como comunicou à sua mãe sobre o falecimento do outro filho. É avassalador o efeito do intimismo de tal manifestação em meio à crueza da abordagem até então praticada por Herzog. É como se não houvesse lugar para tais lágrimas naquele ambiente gélido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-8361302451879365315?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/8361302451879365315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=8361302451879365315' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8361302451879365315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8361302451879365315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/10/gasherbrum-de-werner-herzog-12.html' title='Gasherbrum, de Werner Herzog ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-XMKN5TKV6WM/TooaIqrczGI/AAAAAAAAB58/IBXdA9vJRC0/s72-c/gasherbrum.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-3707249419540536775</id><published>2011-09-30T15:22:00.001-03:00</published><updated>2011-09-30T15:23:54.425-03:00</updated><title type='text'>O Diamante Branco, de Werner Herzog ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-MFmkt_fH6lI/ToYJMfzDPlI/AAAAAAAAB50/oY5MjMY4458/s1600/o-diamante-branco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658220092136308306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-MFmkt_fH6lI/ToYJMfzDPlI/AAAAAAAAB50/oY5MjMY4458/s320/o-diamante-branco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltando a uma de suas temáticas favoritas, a relação conturbada entre o homem e a natureza, o diretor Werner Herzog oferece um retrato perturbador da obsessão humana no documentário “O Diamante Branco” (2004). Nos momentos iniciais, predomina um certo detalhamento técnico das minúcias que envolvem o projeto do protagonista Graham Dorrington, um engenheiro aeronáutico que projeta e constrói um dirigível com o objetivo de filmar uma floresta da América do Sul. Com o desenrolar da produção, entretanto, Herzog insere sutilmente elementos pessoais dos principais envolvidos na operação, extraindo depoimentos e situações que refletem um choque entre conflitos intimistas com a dimensão épica da jornada de Graham. Fica estabelecida uma metáfora poética: quanto mais avançam na floresta e procuram fazer com que o dirigível alce vôo, mais revelam e se aprofundam sobre as razões de se envolverem em empreitada tão difícil. Além disso, o cineasta mostra a sua habitual e particular forma de retratar ambientes nativos, num misto de admiração e temor perante o desconhecido. No geral, o registro de Herzog em “O Diamante Branco” até evoca uma das suas mais obras mais comentadas no gênero documentário, “Fata Morgana” (1970), com o real se transmutando em imagens que até ganham conotações oníricas – afinal, o diamante branco do título é uma comparação entre o formato da aeronave em questão no ar com aquele da pedra preciosa que por muitos anos era encontrada na Guiana Francesa, local onde a obra foi filmada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-3707249419540536775?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/3707249419540536775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=3707249419540536775' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/3707249419540536775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/3707249419540536775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/09/o-diamante-branco-de-werner-herzog-12.html' title='O Diamante Branco, de Werner Herzog ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-MFmkt_fH6lI/ToYJMfzDPlI/AAAAAAAAB50/oY5MjMY4458/s72-c/o-diamante-branco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-4472917473317167990</id><published>2011-09-29T18:00:00.001-03:00</published><updated>2011-09-29T18:01:58.375-03:00</updated><title type='text'>Fata Morgana, de Werner Herzog ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wkO03TmskA8/ToTctlLyLII/AAAAAAAAB5s/drTgBFi7aW8/s1600/fata-morgana.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657889707517947010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 221px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-wkO03TmskA8/ToTctlLyLII/AAAAAAAAB5s/drTgBFi7aW8/s320/fata-morgana.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tentar entender ou explicar “Fata Morgana” (1970) como um documentário a retratar o coração e alma da África seria impreciso. Aparentemente, não há um roteiro linear que ajude ao espectador a compreender o que seria a “trama” do filme. São imagens e sons que se sucedem e combinam, com sucessivos planos seqüências, de forma um tanto aleatória. O que era para ser cinema verdade acaba se tornando uma espécie de divagação existencial e estética a refletir um estado espiritual. Herzog demonstra olhar fascinado sobre o exotismo e mistério que rondam o continente africano, mas não transforma sua produção em algo de caráter didático ou de exaltação para gringo ver. Seu registro é de tintas impressionistas, em que mesmo o flagra da “verdade”, de acordo com a concepção formal do diretor, adquire, por vezes, o viés do irreal e do atemporal, sensação essa que é reforçada ainda mais por uma trilha sonora climática, marcada por temas típicos de rock progressivo setentista na linha kraut rock. Também permeia “Fata Morgana” a característica forma de Herzog retratar a natureza: sua abordagem não é de deslumbre ecológico, mas sim de um temor em relação ao desconhecido que emana daquelas paisagens inóspitas. Tal visão, por sinal, continuou a ser explorada em obras posteriores e fundamentais do diretor (“Aguire”, “Fitzcarraldo”, “O Homem Urso”).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-4472917473317167990?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/4472917473317167990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=4472917473317167990' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/4472917473317167990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/4472917473317167990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/09/fata-morgana-de-werner-herzog-12.html' title='Fata Morgana, de Werner Herzog ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-wkO03TmskA8/ToTctlLyLII/AAAAAAAAB5s/drTgBFi7aW8/s72-c/fata-morgana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-2209294254135834941</id><published>2011-09-28T17:06:00.002-03:00</published><updated>2011-09-28T17:08:58.153-03:00</updated><title type='text'>Larry Crowne - O Amor Está de Volta, de Tom Hanks **1/2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Tlb1SHQUINM/ToN-w19lgAI/AAAAAAAAB5k/vk77NCFDK10/s1600/larry%2Bcrowne.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657504934491684866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-Tlb1SHQUINM/ToN-w19lgAI/AAAAAAAAB5k/vk77NCFDK10/s320/larry%2Bcrowne.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O título que arrumaram no Brasil para a mais recente incursão de Tom Hanks na direção acaba dando um sentido enganoso para a produção. Não que o elemento comédia romântica não esteja presente na trama – na realidade, é até um dos seus motes centrais. Mas “Larry Crowne – O Amor Está de Volta” (2011) tem uma pretensão um pouco maior na sua proposta. O que na realidade o diretor se propõe no filme é realizar uma espécie de revitalização daquelas comédias dramáticas de Frank Capra, em que no meio da recessão econômica pós-1929 se procurava fazer uma exaltação dos melhores valores humanos do homem comum norte-americano. No caso de Hanks, o roteiro se contextualiza na ressaca da quebra da economia mundial ocorrida em 2008 (e que na realidade ainda se expande atualmente). Os protagonistas vividos por Hanks e Julia Roberts se encontram com suas vidas pessoais em colapso. A personagem de Julia, inclusive, esboça um caráter niilista, devidamente temperado por alcoolismo light. Por se tratar de uma comédia de elenco estelar, é óbvio que tais figuras alcançam a sua redenção. É inegável, entretanto, que “Larry Crowne” traga no seu bojo uma visão crítica em relação aos valores pequenos burgueses. Por mais que as suas criaturas tenham um final feliz, algumas das soluções propostas na conclusão não enveredam pela mágica fácil. É como se o filme propusesse algo na linha “seja feliz com o que você tem ao seu alcance”, o que não deixa de ser um viés desafiador das convenções pequeno burguesas de sucesso a qualquer preço. No mais, Hanks pode não ter a mesma classe formal de Capra, mas mesmo assim consegue oferecer alguns momentos de boa diversão escapista, mas com uma certa dose de reflexão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-2209294254135834941?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/2209294254135834941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=2209294254135834941' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2209294254135834941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2209294254135834941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/09/larry-crowne-o-amor-esta-de-volta-de.html' title='Larry Crowne - O Amor Está de Volta, de Tom Hanks **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Tlb1SHQUINM/ToN-w19lgAI/AAAAAAAAB5k/vk77NCFDK10/s72-c/larry%2Bcrowne.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-1106430946782083659</id><published>2011-09-23T15:17:00.001-03:00</published><updated>2011-09-23T15:22:18.310-03:00</updated><title type='text'>Até o Fim - E Além, de Peter Buchka ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kAhYsoFFryQ/TnzOTyhbCoI/AAAAAAAAB5U/P4LJo5gOmpc/s1600/werner_herzog.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655622071445293698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 231px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-kAhYsoFFryQ/TnzOTyhbCoI/AAAAAAAAB5U/P4LJo5gOmpc/s320/werner_herzog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A concepção de “Até o Fim – E Além” (1988) até exala uma aparente simplicidade – consiste basicamente em uma entrevista do diretor alemão Werner Herzog comentando algumas de suas principais obras, entrecortado por trechos dos mesmos. O próprio fato de exibir alguns dos melhores momentos da cinematografia de Herzog já transformaria tal documentário em uma produção de peso, mas as coisas transcendem ainda mais pelo conteúdo das declarações do cineasta germânico. Ele expõe com veemência as suas visões pessoais e filosóficas sobre o cinema e o mundo que o cerca, explicando como tais visões se relacionam com a sua filmografia. Em suas observações, Herzog traz algo entre o delirante e a lucidez, conflito esse que sempre se manifestou em filmes como “Aguirre – A Cólera dos Deuses” (1972) e “Fitzcarraldo” (1982). Gostando ou não de sua obra, é inegável que a mesma reflete com fidelidade as intenções formais e temáticas de Herzog. Isso pode ser constatado na medida em que as declarações do artista revelam um grande domínio dele em relação ao que desejava e ao que realizou em seus filmes. E talvez esse seja o grande mérito de “Até o Fim – E Além”, na medida em que joga uma luz sobre as produções do artista e lhe dá uma perspectiva que as tornam ainda mais fascinantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-1106430946782083659?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/1106430946782083659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=1106430946782083659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1106430946782083659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1106430946782083659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/09/ate-o-fim-e-alem-de-peter-buchka-12.html' title='Até o Fim - E Além, de Peter Buchka ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-kAhYsoFFryQ/TnzOTyhbCoI/AAAAAAAAB5U/P4LJo5gOmpc/s72-c/werner_herzog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-3255111207985589157</id><published>2011-09-22T16:18:00.001-03:00</published><updated>2011-09-22T16:20:01.353-03:00</updated><title type='text'>Cowboys e Aliens, de Jon Favreau **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4-MbcX6tDU4/TnuKVVkj9BI/AAAAAAAAB5M/uZSVnvXOeYg/s1600/Cowboys_and_Aliens_Film.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655265856266171410" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-4-MbcX6tDU4/TnuKVVkj9BI/AAAAAAAAB5M/uZSVnvXOeYg/s320/Cowboys_and_Aliens_Film.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dentro de uma concepção típica da cultura pop, a ideia central de “Cowboys e Aliens” (2011), apesar de não muito original, é muito boa ao procurar juntar dois dos mais estimados gêneros cinematográficos – faroeste e ficção científica. Não deixa de ser atraente também o fato de uma trama e ambientação características do cinema B receberam um tratamento de produção classe A. Mas se na teoria tais aspectos despertam curiosidade, na execução as coisas ficam abaixo do esperado. O pastiche de elementos diversos faz que tanto a parte western quanto a espacial soam fake e limpinhas demais. É claro que não dava para esperar um estilo clássico no dirigir na junção de gêneros diversos. O que incomoda é uma ambientação um tanto asséptica em que até a sujeira e o sangue parecem excessivamente clean. É de notar também que uma trama como “Cowboys e Aliens” exigiria uma abordagem mais marcada pela ironia, tendo em vista o tom juvenil de sua premissa. O que predomina durante o filme, todavia, é um viés dramático, de conotações moralistas e repleto de discursos edificantes, o que acaba sendo um pouco ridículo. Deixando tais equívocos de lado, resta ainda em alguns momentos uma diversão espapista até bem palatável, principalmente pelos bons efeitos especiais e pela ação desenfreada de algumas sequências. Talvez o azar de “Cowboys e Aliens” esteja no fato de que em 2011 houve produções de aventura nas telas bem mais satisfatórias como “X-Men: Primeira Classe”, “Capitão América: O Primeiro Vingador” e “Planeta dos Macacos: A Origem”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-3255111207985589157?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/3255111207985589157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=3255111207985589157' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/3255111207985589157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/3255111207985589157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/09/cowboys-e-aliens-de-jon-favreau-12.html' title='Cowboys e Aliens, de Jon Favreau **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-4-MbcX6tDU4/TnuKVVkj9BI/AAAAAAAAB5M/uZSVnvXOeYg/s72-c/Cowboys_and_Aliens_Film.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-6725490561681219479</id><published>2011-09-21T15:27:00.003-03:00</published><updated>2011-09-21T15:42:00.765-03:00</updated><title type='text'>Além da Estrada, de Charly Braun **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4OEKEZ9reew/Tnou-dXhpDI/AAAAAAAAB5E/z737TRItxc0/s1600/al%25C3%25A9m%2Bda%2Bestrada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654883932687148082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-4OEKEZ9reew/Tnou-dXhpDI/AAAAAAAAB5E/z737TRItxc0/s320/al%25C3%25A9m%2Bda%2Bestrada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O grande mérito de “Além da Estrada” (2010) está na forma com que o filme aproveita as paisagens do interior do Uruguai. A direção de fotografia da produção consegue captar com sensibilidade a beleza melancólica dos pampas. Tais enquadramentos, entretanto, não se limitam à mera demonstração de virtuosismo. O diretor Charly Braun consegue estabelecer uma relação dessas imagens com a temática do filme – a de jovens em momento de indecisão que procuram algum sentido para a sua vida. De certa forma, Braun evoca um pouco da escola Sofia Coppola de filmar – olhar contemplativo, personagens em crise existencial, trilha sonora na linha rock/folk indie. O seu diferencial dentro do mencionado estilo se encontra no fato de se utilizar técnicas documentais no registro de algumas cenas, quase como se quisesse captar o efeito casual em diálogos e situações. Nesses momentos, “Além da Estrada” atinge o seu pico criativo. No geral, padece de uma certa frouxidão na dinâmica cinematográfica pelo excesso de quebras no seu ritmo narrativo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-6725490561681219479?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/6725490561681219479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=6725490561681219479' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6725490561681219479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6725490561681219479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/09/alem-da-estrada-de-charly-braun-12.html' title='Além da Estrada, de Charly Braun **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4OEKEZ9reew/Tnou-dXhpDI/AAAAAAAAB5E/z737TRItxc0/s72-c/al%25C3%25A9m%2Bda%2Bestrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-6099616245183823850</id><published>2011-09-19T14:49:00.002-03:00</published><updated>2011-09-19T14:50:41.658-03:00</updated><title type='text'>Esses Amores, de Claude Lelouch ***</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GDk8wdtyR2k/TneA4zFjcvI/AAAAAAAAB40/WNIO0QCYiAs/s1600/Esses%2Bamores.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654129570461479666" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-GDk8wdtyR2k/TneA4zFjcvI/AAAAAAAAB40/WNIO0QCYiAs/s320/Esses%2Bamores.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em um primeiro plano, “Esses Amores” (2010) seria uma história romântica marcada por um pano de fundo histórico. Em essência, entretanto, trata-se de uma espécie de inventário estético e biográfico do diretor francês Claude Lelouch, onde o mesmo faz a profissão de fé de suas obsessões formais e temáticas. Misturando gêneros (romance, guerra, musical), o cineasta gera um pastiche que configura diversas influências e referências, e, por mais que tenha passagens de histórias reais, monta um mosaico narrativo que evoca vários elementos do nosso imaginário cinematográfico. Em alguns momentos, a narrativa se torna frouxa e até mesmo fragmentada, com personagens e situações se desenvolvendo de forma superficial e apressada, mas é inegável que algumas sequências trazem um cuidado visual e sonoro cativante, induzindo a um registro de tintas quase oníricas. De certa forma, é como se Lelouch jogasse no celulóide uma gama de reminiscências e fizesse com que as lembranças se materializem numa trama. Como toda recordação, é provável que o tom fique distorcido/idealizado, o que dá para o filme uma atmosfera algo irreal. Apesar de um todo irregular, “Esses Amores” é um exercício contundente de cinema por afirmar um toque personalista na sua concepção e realização.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-6099616245183823850?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/6099616245183823850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=6099616245183823850' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6099616245183823850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6099616245183823850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/09/esses-amores-de-claude-lelouch.html' title='Esses Amores, de Claude Lelouch ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-GDk8wdtyR2k/TneA4zFjcvI/AAAAAAAAB40/WNIO0QCYiAs/s72-c/Esses%2Bamores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-3290782080259006465</id><published>2011-09-16T18:30:00.001-03:00</published><updated>2011-09-16T18:31:41.897-03:00</updated><title type='text'>Ainda Há Pastores?, de Jorge Pelicano ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_bK_2x-6-28/TnPANdlNHBI/AAAAAAAAB4s/87JW5NX8Vio/s1600/ainda%2Bh%25C3%25A1%2Bpastores.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653073294791613458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 224px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-_bK_2x-6-28/TnPANdlNHBI/AAAAAAAAB4s/87JW5NX8Vio/s320/ainda%2Bh%25C3%25A1%2Bpastores.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em princípio, a temática do documentário português “Ainda Há Pastores?” (2008) aparenta simplicidade: o progressivo fim da atividade pastoril na Serra das Estrelas. Registra prosaicos episódios do quotidiano dos moradores da região, dando especial ênfase para a rotina de Hermínio, o mais jovem pastor em atividade da localidade e, possivelmente, o último que exercerá a profissão. O diretor Jorge Pelicano adota uma concepção formal, entretanto, que transcende o conteúdo de sua trama, dando a mesma uma dimensão épica e que beira até mesmo um certo tom delirante. A direção de fotografia capta flagras antológicos da beleza natural daquelas montanhas, fazendo com que o local se apresente aos olhos do espectador como um refúgio situado em um fragmento de eternidade em que o tempo parou. Mesmo assim, Pelicano sempre nos deixa consciente que o fim daquela civilização arcaica e bucólica está próximo, com a modernidade do mundo exterior sempre à espreita agindo como um canto da sereia para os seus derradeiros habitantes. A solene narração em off acentua a impressão de anacronismo melancólico que ronda a produção. A figura de Hermínio sintetiza com perfeição os conflitos e contradições que emanam de “Ainda Hás Pastores?”: o rapaz é uma verdadeira força da natureza no seu misto de força bruta, ignorância, bom humor, observações perspicazes e hábitos bonachões (fuma e bebe como um condenado, além de adotar dieta alimentar baseada em muita gordura e quase nada de vegetais), pastoreando sem parar pelos campos e montanhas, mas se sentindo atraído pela possibilidade de trabalhar menos e descansar mais numa possível troca pela vida na cidade. E dentro de um conjunto tão coeso como narrativa, destacam-se algumas seqüências pela graça que oscila entre o ingênuo e o malicioso, como aquela em que Hermínio vai ao show do seu ídolo musical Quim Barreiros – a fúria com que rapazes e moças dançam no salão lembra muito mais um show punk do que a apresentação de um cantor brega-regional.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-3290782080259006465?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/3290782080259006465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=3290782080259006465' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/3290782080259006465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/3290782080259006465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/09/ainda-ha-pastores-de-jorge-pelicano-12.html' title='Ainda Há Pastores?, de Jorge Pelicano ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-_bK_2x-6-28/TnPANdlNHBI/AAAAAAAAB4s/87JW5NX8Vio/s72-c/ainda%2Bh%25C3%25A1%2Bpastores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-2490874109913673897</id><published>2011-09-14T16:14:00.001-03:00</published><updated>2011-09-14T16:18:20.718-03:00</updated><title type='text'>Lanterna Verde, de Martin Campbell **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-3vj69RnKBTg/TnD91W0r5HI/AAAAAAAAB4k/XCjKwYxhvro/s1600/lanterna-verde.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652296625451426930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-3vj69RnKBTg/TnD91W0r5HI/AAAAAAAAB4k/XCjKwYxhvro/s320/lanterna-verde.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em adaptações recentes bem sucedidas do universo dos quadrinhos para o cinema como “X-Men: Primeira Classe” e “Capitão América: O Primeiro Vingador”, constata-se uma eficiente combinação de roteiros interessantes com encenações claras e dinâmicas, além de um respeito pela essência dos personagens conforme a sua mídia original. Em “Lanterna Verde” (2011), tal equação não consegue se concretizar. Claro que há pontos a se louvar, como os bonitos efeitos visuais, a caracterização repulsiva dos vilões e uma ambientação um tanto violenta e sórdida. No mais, entretanto, predomina uma narrativa truncada, aliada a uma trama que pouco desenvolve personagens e situações – é tudo muito rápido e superficial, com o diretor Martin Campbell dando a aparência de estar seguindo burocraticamente alguma cartilha de como fazer versões cinematográficas de um gibi. Completa os equívocos uma interpretação desprovida de carisma e profundidade de Ryan Reynolds no papel do protagonista. Claro que está longe de ser um filme ruim, mas como resultado final, “Lanterna Verde” acaba sendo uma decepção dupla, tanto pelo potencial criativo desperdiçado do personagem principal quanto pelo histórico de Campbell, o mesmo responsável por “Cassino Royale” (2006), uma das melhores aventuras da série 007.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-2490874109913673897?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/2490874109913673897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=2490874109913673897' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2490874109913673897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2490874109913673897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/09/lanterna-verde-de-martin-campbell-12.html' title='Lanterna Verde, de Martin Campbell **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-3vj69RnKBTg/TnD91W0r5HI/AAAAAAAAB4k/XCjKwYxhvro/s72-c/lanterna-verde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-1404613151135980044</id><published>2011-09-13T16:27:00.001-03:00</published><updated>2011-09-13T16:28:50.790-03:00</updated><title type='text'>Amor a Toda Prova, de Glen Ficarra e John Requa **</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Ur6tQX3t6tY/Tm-u6CjAkWI/AAAAAAAAB4c/ClWL4hcsZFM/s1600/amor-a-toda-prova-poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651928369512616290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-Ur6tQX3t6tY/Tm-u6CjAkWI/AAAAAAAAB4c/ClWL4hcsZFM/s320/amor-a-toda-prova-poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Steve Carrell é um ator cômico de potencial considerável. Quando bem aproveitado (“O Âncora”, “O Virgem de 40 Anos”), consegue ter alguns momentos antológicos de humor alucinado. Nos últimos anos, entretanto, tem se enquadrado em, pelo menos, dois insípidos nichos específicos no gênero comédia – aventuras light e familiares (“Agente 86”, “Uma Noite Fora de Série”, “A Volta do Todo Poderoso”) e dramas indie familiares (“Pequena Miss Sunshine”, “Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada”). “Amor a Toda Prova” se enquadra na segunda opção e é igualmente frustrante. A premissa inicial da trama é até interessante – o protagonista Cal (Carell) é traído pela esposa (Julianne Moore), com a mesma pedindo ainda o divórcio. A partir daí, acaba recebendo lições de um sebento metido a conquistador (Ryan Gosling) e passa a sair com várias garotas. O que poderia ter sido uma ácida crítica ao bem comportado modo de vida classe média aos poucos se converte na exaltação deste mesmo modelo, com Cal fazendo de tudo para reconquistar a ex-mulher. O final brega, com aqueles literais discursos moralistas, põe tudo mais a perder ainda. A concepção formal do filme obedece aos ditames temáticos, adotando visual e encenação assépticos, ainda que a bonita trilha sonora de canções indies insista em oferecer uma certa atmosfera indie. No mais, o filme até tem algumas sequências efetivamente engraçadas, quando se esquece o seu tom moralizante, além de possuir um elenco acima da média, mas acaba sendo pouco para salvar “Amor a Toda Prova” de um resultado final insatisfatório.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-1404613151135980044?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/1404613151135980044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=1404613151135980044' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1404613151135980044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1404613151135980044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/09/amor-toda-prova-de-glen-ficarra-e-john.html' title='Amor a Toda Prova, de Glen Ficarra e John Requa **'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Ur6tQX3t6tY/Tm-u6CjAkWI/AAAAAAAAB4c/ClWL4hcsZFM/s72-c/amor-a-toda-prova-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-4042072667915587688</id><published>2011-09-12T15:48:00.001-03:00</published><updated>2011-09-12T15:50:06.334-03:00</updated><title type='text'>Pacific, de Marcelo Pedroso **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-B3Xc7VHMYC8/Tm5UTiTadYI/AAAAAAAAB4U/DaLi8OCFLQU/s1600/pacific_poster1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651547276999030146" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-B3Xc7VHMYC8/Tm5UTiTadYI/AAAAAAAAB4U/DaLi8OCFLQU/s320/pacific_poster1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O próprio formato de “Pacific” (2010) já é algo polêmico. Afinal, coloca em cheque a importância do papel do diretor de um filme no momento em que o cineasta Marcelo Pedroso não coordenou qualquer tomada no documentário, aproveitando-se exclusivamente de registros amadores dos turistas participantes de um cruzeiro para Fernando de Noronha. Assim, seu papel foi trabalhar o material na montagem e lhe dar a coesão narrativa. Para aqueles que acreditam no cinema dentro da concepção de obra bem composta visualmente, tal procedimento beira a heresia. No entanto, dentro dessa proposta insólita, Pedroso consegue extrair um filme que tem momentos genuinamente engraçados e que pouco cai no enfadonho. Além disso, o diretor constrói uma obra que adquire interpretações diferentes de acordo com o olhar de cada espectador. É provável que o público cativo deste tipo de produção alternativa, que mais é exibido em festivais ou num circuito de salas não comerciais, entenda “Pacific” como a ridicularização do modo de pensar e estilo de vida pequeno burguês. Também é possível, entretanto, que se tal filme fosse exibido para uma platéia típica de salas comerciais a visão seria diversa – o mesmo espectador poderia dizer: “Que legal!! Eu queria estar me divertindo com esse pessoal!”. Por mais tosco que a sua concepção formal possa ser em alguns momentos, a força de “Pacific” está nesta capacidade de valorização do olhar subjetivo de quem o vê.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-4042072667915587688?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/4042072667915587688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=4042072667915587688' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/4042072667915587688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/4042072667915587688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/09/pacific-de-marcelo-pedroso-12.html' title='Pacific, de Marcelo Pedroso **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-B3Xc7VHMYC8/Tm5UTiTadYI/AAAAAAAAB4U/DaLi8OCFLQU/s72-c/pacific_poster1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-1909241050466654410</id><published>2011-09-06T16:14:00.001-03:00</published><updated>2011-09-06T16:16:14.062-03:00</updated><title type='text'>Estamos Juntos, de Toni Venturi **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-UsC085vh_1o/TmZxcwm-OBI/AAAAAAAAB4M/fSsuvtV_6FI/s1600/estamos-juntos-poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649327521481504786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-UsC085vh_1o/TmZxcwm-OBI/AAAAAAAAB4M/fSsuvtV_6FI/s320/estamos-juntos-poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O diretor Toni Venturi já havia abordado o universo do MST (Movimento dos Sem Teto) e assemelhados no ótimo documentário “Dia de Festa” (2006). Em “Estamos Juntos” (2011), ele se volta novamente para esta temática, mas a relacionando a uma trama ficcional de cunho intimista. Não à toa, alguns dos melhores momentos desta produção mais recente do cineasta estão naquelas tomadas que mostram a invasão de um prédio abandonado por integrantes do movimento e seu consequente confronto com a polícia. Venturi filma a ação com competência, valendo-se, inclusive, de recursos tipicamente documentais, como câmera de mão e imagens granuladas. No geral, entretanto, “Estamos Juntos” apresenta uma narrativa irregular. Percebe-se o que o diretor quer propor ao contrapor o drama pessoal da protagonista Carmem (Leandra Leal) com elementos de drama social. O problema é que em algumas sequências o filme acaba adquirindo um certo tom ingênuo e professoral no viés politicamente correto que adota. Mesmo assim, “Estamos Juntos” ainda apresenta algumas nuances que o tornam uma experiência cinematográfica interessante, principalmente pela interpretação sanguínea de parte de seu elenco (com destaque para a própria Leandra Leal) e para a ótima trilha sonora, que inclusive acaba tendo relevância para o contexto dramático do roteiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-1909241050466654410?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/1909241050466654410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=1909241050466654410' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1909241050466654410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1909241050466654410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/09/estamos-juntos-de-toni-venturi-12.html' title='Estamos Juntos, de Toni Venturi **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-UsC085vh_1o/TmZxcwm-OBI/AAAAAAAAB4M/fSsuvtV_6FI/s72-c/estamos-juntos-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-7889293920711332186</id><published>2011-09-05T16:29:00.001-03:00</published><updated>2011-09-05T16:31:05.749-03:00</updated><title type='text'>Planeta dos Macacos - A Origem, de Rupert Wyatt ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-v4BJty2-SB0/TmUjcMoIaHI/AAAAAAAAB4E/s1Z-2S2xtMw/s1600/planeta-dos-macacos-origem-poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648960274939013234" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-v4BJty2-SB0/TmUjcMoIaHI/AAAAAAAAB4E/s1Z-2S2xtMw/s320/planeta-dos-macacos-origem-poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os mais ranhetas podem dizer que há excessos de convencionalismos no roteiro. Ou os mais nostálgicos podem dizer que os primeiros filmes da série eram mais charmosos pela maquiagem dos macacos. Tudo isso, entretanto, é preciosismo desnecessário. “Planeta dos Macacos – A Origem” (2011) traz aquilo que sempre foi essencial para a franquia – a combinação bem azeitada de aventura empolgante e uma trama consistente. Os efeitos especiais digitais de captação de movimentos dão uma clareza cristalina para o visual do filme, com os macacos oscilando com desenvoltura entre os movimentos selvagens e expressões e gestos humanizados. A interação das trucagens com atores e cenários reais impressiona pela naturalidade, com o ápice desta integração se concentrando nas sequncias finais de embates entre símios e humanos. Os efeitos também conseguem a proeza de possibilitar individualizar os principais protagonistas primatas, ressaltando a importância dramática de cada um. Já em termos de trama, o filme realmente se prende a alguns gastos dogmas no gênero ficção científica (conflitos entre a ciência e a ganância, a falta de ética e humanidade nos experimentos científicos que levam ao apocalipse, os preconceitos), mas os mesmos são explorados com sensibilidade em algumas de suas nuances, além da história trazer alguns momentos de sutis simbologias e detalhes. A conjunção de todas essas qualidades cria expectativa para os eventos futuros que a final em aberto de “Planeta dos Macacos – A Origem” sugere.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-7889293920711332186?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/7889293920711332186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=7889293920711332186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/7889293920711332186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/7889293920711332186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/09/planeta-dos-macacos-origem-de-rupert.html' title='Planeta dos Macacos - A Origem, de Rupert Wyatt ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-v4BJty2-SB0/TmUjcMoIaHI/AAAAAAAAB4E/s1Z-2S2xtMw/s72-c/planeta-dos-macacos-origem-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-2250756699508920332</id><published>2011-09-02T15:14:00.002-03:00</published><updated>2011-09-02T15:15:23.801-03:00</updated><title type='text'>Um Sonho de Amor, de Luca Guadagnino ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-D5TZWeCq6_M/TmEdMkSx4xI/AAAAAAAAB38/Jqpc2YpCJcA/s1600/um%2Bsonho%2Bde%2Bamor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5647827509437391634" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-D5TZWeCq6_M/TmEdMkSx4xI/AAAAAAAAB38/Jqpc2YpCJcA/s320/um%2Bsonho%2Bde%2Bamor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A influência de Luchino Visconti paira em boa parte dos fotogramas de “Um Sonho de Amor” (2009). Pode-se perceber algo daquele rigor do velho mestre italiano na forma do diretor Luca Guadagnino em registrar ambientes suntuosos, figurinos elegantes e cenários bucólicos. Por alguns momentos, a câmera até se desvia da ação principal para enfatizar detalhes cênicos. Mas não se trata de simples demonstração gratuita de virtuosismo formal – Guadagnino consegue estabelecer uma simbiose do apuro visual do filme com a sua temática de confronto entre valores sentimentais e materialismo pequeno-burguês. Por mais que a produção tenha uma conotação de parábola moral, é inegável o poder ambivalente de atração e repulsa que se estabelece pelo quotidiano de luxo da protagonista Emma (Tilda Swinton) e sua família, principalmente pelas imagens e sons cheios de nuances que o diretor capta com fervor. Assim como em obras clássicas da filmografia de Visconti (“Deuses Malditos”, “Morte em Veneza”, “A Sedução da Carne”), a temática da decadência moral e ética se destaca como mote da trama, mas tal decadência sempre é filmada com extrema elegância. A forma com que Guadagnino resolve contrapor sua crítica a esse universo é elaborando seqüências em que a narrativa adquire conotação fortemente sensorial. Nesse sentido, as tomadas da transa de Emma e seu amante na relva são sintomáticas, com a ambientação remetendo a um cenário de puro onirismo. No mais, a conclusão de “Um Sonho de Amor” consegue a proeza de ser ousada e ao mesmo tempo coerente com a referida abordagem estética e temática de Guadagnino.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-2250756699508920332?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/2250756699508920332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=2250756699508920332' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2250756699508920332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2250756699508920332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/09/um-sonho-de-amor-de-luca-guadagnino-12.html' title='Um Sonho de Amor, de Luca Guadagnino ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-D5TZWeCq6_M/TmEdMkSx4xI/AAAAAAAAB38/Jqpc2YpCJcA/s72-c/um%2Bsonho%2Bde%2Bamor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-862814750545986026</id><published>2011-09-01T16:33:00.001-03:00</published><updated>2011-09-01T16:38:41.216-03:00</updated><title type='text'>Balada do Amor e do Ódio, de Alex de la Iglesia ****</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lWor0ltSJSM/Tl_fN0MgRJI/AAAAAAAAB30/g2Mj-SWqWPk/s1600/balada-de-amor-e-odio-poster-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5647477886188274834" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-lWor0ltSJSM/Tl_fN0MgRJI/AAAAAAAAB30/g2Mj-SWqWPk/s320/balada-de-amor-e-odio-poster-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As concepções particulares cinematográficas de Alex de la Iglesia atingem sua ebulição máxima em “Balada do Amor e do Ódio” (2010). Se suas produções sempre trafegaram num limite entre o realismo e o estilizado, nesta obra mais recente o diretor arrebenta com a mencionada fronteira e gera algo que parece advindo de um pesadelo ultra distorcido. Mesmo o franquismo, já bastante abordado em outros exemplares do cinema espanhol, recebe uma conotação perturbadora. Iglesia joga com elementos históricos de forma sarcástica, inserindo figuras e fatos reais, como o próprio General Franco, em uma trama envolvendo guerra, ditadura, palhaços psicóticos, taras sexuais e outras esquisitices. No meio disso tudo, há uma série de referências que vão de “Freaks” (1932) de Tod Browning (não à toa, boa parte do roteiro se desenvolve em um circo) até o universo repleto de simbologias e onirismo de Alejandro Jodorowsky. O cineasta brinca com conceitos típicos de um imaginário cinematográfico obscuro (como atesta a figura dos clowns desfigurados e violentos), assim como desconcerta com uma atmosfera que oscila sem cerimônia entre a comédia ácida e o puro horror, isso sem falar da arrasadora abertura, em uma alucinada seqüência de guerra que se assemelha a um sonho sangrento. E talvez isso seja um dos pontos mais luminosos de “Balada do Amor e do Ódio” – o encadeamento dos fatos se configura como um delírio obscuro, ainda que para os personagens seja o “mundo real”. Esta caracterização de uma dimensão difusa se configura como a própria essência da obra de Iglesias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-862814750545986026?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/862814750545986026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=862814750545986026' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/862814750545986026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/862814750545986026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/09/balada-do-amor-e-do-odio-de-alex-de-la.html' title='Balada do Amor e do Ódio, de Alex de la Iglesia ****'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-lWor0ltSJSM/Tl_fN0MgRJI/AAAAAAAAB30/g2Mj-SWqWPk/s72-c/balada-de-amor-e-odio-poster-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-1563593870583736609</id><published>2011-08-30T14:45:00.001-03:00</published><updated>2011-08-30T14:47:45.706-03:00</updated><title type='text'>A Alegria, de Felipe Bragança e Marina Meliande **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-usTvyd6B0nU/Tl0iIkqg0cI/AAAAAAAAB3s/tdBAOpwDrF4/s1600/a%2Balegria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646707038468755906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 219px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-usTvyd6B0nU/Tl0iIkqg0cI/AAAAAAAAB3s/tdBAOpwDrF4/s320/a%2Balegria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos últimos anos, dá para dizer que o cinema nacional adotou uma vertente artística de produção até expressiva: os filmes indies. Em comum, tais produções são marcadas por concepções experimentais, referências a um universo bem particular de interesses (músicas, filmes, quadrinhos, livros, etc) e pouca acessibilidade ao grande público. “A Alegria” (2010) é mais uma obra a engrossar suas fileiras, com seus habituais erros e acertos, e que se insere dentro daquele esquema conhecido: a gente pode perceber ideias muito boas, que às vezes encontram boas soluções narrativas, e em outros momentos acabam não vingando na sua concretização. A trama elaborada pelos diretores Felipe Bragança e Marina Meliande trafega por um tênue limite entre a realidade e a fantasia, assim como a encenação busca uma combinação entre o naturalismo e uma linguagem teatral/literária. Se em algumas sequências tal mistura provoca um certo desconcerto perturbador, em outras acaba soando apenas afetado demais, principalmente por certos diálogos existencialistas em excesso proferidos por adolescentes (aquela velha pretensão indie de soar constantemente cool...). Com o desenrolar do roteiro, a ambientação vai ficando ainda mais siderada, com o terço final do filme trazendo seus momentos mais criativos, com destaque para as tomadas em que a protagonista Luiza (Tainá Medina) irrompe para uma nova dimensão. Como saldo final, “A Alegria” traz um resultado irregular, mas bastante instigante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-1563593870583736609?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/1563593870583736609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=1563593870583736609' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1563593870583736609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1563593870583736609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/08/alegria-de-felipe-braganca-e-marina.html' title='A Alegria, de Felipe Bragança e Marina Meliande **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-usTvyd6B0nU/Tl0iIkqg0cI/AAAAAAAAB3s/tdBAOpwDrF4/s72-c/a%2Balegria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-8600290857018854364</id><published>2011-08-29T15:55:00.003-03:00</published><updated>2011-08-29T16:02:45.653-03:00</updated><title type='text'>A Árvore da Vida, de Terrence Malick ****</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-q21AqtNd75c/TlviSMSnbiI/AAAAAAAAB3k/4qIZAYLWMQc/s1600/a%2B%25C3%25A1rvore%2Bda%2Bvida.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646355360003878434" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 296px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-q21AqtNd75c/TlviSMSnbiI/AAAAAAAAB3k/4qIZAYLWMQc/s320/a%2B%25C3%25A1rvore%2Bda%2Bvida.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se a tendência da grande maioria dos cineastas é se tornar mais acessível com o passar dos anos, o contrário ocorre com Terrence Malick. Na sua curta e impactante filmografia, percebe-se que a sua estética se torna mais autoral e radical filme a filme. “A Árvore da Vida” (2011) facilita pouco para aqueles que acham que cinema é a arte de contar uma boa história. A produção mais recente de Mallick parte para uma experiência que é quase que puramente sensorial. Os detalhes da trama se encaixam de uma forma tênue: um homem em depressão, suas reminiscências da juventude, o surgimento do mundo, a evolução do planeta, digressões metafísicas. Talvez o elo que una esses elementos díspares seja mais concreto dentro da cabeça do próprio diretor, mas o subjetivismo visual do que se vê na tela é hipnotizante. Tudo aquilo que compõe o ideário artístico de Mallick está lá de forma ainda mais ostensiva: os enquadramentos inusitados, a narração over de tons elípticos, a narrativa que não obedece a uma ordem cronológica exatamente linear. O que se arma é um quebra-cabeça entre uma história de forte conotação intimista e uma sinfonia épica de sons e imagens. Com o desenrolar do filme, percebe-se que a construção formal não é aleatória – se o que se assiste é um homem olhando para o passado e buscando um sentido para sua vida, num choque entre o natural e o espiritual, entende-se também que tudo adquira um sentido icônico (os pais que parecem seres mitológicos, os diálogos que traduzem conflitos existenciais, a relação de conflitos internos com a própria evolução do planeta Terra). No final das contas, não há respostas prontas dentro dos questionamentos de Mallick, mas a forma como traduz para a linguagem cinematográfica suas dúvidas temáticas e estéticas é avassaladora.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-8600290857018854364?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/8600290857018854364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=8600290857018854364' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8600290857018854364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8600290857018854364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/08/arvore-da-vida-de-terrence-malick.html' title='A Árvore da Vida, de Terrence Malick ****'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-q21AqtNd75c/TlviSMSnbiI/AAAAAAAAB3k/4qIZAYLWMQc/s72-c/a%2B%25C3%25A1rvore%2Bda%2Bvida.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-8459462198114609664</id><published>2011-08-26T14:42:00.001-03:00</published><updated>2011-08-26T14:43:41.884-03:00</updated><title type='text'>Vênus Negra, de Abdellatik Kechiche ****</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-y6zvwW0kgYQ/TlfbOCA2r6I/AAAAAAAAB3c/6tQ7yp2-NMA/s1600/v%25C3%25AAnus%2Bnegra.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645221692037312418" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-y6zvwW0kgYQ/TlfbOCA2r6I/AAAAAAAAB3c/6tQ7yp2-NMA/s320/v%25C3%25AAnus%2Bnegra.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois do formalismo dinâmico e exuberante de “A Esquiva” (2003) e “O Segredo do Grão” (2007), o diretor Abdellatik Kechiche se volta para uma narrativa mais contemplativa em “Vênus Negra” (2010). Tal opção estética não é aleatória – a abordagem do diretor se relaciona diretamente a uma visão naturalista sobre o emblemático caso da africana Saartjie Baartan (Yajima Torres), que excursiona pela Inglaterra e França do século XIX, exposta e explorada como se fosse uma aberração de um freak show. Por mais metafórica que a situação mote do roteiro possa ser, Kechiche é inclemente na descrição da trajetória da protagonista. O rigor da encenação e a ausência de trilha sonora criam uma atmosfera desapaixonada, dispensando o sentimentalismo fácil que uma trama como essa poderia gerar. E se nas mencionadas obras anteriores do cineasta havia um erotismo latente como símbolo de vida, em “Vênus Negra” a sensualidade ganha uma dimensão sinistra. Sempre que o sexo entra em cena, é num contexto de degradação. Isso fica evidente na seqüência antológica em que Saartjie faz uma apresentação em uma orgia entre nobres, com Kechiche extraindo uma ambientação de decadência perturbadora semelhante àquela de “Saló ou os 120 Dias de Sodoma” (1975).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-8459462198114609664?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/8459462198114609664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=8459462198114609664' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8459462198114609664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8459462198114609664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/08/venus-negra-de-abdellatik-kechiche.html' title='Vênus Negra, de Abdellatik Kechiche ****'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-y6zvwW0kgYQ/TlfbOCA2r6I/AAAAAAAAB3c/6tQ7yp2-NMA/s72-c/v%25C3%25AAnus%2Bnegra.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-8022401267650734587</id><published>2011-08-25T14:32:00.001-03:00</published><updated>2011-08-25T14:33:22.749-03:00</updated><title type='text'>Super 8, de J.J. Abrams ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-n1OeLrcMrP8/TlaHWx6xr0I/AAAAAAAAB3U/eHYgPa4V7ds/s1600/super8-poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644848008382230338" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-n1OeLrcMrP8/TlaHWx6xr0I/AAAAAAAAB3U/eHYgPa4V7ds/s320/super8-poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A produção de Steven Spielberg em “Super 8” (2011) não é gratuita. O filme é um caldeirão de referências a vários clássicos oitentistas no gênero aventura, nicho esse no qual Spielberg foi o principal protagonista. A começar por “E.T.” (1982), cuja trama é a influência central do roteiro da obra mais recente de J.J. Abrams. Não à toa, a história se passa no final dos anos 70. Mas as pequenas homenagens que a produção contém não soam como um recurso meramente acessório. Abrams emula com competência o estilo de Spielberg, tanto em termos formais quanto temáticos. A direção de fotografia é luminosa e clara, com enquadramentos detalhistas que privilegiam a bem orquestrada encenação de perseguições e explosões (aliás, o acidente de trem no início do filme é um capítulo à parte em termos de ação cinematográfica). Mesmo os efeitos especiais digitais acabam ganhando um certo tom nostálgico, não tendo aquela caracterização típica de vídeo game. No conjunto geral estético, nem parece que a direção é do mesmo cineasta do tosco “Cloverfield” (2008).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais bela reverência de “Super 8” à Spielberg, entretanto, venha mesmo no seu roteiro. Além de reprisar alguns dos preceitos temáticos favoritos do veterano diretor (crianças como protagonistas, pais e filhos em conflito que buscam a conciliação, crítica à brutalidade dos adultos), um dos motes principais da trama, o divertido filme amador realizado pelos jovens personagens principais, é uma referência direta ao universo pessoal de Spielberg, que é conhecido pelo fato de em suas origens ter sido um entusiasmado cineasta amador.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-8022401267650734587?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/8022401267650734587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=8022401267650734587' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8022401267650734587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8022401267650734587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/08/super-8-de-jj-abrams-12.html' title='Super 8, de J.J. Abrams ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-n1OeLrcMrP8/TlaHWx6xr0I/AAAAAAAAB3U/eHYgPa4V7ds/s72-c/super8-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-5056975678080598340</id><published>2011-08-24T14:27:00.001-03:00</published><updated>2011-08-24T14:28:36.525-03:00</updated><title type='text'>Diário de Uma Busca, de Flávia Castro ***</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yLuSQHPH_SA/TlU0u_HN4oI/AAAAAAAAB3M/tkJZkDnnskw/s1600/di%25C3%25A1rio%2Bde%2Buma%2Bbusca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644475689799115394" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-yLuSQHPH_SA/TlU0u_HN4oI/AAAAAAAAB3M/tkJZkDnnskw/s320/di%25C3%25A1rio%2Bde%2Buma%2Bbusca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um documentário que tem como temática a ditadura militar brasileira não é exatamente uma novidade, perante a profusão de obras do gênero que freqüentemente chegam às salas alternativas pelo país. Mesmo assim, “Diário de Uma Busca” (2010) acaba ganhando destaque por trazer uma perspectiva diferente para uma temática tão gasta aparentemente. Para começar, por mais que foque alguns momentos chaves dentro do histórico dos anos de chumbo, a perspectiva adotada pela diretora Flávia de Castro é bastante intimista, ainda mais porque ela é diretamente envolvida no assunto (seus pais foram militantes da luta armada e viveram vários anos no exílio junto aos filhos). Concentrando a narrativa na trajetória pessoal do seu pai, Celso Castro, morto em circunstâncias mal explicadas no ano de 1984, a cineasta enfatiza muito mais os dramas pessoais dos envolvidos na sua narrativa do que em algum discurso ou análise objetiva dos fatos em questão. É claro que o fato dela tem uma relação tão íntima com o objeto de sua obra faz com que o filme seja marcado por forte subjetividade, mas esse mesmo motivo dá uma carga emocional forte para “Diário de Uma Busca” que dificilmente deixa o espectador impassível diante do que assiste na tela. Ao expor com certa crueza a intimidade sua e de seus parentes, a diretora mostra uma densa trama de dificuldades e desilusões, trazendo um personagem real que teve como saldo final de anos de combate a um regime que abominava um misto de amargura e solidão. Quando Flávia lê para um conhecido do pai a última carta que ele lhe mandou, pouco antes de morrer, é como se toda uma gama de sentimentos represados explodisse de forma inclemente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-5056975678080598340?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/5056975678080598340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=5056975678080598340' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5056975678080598340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5056975678080598340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/08/diario-de-uma-busca-de-flavia-castro.html' title='Diário de Uma Busca, de Flávia Castro ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-yLuSQHPH_SA/TlU0u_HN4oI/AAAAAAAAB3M/tkJZkDnnskw/s72-c/di%25C3%25A1rio%2Bde%2Buma%2Bbusca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-8795227068277159532</id><published>2011-08-23T15:12:00.001-03:00</published><updated>2011-08-23T15:15:42.023-03:00</updated><title type='text'>Não Se Preocupe, Nada Vai Dar Certo!, de Hugo Carvana *</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Y_U5VSvqeDw/TlPuNnZxG6I/AAAAAAAAB3E/FAc4QzmJrpw/s1600/n%25C3%25A3o%2Bse%2Bpreocupe.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644116675708132258" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 294px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-Y_U5VSvqeDw/TlPuNnZxG6I/AAAAAAAAB3E/FAc4QzmJrpw/s320/n%25C3%25A3o%2Bse%2Bpreocupe.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pode-se louvar as boas intenções do veterano Hugo Carvana em fazer uma homenagem ao clima das antigas chanchadas ou até mesmo a sua própria cinematografia em “Não Se Preocupe, Nada Vai Dar Certo!” (2011), como se tal produção fosse uma conclusão coerente para sua trajetória artística. Se a intenção realmente era essa, entretanto, pode-se dizer que trata de uma constrangedora declaração de intenções. Talvez os anos tenham finalmente pesado para Carvana, pois o filme tem um ritmo narrativo engessado e de pouco fluência. Ainda que se tenha o possível verniz de representar uma visão nostálgica sobre o cinema, falha naquilo que uma comédia tem de mais fundamental: fazer rir. Em nenhum momento se pode perceber algo de genuinamente engraçado. A impressão que se tem é de se estar assistindo a um quadro ruim do “Zorra Total”, só que alongado para uma hora e meia. Claro que há pequenos detalhes que dão uma certa aura de atratividade: a fotografia competente de Eduardo Escorel, a música de Edu Lobo (ainda que essa última pareça muito mais alguma sobra de estúdio). Mas, no final das contas, é muito pouco para tirar “Não Se Preocupe, Nada Vai Dar Certo!” da mesmice.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-8795227068277159532?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/8795227068277159532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=8795227068277159532' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8795227068277159532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8795227068277159532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/08/nao-se-preocupe-nada-vai-dar-certo-de.html' title='Não Se Preocupe, Nada Vai Dar Certo!, de Hugo Carvana *'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Y_U5VSvqeDw/TlPuNnZxG6I/AAAAAAAAB3E/FAc4QzmJrpw/s72-c/n%25C3%25A3o%2Bse%2Bpreocupe.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-6632740519243434510</id><published>2011-08-22T15:14:00.002-03:00</published><updated>2011-08-22T15:16:48.687-03:00</updated><title type='text'>Capitão América: O Primeiro Vingador, de Joe Johnston ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8-hUHz2LACw/TlKc9NY76rI/AAAAAAAAB28/YtPb9277XSE/s1600/capitao-america-poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643745858428857010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 215px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-8-hUHz2LACw/TlKc9NY76rI/AAAAAAAAB28/YtPb9277XSE/s320/capitao-america-poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta recente versão cinematográfica das aventuras do Capitão América é praticamente uma resposta aos equívocos que marcaram a produção de “Thor” (2011). Para começar, há um esmero notável na concepção da ação em “Capitão América: O Primeiro Vingador” (2011). A encenação é clara e dinâmica, aproveitando com sensibilidade as influências das HQs sem apelar para aquelas pavorosas seqüências em câmera lenta quase estática (na linha “300” ou “Watchmen”) ou para efeitos especiais estilo borrão. O diretor Joe Johnston revela preferência por um estilo de filmar clássico, com a narrativa sendo marcada por influências retrô, principalmente pela fotografia e direção de arte de tons fortemente estilizados. Tais opções formais mostram uma sintonia admirável da produção com o espírito dos quadrinhos dos quais se original. Ainda quanto a essa questão da relação com os comics, em termos temáticos o filme consegue captar com considerável fidelidade a essência das melhores aventuras do Capitão América. O roteiro até simplifica alguns detalhes interessante da cronologia original do herói, mas mesmo assim são mudanças que se revelam funcionais para a trama. A caracterização do elenco também é acertada, fazendo com que os personagens tenham um caráter icônico muito interessante (afinal, profundidade dramática não é prioridade no gênero dos super-heróis – com exceção de alguns exemplos de destaque, como a recente encarnação do Magneto em “X-Men: Primeira Classe”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No cômputo geral, “Capitão América: O Primeiro Vingador” é uma experiência tão bem sucedida que faz crescer expectativa pelo filme dos “Vingadores”, ainda em produção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-6632740519243434510?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/6632740519243434510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=6632740519243434510' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6632740519243434510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6632740519243434510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/08/capitao-america-o-primeiro-vingador-de.html' title='Capitão América: O Primeiro Vingador, de Joe Johnston ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-8-hUHz2LACw/TlKc9NY76rI/AAAAAAAAB28/YtPb9277XSE/s72-c/capitao-america-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-2801081958297088810</id><published>2011-08-19T15:39:00.001-03:00</published><updated>2011-08-19T15:40:53.082-03:00</updated><title type='text'>Melancolia, de Lars Von Trier ****</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MtSn4G7Tj-M/Tk6uJw-YhfI/AAAAAAAAB20/craS6KwFSfU/s1600/melancolia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642638865930421746" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 294px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-MtSn4G7Tj-M/Tk6uJw-YhfI/AAAAAAAAB20/craS6KwFSfU/s320/melancolia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As primeiras imagens de “Melancolia” (2011) evocam bastante em termos estéticos a própria abertura de “O Anticristo” (2009), o filme anterior de Lars Von Trier – uma estranha conjunção de câmera lenta extrema com música clássica, gerando uma sensação sensorial que oscila entre o belo e o perturbador. Na obra mais recente, tal recurso tem o fim de servir como uma espécie de resumo do que está por vir, com o cineasta parecendo dizer para o público abandonar as esperanças, pois não haverá chance de redenção para os personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após tal prólogo, Lars Von Trier divide “Melancolia” em dois momentos distintos, mas que se relacionam de forma intrínseca. Na primeira metade, o filme envereda por um lado intimista, focalizando de forma crua a cerimônia e a festa de um casamento onde tudo entra em colapso pela manifestação do comportamento errático da noiva, Justine (Kirsten Dunst). Nesta narrativa, o diretor faz lembrar muito do cinema que praticava na época do Dogma 95 – fotografia entre o caseiro e o documental, iluminação beirando natural, cortes bruscos, elenco com atuações resvalando para o naturalismo. Essa encenação bruta e sem concessões acaba tendo um resultado sensorial devastador, estando em sintonia precisa com a temática contundente, em que o aspecto depressivo da personalidade de Justine vai ao encontro de uma ideologia fortemente misantrópica, fazendo com que valores da sociedade ocidental (família, trabalho, poder) sejam sistematicamente pisoteados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o viés formal da primeira parte de “Melancolia” possui uma conotação realista, há momentos na mesma em que se prepara sutilmente para o gênero fantástico que toma conta da metade final da produção. Nesta última, Von Trier nos jogas para os últimos momentos do planeta Terra, preste a ser devastado pela colisão com o planeta Melancolia. É como se os sentimentos interiorizados de Justine derivados de sua depressão atingissem uma proporção de um verdadeiro cataclismo. A visão de apocalipse pela lente do diretor dinamarquês não tem nada de serena ou de enobrecimento – só sobra desespero e amarga resignação. A encenação do fim do mundo por parte de Von Trier dispensa a previsível preocupação com nuances detalhistas típicas de obras como “Impacto Profundo” (1998) ou “O Dia Depois do Amanhã” (2004). A destruição da Terra ganha a dimensão de um pesadelo vivo, que sufoca o espectador num redemoinho de imagens e sons exasperantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que “Melancolia” traz dentro de si um jogo de simbologias que traz algo de óbvio e caricatural, principalmente se levarmos em conta que o próprio Lars Von Trier vem padecendo de depressão (ou seria um golpe de marketing?). Às vezes isso até se manifesta em situações e personagens maniqueístas e estereotipados. É inegável, entretanto, que tais concepções também geram um todo coerente e impactante, marca inexorável da cinematografia cada vez mais autoral e particular de Von Trier.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-2801081958297088810?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/2801081958297088810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=2801081958297088810' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2801081958297088810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2801081958297088810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/08/melancolia-de-lars-von-trier.html' title='Melancolia, de Lars Von Trier ****'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-MtSn4G7Tj-M/Tk6uJw-YhfI/AAAAAAAAB20/craS6KwFSfU/s72-c/melancolia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-8682472911544723594</id><published>2011-08-18T16:01:00.002-03:00</published><updated>2011-08-18T16:10:29.231-03:00</updated><title type='text'>Quero Matar Meu Chefe, de Seth Gordon ***</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-eSAJfw_ORY0/Tk1idUI_nZI/AAAAAAAAB2s/_hKqXrJk-CI/s1600/quero%2Bmatar%2Bmeu%2Bchefe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642274163927260562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 296px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-eSAJfw_ORY0/Tk1idUI_nZI/AAAAAAAAB2s/_hKqXrJk-CI/s320/quero%2Bmatar%2Bmeu%2Bchefe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A referência à “Pacto Sinistro” (1951), obra-prima de Alfred Hitchcock, em “Quero Matar Meu Chefe” (2011) se limita mais ao aproveitamento da premissa básica do que a uma possível reciclagem das atmosferas de suspense típicas do mestre do suspense. Na produção de Seth Gordon, a ênfase é muito mais no lado cômico. A comédia aqui pende para o caricatural, com nuances do roteiro e personagens enveredando fortemente para o exagero, ainda que várias situações da trama tenham uma conotação algo corriqueira e cotidiana. Nesse sentido, o filme explora um lado fundamental do gênero cômico: a capacidade de explorar os instintos básicos do espectador – afinal, quem nunca teve vontade de matar o chefe? Predomina, assim, o nonsense e o histrionismo de boa parte do elenco. Os melhores momentos de “Quero Matar Meu Chefe” residem justamente nas sequências em que o tom cartunesco da narrativa entra em choque com uma abordagem mais naturalista, principalmente quando entra em cena Jason Bateman, cujo estilo de interpretação mais sutil rende algumas das cenas mais hilárias do filme.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-8682472911544723594?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/8682472911544723594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=8682472911544723594' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8682472911544723594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8682472911544723594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/08/quero-matar-meu-chefe-de-seth-gordon.html' title='Quero Matar Meu Chefe, de Seth Gordon ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-eSAJfw_ORY0/Tk1idUI_nZI/AAAAAAAAB2s/_hKqXrJk-CI/s72-c/quero%2Bmatar%2Bmeu%2Bchefe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-1457679194167479379</id><published>2011-08-17T14:52:00.001-03:00</published><updated>2011-08-17T14:53:49.176-03:00</updated><title type='text'>Assalto ao Banco Central, de Marcos Paulo *</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1vW-J78vfEk/TkwAGYS3QmI/AAAAAAAAB2k/84cJwjNUbxc/s1600/assalto-ao-banco-central-poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641884542789173858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 269px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-1vW-J78vfEk/TkwAGYS3QmI/AAAAAAAAB2k/84cJwjNUbxc/s320/assalto-ao-banco-central-poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O sucesso das duas partes de “Tropa de Elite” pode levantar a pergunta sobre o por quê não se faz mais filmes no gênero policial no Brasil. Assistindo a “Assalto ao Banco Central” (2011) acaba-se entendo um pouco sobre tais motivos. O diretor Marco Paulo parece ter assistido a várias produções na linha, utilizando boa parte da estética e dos clichês inerentes. O resultado, entretanto, é pífio como narrativa. A encenação é artificial e travada demais, nem ao menos uma simples briga corporal entre dois personagens consegue parecer convincente. A herança televisiva do cineasta acaba o traindo em um trabalho de edição e fotografia que pouco aproveita as possibilidades criativas da tela grande. O que poderia soar ousado, a alternância dos tempos narrativos, revela-se um truque estéril, pois pouco acrescenta no sentido de oferecer tensão para a trama. Para piorar ainda, o roteiro é desastroso no sentido de caracterização de personagens e situações – tudo parece excessivamente superficial e mal delineado, beirando o caricatural. Coroando o desastre, o elenco no geral tem atuações pouco expressivas, com a maioria dos atores estando no piloto automático (Lima Duarte, por exemplo, faz um policial que mais parece um Sinhozinho Malta com distintivo), com exceção de Milhem Cortaz e Eriberto Leão, que conseguem transmitir alguma fluência em suas interpretações.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-1457679194167479379?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/1457679194167479379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=1457679194167479379' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1457679194167479379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1457679194167479379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/08/assalto-ao-banco-central-de-marcos.html' title='Assalto ao Banco Central, de Marcos Paulo *'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1vW-J78vfEk/TkwAGYS3QmI/AAAAAAAAB2k/84cJwjNUbxc/s72-c/assalto-ao-banco-central-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-9058035010765518618</id><published>2011-08-16T14:35:00.001-03:00</published><updated>2011-08-16T14:37:11.124-03:00</updated><title type='text'>O Casamento do Meu Ex, de Galt Niederhoffer ***</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Lac1sq4jlAs/TkqquLaNx1I/AAAAAAAAB2c/x-VZTw3TqLU/s1600/o%2Bcasamento.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641509193548416850" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 296px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-Lac1sq4jlAs/TkqquLaNx1I/AAAAAAAAB2c/x-VZTw3TqLU/s320/o%2Bcasamento.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este é o tipo de caso que poderia motivar algum tipo de reclamação junto ao PROCON. Afinal, tanto o infeliz título brasileiro quanto o cartaz podem fazer com que “O Casamento do Meu Ex” (2010) seja confundido com uma produção no gênero comédia romântica “água com açúcar”, com direito a muitas cenas melosas e final feliz garantido, quando na realidade o filme envereda por caminhos bem diversos. Por mais que o foco da trama possa se concentrar em relações amorosas, a obra em questão é bem mais abrangente na sua temática, mostrando jovens adultos ainda confusos e insatisfeitos com o rumo que suas vidas estão tomando. Nesse sentido, o título original (The Romantics), é mais ilustrativo do espírito da coisa. A abordagem da diretora Galt Niederhoffer sobre os temas do filme é acertada ao combinar uma dramaticidade algo bruta com toques de humor amargo, o que rende alguns momentos antológicos, principalmente na sequência da festa pré-nupcial, com direito a brindes constrangedores. Em termos formais, Niederhoffer consegue surpreender dentro da surrada estética que emula um estilo de filmar entre o documental e o vídeo familiar, em que a fotografia esmaecida e granulada dá uma sensação de atemporalidade para a produção. Esse tom crepuscular no visual de “O Casamento do Meu Ex” acaba revelando uma interessante sintonia com a atmosfera melancólica e desiludida que emana da história.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-9058035010765518618?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/9058035010765518618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=9058035010765518618' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/9058035010765518618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/9058035010765518618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/08/o-casamento-do-meu-ex-de-galt.html' title='O Casamento do Meu Ex, de Galt Niederhoffer ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Lac1sq4jlAs/TkqquLaNx1I/AAAAAAAAB2c/x-VZTw3TqLU/s72-c/o%2Bcasamento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-6950988043555277293</id><published>2011-08-15T14:50:00.002-03:00</published><updated>2011-08-15T14:53:27.411-03:00</updated><title type='text'>Singularidades de Uma Rapariga Loira, de Manoel de Oliveira ***</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IGh9G_PNugc/TkldApgaOlI/AAAAAAAAB2U/IJS9I7Jh4n4/s1600/singularidades%2Bde%2Buma%2Brapariga.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641142273981430354" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 291px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-IGh9G_PNugc/TkldApgaOlI/AAAAAAAAB2U/IJS9I7Jh4n4/s320/singularidades%2Bde%2Buma%2Brapariga.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O interesse pelos filmes recentes de Manoel de Oliveira não se atribui apenas à curiosidade pelo fato do diretor já ser centenário. “Singularidades de Uma Rapariga Loira” (2009) é prova evidente disso, mostrando o cineasta buscando uma linguagem muito particular, em que cinema e literatura se casam de forma insólita. Partindo de um conto de Eça de Queiroz, Oliveira acaba construindo um universo próprio, tão inusual que estabelece uma estranha atmosfera de atemporalidade. Se a contextualização da história se dá na atualidade, por outro lado a encenação revela um quê anti-naturalista, algo entre o teatral e o cinematográfico, com os costumes dos personagens evocando a moral da sociedade do século XIX (talvez na visão do cineasta as coisas não tenham mudado tanto assim). Fotografia e edição entram em conexão com a pintura – o filme dá a impressão, em alguns momentos, de uma pintura que adquire movimentos com sutileza. O fascinante é que no meio dessa conjunção de elementos diversos, com direito ainda a poesia de Fernando Pessoa e música clássica, percebe-se que o espírito de ironia ácida típico da prosa de Eça de Queiroz se preserva e também se expande dentro da concepção estética de Oliveira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-6950988043555277293?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/6950988043555277293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=6950988043555277293' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6950988043555277293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6950988043555277293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/08/singularidades-de-uma-rapariga-loira-de.html' title='Singularidades de Uma Rapariga Loira, de Manoel de Oliveira ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-IGh9G_PNugc/TkldApgaOlI/AAAAAAAAB2U/IJS9I7Jh4n4/s72-c/singularidades%2Bde%2Buma%2Brapariga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-5623290815672383500</id><published>2011-08-12T14:57:00.002-03:00</published><updated>2011-08-12T14:59:31.746-03:00</updated><title type='text'>Transformers 3 - O Lado Oculto da Lua, de Michael Bay **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-JO5rzc92LTs/TkVp90DflHI/AAAAAAAAB2E/X0Q55bAziMc/s1600/transformers-poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640030619017647218" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-JO5rzc92LTs/TkVp90DflHI/AAAAAAAAB2E/X0Q55bAziMc/s320/transformers-poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de qualquer coisa, cabe ressaltar um aspecto positivo em “Transformers 3 – O Lado Oculto da Lua” (2011): a qualidade dos efeitos, em que o extremo detalhismo digital faz com que as transformações dos robôs, por exemplo, tragam uma clareza visual muito mais avançada que os filmes anteriores da série. Tirando essa louvação, entretanto, este terceiro capítulo da saga é o pior filme disparado da franquia. O diretor Michael Bay centralizou muito a narrativa em torno dos dramas amorosos e de consciência do protagonista Sam (Shia LeBeouf), o que tornou o desenvolvimento da trama muito truncado, afinal as seqüências com os robôs não são tão freqüentes quanto nas produções anteriores e se interam de forma forçada com lado “humano” do filme. Além disso, a condução da direção de Bay é mecânica em demasia, tirando muito da tensão do filme. Tudo obedece a um certo padrão temático e formal que parece apenas emular as obras iniciais da série. Em certos momentos, parece que estamos até assistindo a um grande comercial de TV, tanto na caracterização caricata do interesse romântico de Shia (não à toa, Megan Fox já havia dito que tinha a impressão de Bay nunca tinha tido uma namorada tamanha a forma artificial que costuma retratar mulheres na sua filmografia) quanto nas bregas filmagens de caras durões caminhando em câmera lenta (Sam Peckinpah deve rolar na tumba com o desvirtuamento de um dos seus recursos estéticos mais marcante). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-5623290815672383500?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/5623290815672383500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=5623290815672383500' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5623290815672383500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5623290815672383500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/08/transformers-3-o-lado-oculto-da-lua-de.html' title='Transformers 3 - O Lado Oculto da Lua, de Michael Bay **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-JO5rzc92LTs/TkVp90DflHI/AAAAAAAAB2E/X0Q55bAziMc/s72-c/transformers-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-1117267453699557759</id><published>2011-08-11T15:34:00.002-03:00</published><updated>2011-08-11T15:35:17.770-03:00</updated><title type='text'>Estranhos Normais, de Gabriele Salvatore **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-m2n1Z-5rLV8/TkQg2ljvzXI/AAAAAAAAB18/Vrdy9p3CWz8/s1600/estranhos-normais-poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639668755541773682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-m2n1Z-5rLV8/TkQg2ljvzXI/AAAAAAAAB18/Vrdy9p3CWz8/s320/estranhos-normais-poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A proposta narrativa de “Estranhos Normais” (2010) é promissora. Usando recursos de metalinguagem, o diretor Gabriele Salvatore estabelece uma trama que se divide em duas, mas sempre tendo como denominador comum o escritor/roteirista Vincenzo (Fabrizio Bentivoglio). Numa delas, o protagonista se encontra em dilemas criativos, em busca de inspiração para um roteiro. Em outra, trata-se da trama criada por ele, onde o mesmo também é personagem. Ao longo do filme, tais planos narrativos se alternam, e elementos da realidade e da obra literária se intercomunicam até chegar a um ponto de impasse. As fronteiras entre tais planos parecem se romper, com os personagens exigindo do escritor uma conclusão satisfatória. O que pareceria um conflito inquietante sobre a relação do artista com a arte que produz acaba se frustrando quando Salvatore recorre a soluções fáceis, tanto no roteiro do escritor quanto na vida concreta do mesmo. Não há maiores espaços para a dúvida, com o diretor se preocupando em amarrar todas as pontas da história. Esse direcionamento convencional e pueril descaracteriza boa parte das concepções estéticas que pontuam ocasionalmente esta produção italiana. No final das contas, não é um filme ruim – só o elenco já seguraria o interesse de “Estranhos Normais” (com destaque para o charme maduro da bela Marguerita Buy). O problema é a impressão de que algo mais ousado ficou pelo caminho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-1117267453699557759?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/1117267453699557759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=1117267453699557759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1117267453699557759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1117267453699557759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/08/estranhos-normais-de-gabriele-salvatore.html' title='Estranhos Normais, de Gabriele Salvatore **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-m2n1Z-5rLV8/TkQg2ljvzXI/AAAAAAAAB18/Vrdy9p3CWz8/s72-c/estranhos-normais-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-5662694804911747477</id><published>2011-08-09T14:59:00.001-03:00</published><updated>2011-08-09T15:01:53.328-03:00</updated><title type='text'>Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte 2, de David Yates **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KjttxyF852Y/TkF2BQuepII/AAAAAAAAB10/otqxuM3MuMs/s1600/haarry%2Bpotter.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638917972486431874" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 296px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-KjttxyF852Y/TkF2BQuepII/AAAAAAAAB10/otqxuM3MuMs/s320/haarry%2Bpotter.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na comparação, a segunda parte de “Harry Potter e a As Relíquias da Morte” (2011), e conclusão definitiva da franquia, sai em vantagem em relação à primeira no sentido que a narrativa é bem menos truncada, sem aquela constante impressão de que tudo é preparativo de algo que parece que nunca vai acontecer tamanha a imobilidade da trama da produção de 2010. No filme mais recente, há bem mais ação (até porque a série tinha que terminar de alguma maneira), com algumas seqüências até se destacando por um certo impacto visual, principalmente naquela que traz o duelo final entre Potter (Daniel Radcliffe) e Lorde Voldmort (Ralph Fienes). De se destacar ainda que os efeitos especiais digitais estão bem acima da média do vem sendo feito no gênero. Por outro lado, há um excesso de momentos em que a encenação soa rígida e infantilizada demais, com detalhes do roteiro que ora resvalam para o simplório ora para o superficial, além de uma disposição de atores que beira o estático. Ainda em termos de texto, esse desfecho de saga apresenta soluções fáceis e apressadas – as reviravoltas obedecem a um padrão pouco imaginativo, como se o importante fosse apenas cumprir tabela: o bem vence o mal e todos arranjam os seus respectivos pares amorosos. É provável, entretanto, que nesse ponto não dê para culpar tantos os roteiristas da série. Eles apenas repetiram as linhas básicas do livro. E talvez justamente aí resida a decadência artística de “Harry Potter” em seus últimos episódios. Se nos quatro filmes iniciais havia espaço para maiores ousadias formais e temáticas, nas produções restantes se percebe uma preocupação maior em corresponder às expectativas dos fãs e reproduzir justamente aquilo que eles esperavam. Com uma franquia milionária como essa, não dá para brincar....&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-5662694804911747477?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/5662694804911747477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=5662694804911747477' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5662694804911747477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5662694804911747477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/08/harry-potter-e-as-reliquias-da-morte.html' title='Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte 2, de David Yates **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-KjttxyF852Y/TkF2BQuepII/AAAAAAAAB10/otqxuM3MuMs/s72-c/haarry%2Bpotter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-7761734427927431288</id><published>2011-08-08T18:44:00.002-03:00</published><updated>2011-08-08T18:46:56.298-03:00</updated><title type='text'>A Casa, de Gustavo Hernandez ***</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-YBvs93ztZwk/TkBZOqKyRjI/AAAAAAAAB1s/87mX4fDH8rc/s1600/a%2Bcasa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638604841840428594" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 224px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-YBvs93ztZwk/TkBZOqKyRjI/AAAAAAAAB1s/87mX4fDH8rc/s320/a%2Bcasa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Reduzir “A Casa” (2011) a mero filhote de uma escola de cinema de horror derivado de “A Bruxa de Blair” (1999) seria um tanto impreciso. A referida produção uruguaia navega em águas mais particulares, a começar que utiliza o complicado recurso de filmagem em um take só, sem cortes aparentes. Tal recurso não se vale apenas como um recurso estético, mas também para acentuar um ritmo vertiginoso para a narrativa. Afinal, o tom realista e bucólico do início da trama se converte em questão de minutos em um suspense que oscila entre o real e o sobrenatural, jogando os personagens em um redemoinho de loucura e violência. É de se ressaltar ainda que o diretor Gustavo Hernandez consegue manter um certo cuidado formal na concepção visual do filme, por mais que a câmera trema em algumas seqüências, revelando também um bem elaborado jogo de claro e escuro no filme. “A Casa” também chega a evocar alguns detalhes estéticos que remetem ao movimento Dogma 95, tanto pela utilização da luz quanto a forma com que o som e a música se inserem nas cenas, dando uma sensação de estranhamento ao filme, o que numa obra de terror sempre é bem vindo. A criatividade de Hernandez também se manifesta nos créditos finais, quando uma série de fotos é mostrada e que dá uma ideia das motivações dos personagens. No conjunto geral, todos esses truques narrativos de “A Casa” se mostram eficientes para gerar aquilo que uma obra como essa se propõe: sustos e tensão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-7761734427927431288?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/7761734427927431288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=7761734427927431288' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/7761734427927431288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/7761734427927431288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/08/casa-de-gustavo-hernandez.html' title='A Casa, de Gustavo Hernandez ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-YBvs93ztZwk/TkBZOqKyRjI/AAAAAAAAB1s/87mX4fDH8rc/s72-c/a%2Bcasa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-6795486571823956607</id><published>2011-08-05T18:30:00.002-03:00</published><updated>2011-08-05T18:32:30.747-03:00</updated><title type='text'>Gainsbourg - O Homem Que Amava as Mulheres, de Joann Sfar ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lKj2sJdgheI/TjxhZ2hvZ8I/AAAAAAAAB1k/BEtYKtWW8n8/s1600/gainsbourg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5637487930322675650" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-lKj2sJdgheI/TjxhZ2hvZ8I/AAAAAAAAB1k/BEtYKtWW8n8/s320/gainsbourg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cineasta e quadrinista Joann Sfar utiliza em “Gainsbourg – O Homem Que Amava as Mulheres” (2010) uma abordagem de cinebiografia bastante semelhante àquela adotada por Martin Scorsese em “O Aviador” (2004): o que interessa não são exatamente os fatos reais da vida da figura focada, mas aquilo que está no nosso imaginário sobre o biografado. Assim, o que se assiste na tela sobre o genial cantor e compositor francês é um delírio estético, que procura relacionar a essência de suas canções com a trajetória pessoal de Serge Gainsbourg, como se tais elementos formassem um conjunto intrínseco. Por mais irreal que tal opção narrativa possa soar irreal, é inegável que a mesma também joga o espectador no meio daquilo que representa o primordial na obra de Gainsbourg – uma mescla sedutora de canção romântica, rock e pop animadinhos, letras sacanas e tudo mais o que der na veneta do autor (com direito até a versão reggae de “A Marselhesa”). A herança dos quadrinhos de Sfar cai como uma luva dentro de tais concepções estilizadas, não se limitando à hilária sequência de animação que ilustra os créditos de abertura, fazendo com que toques de cinema fantástico permeiem a trama. Assim, as criaturas grotescas que se manifestam como expressões distorcidas do ego de Gainsbourg adquirem um tom de naturalidade desconcertante, estando em perfeita coerência espiritual com o próprio processo criativo do cancioneiro “gansbourgiano”. No final das contas, talvez o grande mérito de Sfar está em privilegiar aquilo que efetivamente notabilizou Gainsbourg como um dos grandes artistas do século XX (apesar do apelativo título brasileiro para o filme): sua música.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-6795486571823956607?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/6795486571823956607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=6795486571823956607' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6795486571823956607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6795486571823956607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/08/gainsbourg-o-homem-que-amava-as.html' title='Gainsbourg - O Homem Que Amava as Mulheres, de Joann Sfar ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-lKj2sJdgheI/TjxhZ2hvZ8I/AAAAAAAAB1k/BEtYKtWW8n8/s72-c/gainsbourg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-5894453608124565729</id><published>2011-08-04T18:10:00.001-03:00</published><updated>2011-08-04T18:11:56.525-03:00</updated><title type='text'>Filhos de João - O Admirável Mundo Novo Baiano, de Henrique Dantas ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-G9xyu1JLPsY/TjsLEo0KgAI/AAAAAAAAB1c/LWhGZlrJc00/s1600/filhos%2Bde%2Bjo%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5637111532887900162" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-G9xyu1JLPsY/TjsLEo0KgAI/AAAAAAAAB1c/LWhGZlrJc00/s320/filhos%2Bde%2Bjo%25C3%25A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim como em “Daquele Instante em Diante” (2011), seria fácil confundir o meu apreço por “Filhos de João – O Admirável Mundo Novo Baiano” (2009) com o fato de eu gostar muito dos Novos Baianos. Aquela coisa – “ah, estão falando sobre os caras? Putz, já estou gostando do filme”. Assim como no mencionado documentário sobre Itamar Assumpção, todavia, os méritos da cinebiografia do grupo de Moraes Moreira, Pepeu Gomes e companhia vêm também de suas qualidades cinematográficas. O diretor Henrique Dantas, dentro do clássico formato de combinar imagens de arquivo com depoimentos mais recentes, acerta ao adotar uma abordagem que beira o lúdico, o que acaba se revelando em perfeita sintonia com a própria música festiva dos homenageados. Não à toa, em vários momentos do filme se evoca a figura de crianças, tanto em registros visuais quanto no canto infantil de sucessos como “Preta, Pretinha”. O cineasta consegue ainda traçar uma genealogia da própria trajetória da música brasileira ao tentar explicar a alquimia sonora dos Novos Baianos. Para isso, além de se valer das próprias descrições dos músicos do grupo e de admiradores entusiasmados, Dantas conta com as falas delirantes (e ainda sim tremendamente lúcidas!) de Tom Zé, que na realidade é um dos principais fios condutores da narrativa. O outro elemento que “esclarece” a loucura nova baiana não deu entrevista alguma, mas sua serena sombra paira por toda a produção – simplesmente um tal de João Gilberto... Todos mencionam o genial cantor e violonista como a influência decisiva não só na formatação da música da banda, como naquilo que melhor e mais relevante se fez no nosso cancioneiro nos últimos, pelos menos, 50 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o título do documentário não deixa de ser uma profissão de fé assim como uma bela esculachada ao medíocre “Os Filhos de Francisco” (2005). Se neste último a música é vista apenas como uma forma arrivista de ascensão social e econômica, em “Filhos de João” tal arte é encarada como manifestação prazerosa e visceral, uma busca de expressar uma sensação, um sentimento indefinido. Alguns depoimentos emocionados no filme ao se descrever a música e o modo de vida dos Novos Baianos, além é claro de fenomenais números musicais, sublinham esse papel de transcendência da canção brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-5894453608124565729?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/5894453608124565729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=5894453608124565729' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5894453608124565729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5894453608124565729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/08/filhos-de-joao-o-admiravel-mundo-novo.html' title='Filhos de João - O Admirável Mundo Novo Baiano, de Henrique Dantas ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-G9xyu1JLPsY/TjsLEo0KgAI/AAAAAAAAB1c/LWhGZlrJc00/s72-c/filhos%2Bde%2Bjo%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-8351979076928878955</id><published>2011-08-03T18:13:00.001-03:00</published><updated>2011-08-03T18:14:56.723-03:00</updated><title type='text'>Daquele Instante em Diante, de Rogério Velloso ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dyEzZKJe_oE/Tjm6SQXJsKI/AAAAAAAAB1U/kyvQli3UFZc/s1600/Daquele-Instante-em-Diante-poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636741231423369378" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-dyEzZKJe_oE/Tjm6SQXJsKI/AAAAAAAAB1U/kyvQli3UFZc/s320/Daquele-Instante-em-Diante-poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar de gostar muito da música de Itamar Assumpção (1949-2003), atribuir apenas à sua arte as qualidades de “Daquele Instante em Diante” (2011), documentário que foca a sua trajetória, seria impreciso. O grande mérito do diretor Rogério Velloso é conseguir ressaltar os aspectos mais fascinantes da vida do músico sem obscurecer o maior motivo pelo qual é conhecido e admirado: suas canções, discos, shows. E neste aspecto artístico o filme é bastante generoso, captando apresentações do cantor em várias fases de sua carreira, desde o seu surgimento no underground paulistano no início da década de 80 até os derradeiros registros ao vivo, quando ele já estava bem debilitado pelo câncer que o matou. No meio disso tudo, momentos antológicos como a sua desconcertante participação em um festival da Globo, além de depoimentos que muito esclarecem da sua visão cultural. A interação que se realiza da descrição de sua rotina doméstica e pessoal com o seu processo de composição, gravação e performance ao vivo mostra como tais pólos de sua vida estavam intrinsecamente ligados. Velloso consegue ainda evidenciar como o notório fato de Assumpção ser considerado um artista difícil na forma com que lidava com a sua arte na verdade revelava uma coerência conceitual e também uma forma de preservar intacta a integridade de sua obra. No mais, “Daquele Instante em Diante” serve também como uma expressiva radiografia de um lado mais obscuro, mas nem por isso menos interessante, da música brasileira, dando imagem e voz de uma geração de artistas (Arrigo Barnabé, Grupo Rumo, Vânia Bastos, entre outros) que não se acomodou diante dos cânones comerciais e da falta de exposição na mídia para gravar a ferro e fogo as suas particulares concepções cancioneiras.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-8351979076928878955?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/8351979076928878955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=8351979076928878955' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8351979076928878955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8351979076928878955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/08/daquele-instante-em-diante-de-rogerio.html' title='Daquele Instante em Diante, de Rogério Velloso ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-dyEzZKJe_oE/Tjm6SQXJsKI/AAAAAAAAB1U/kyvQli3UFZc/s72-c/Daquele-Instante-em-Diante-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-2824654075487983588</id><published>2011-08-02T15:11:00.002-03:00</published><updated>2011-08-02T15:12:17.805-03:00</updated><title type='text'>Stake Land, de Jim Mickle ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6Fy9BrpR3KU/Tjg99jkf7ZI/AAAAAAAAB1M/IN79q-O3HMw/s1600/stake%2Bland.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636323061383818642" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 217px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-6Fy9BrpR3KU/Tjg99jkf7ZI/AAAAAAAAB1M/IN79q-O3HMw/s320/stake%2Bland.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pode-se dizer que “Stake Land” (2010) é uma verdadeira colcha de retalhos de referências: ficção científica apocalíptica estilo “Mad Max”, vampirismo, crítica social/política metafórica no estilo George Romero em “A Noite dos Mortos-Vivos” (1968) ou “Madrugada dos Mortos” (1978). O diretor Jim Mickle tem o mérito de combinar com habilidade tais elementos aliado a um afiado senso de ação cinematográfica. Sua encenação não recorre a clichês contemporâneos como câmeras tremendo e cortes excessivos na edição – a narrativa é clássica nos seus enquadramentos e montagem. O apuro formal de Mickle se evidencia no extraordinário plano-sequência do “bombardeio” de vampiros em um acampamento. De se destacar ainda que o roteiro de “Stake Land” apresenta um notável refinamento na crítica ácida que faz de grupos religiosos que utilizam o fanatismo místico como forma de ascensão ao poder político (e também para manutenção do mesmo), o que mostra que a produção em questão está em sintonia com o atual e conturbado momento da política interna dos Estados Unidos. Além disso, a caracterização dos personagens é muito bem delineada, configurando tipos bem carismáticos, com destaque para Mister (Nick Damici), um anti-herói fodão como há muito não se via.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que a sua trama caia em alguns exageros destoantes no seu terço final, “Stake Land” se revela como um produto bem acima da média do que vem sendo feito no gênero recentemente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-2824654075487983588?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/2824654075487983588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=2824654075487983588' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2824654075487983588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2824654075487983588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/08/stake-land-de-jim-mickle-12.html' title='Stake Land, de Jim Mickle ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-6Fy9BrpR3KU/Tjg99jkf7ZI/AAAAAAAAB1M/IN79q-O3HMw/s72-c/stake%2Bland.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-4525987415522309992</id><published>2011-08-01T14:39:00.000-03:00</published><updated>2011-08-01T14:45:37.938-03:00</updated><title type='text'>Cilada.com, de José Alvarenga Jr. *1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-fVgdqE9v9yk/TjbmMjiBuGI/AAAAAAAAB1E/DIOtR_eDRyI/s1600/cilada_com_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635945087071533154" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 210px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-fVgdqE9v9yk/TjbmMjiBuGI/AAAAAAAAB1E/DIOtR_eDRyI/s320/cilada_com_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O problema de “Cilada.com” (2011) não é tanto a sua estética televisiva. “Os Normais 2” (2009), por exemplo, também trazia um formato semelhante, mas acabava se sobressaindo por enfiar o pé na jaca no roteiro, trazendo uma dose muito maior de sexo, palavrões e escatologia do que um episódio normal da série na telinha. No filme baseado no programa de Bruno Mazzeo, entretanto, ocorre justamente o contrário. Se no programa da TV nós temos uma abordagem crítica e cínica das mediocridades do cotidiano social e amoroso de um adulto de classe média, na obra cinematográfica, que em tese teria mais liberdade para extrapolar na ironia e no politicamente incorreto, nós temos uma insossa comediazinha romântica, com direito a final feliz e declarações de amor, em que os toques humorísticos acabam sendo quase acidentais. Ou seja, descaracteriza bastante o original televisivo naquilo que ele tem de mais relevante e interessante.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-4525987415522309992?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/4525987415522309992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=4525987415522309992' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/4525987415522309992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/4525987415522309992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/08/ciladacom-de-jose-alvarenga-jr-12.html' title='Cilada.com, de José Alvarenga Jr. *1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-fVgdqE9v9yk/TjbmMjiBuGI/AAAAAAAAB1E/DIOtR_eDRyI/s72-c/cilada_com_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-8423776492279038762</id><published>2011-07-29T14:54:00.002-03:00</published><updated>2011-07-29T14:55:26.027-03:00</updated><title type='text'>Minha Terra, África, de Claire Denis ****</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-foKDrOsGay0/TjL0BhZWNWI/AAAAAAAAB08/Hwvzf8f1rU8/s1600/minha%2Bterra.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634834390775641442" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 272px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-foKDrOsGay0/TjL0BhZWNWI/AAAAAAAAB08/Hwvzf8f1rU8/s320/minha%2Bterra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em termos temáticos e filosóficos, “Minha Terra, África” (2009) parece emular alguns conceitos já trabalhados em filmes como “Apocalypse Now” (1979): o temor e a inabilidade do homem branco ocidental em lidar com o desconhecido e misterioso representado pelos povos ditos “selvagens” e pelos lugares que lhes são estranhos. No filme de Claire Denis, há a dissolução de velhos preceitos típicos dos que são “desenvolvidos” – a obsessão da francesa Maria Vial (Isabelle Huppert) em fazer a colheita de café da sua fazenda em pleno coração da África e no meio de uma sangrenta guerra civil poderia parecer heróica, mas na realidade apenas reflete a alienação, a insensibilidade emocional e a preocupação com a manutenção de um status econômico por parte da protagonista. A narrativa, que alterna sutilmente passado e presente, estabelece um lento e inexorável processo de destruição dos desejos da personagem, assim como relaciona de forma intrínseca os lados social e intimista da trama, como se quisesse jogar na cara de Maria a impossibilidade de seu alheamento da realidade que a cerca – o que acaba se consumando na tragédia familiar que encerra o filme. No mais, Denis estabelece um estilo de filmar que oscila entre o seco e o poético, como se contaminada por uma certa sensação de lassidão melancólica que provém de um país que se despedaça aos poucos, sentimento esse que a música etérea e sombria dos Tindersticks, habituais colaboradores da cineasta, sublinha em sintonia marcante.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-8423776492279038762?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/8423776492279038762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=8423776492279038762' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8423776492279038762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/8423776492279038762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/07/minha-terra-africa-de-claire-denis.html' title='Minha Terra, África, de Claire Denis ****'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-foKDrOsGay0/TjL0BhZWNWI/AAAAAAAAB08/Hwvzf8f1rU8/s72-c/minha%2Bterra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-5277513534997259436</id><published>2011-07-28T14:48:00.002-03:00</published><updated>2011-07-28T14:49:00.872-03:00</updated><title type='text'>Metadona - Uma Maneira Americana de Trafica, de Jim Klein e Julia Reichert ****</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alguns posts atrás eu comentei sobre “Quebrando o Tabu” (2011), produção brasileira que discutia a questão da descriminalização das drogas e que tinha como principal problema o fato de ter uma concepção formal que caía muito para uma espécie de obra institucional sobre o tema. Pois “Metadona – Uma Maneira Americana de Traficar” (1974) tem uma pretensão aparentemente de ser um filme de caráter educativo sobre o tema do vício, mas o seu tratamento estético acaba fazendo com que transcenda tal finalidade. Pode-se discordar da visão dos autores sobre a questão da droga, mas o documentário acaba se grudando no nosso imaginário cinematográfico pela força de algumas de suas cenas. Tematicamente contra o uso oficial pelo governo da droga que o intitula, o filme possui uma formatação bem sistemática – escolhe dois grupos de apoio a usuários de heroína, um que utiliza a metadona no tratamento e outro que adota um método baseado em discussões de grupo, e os foca em dois momentos distintos com diferenças de poucos anos. Na primeira parte, a fotografia é em preto em branco, na segunda a mesma é colorida. Tal concepção nos registros não é gratuita: se nas tomadas mais antigas o preto e branco sombrio acentua um tom de angústia e incerteza para os viciados, nas mais recentes o colorido dá uma perspectiva de esperança para aqueles que conseguiram evoluir no tratamento. Se a dureza das situações focadas e de alguns depoimentos choca pela crueza, há momentos em que emerge de forma repentina uma inesperada dose de lirismo, principalmente quando a narrativa se concentra nas reuniões do segundo grupo, aquele que não usa metadona, em que um dos “remédios” adotados é o canto coletivo de clássicos do soul (afinal, os anos 70 foi um período de excelente safra de músicas no estilo). O conjunto de tais escolhas formais e temáticas dos diretores Jim Klein e Julia Reichert é que dá a “Metadona – Uma Maneira de Traficar” uma aura de clássico no gênero documental, ainda que um tanto obscuro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-5277513534997259436?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/5277513534997259436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=5277513534997259436' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5277513534997259436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/5277513534997259436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/07/metadona-uma-maneira-americana-de.html' title='Metadona - Uma Maneira Americana de Trafica, de Jim Klein e Julia Reichert ****'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-1160335762785098633</id><published>2011-07-27T14:39:00.001-03:00</published><updated>2011-07-27T14:41:21.796-03:00</updated><title type='text'>Presságio, de Lamberto Bava **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CFOD7gUm18k/TjBNuMF7GYI/AAAAAAAAB00/OYfwqkPlW3M/s1600/press%25C3%25A1gio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634088589755881858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 212px; CURSOR: hand; HEIGHT: 296px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-CFOD7gUm18k/TjBNuMF7GYI/AAAAAAAAB00/OYfwqkPlW3M/s320/press%25C3%25A1gio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É claro que Lamberto Bava não tem a mesma classe estética do seu pai, o mestre Mario Bava. Mesmo assim, não dá para negar que ele tem competência razoável no domínio da narrativa cinematográfica. Mesmo não estando entre os pontos altos de sua cinematografia, “Presságio” (2010), produção dirigida originalmente para a televisão, consegue apresentar algumas das boas qualidades do “Bavinha”. A trama envolvendo elementos de policial e sobrenatural não apresenta grandes novidades no estilo, mas o cineasta insere elementos visuais interessantes, principalmente nas imagens oníricas de uma garota com capa de chuva fugindo de uma figura de preto, que parecem evocar cenas do clássico “Inverno de Sangue em Veneza” (1973). Bava também apresenta uma boa mão na direção de atores e composição cênica de algumas seqüências, dando ao filme um certo sabor nostálgico que lembram alguns filmes setentistas italianos no gênero giallo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-1160335762785098633?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/1160335762785098633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=1160335762785098633' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1160335762785098633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/1160335762785098633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/07/pressagio-de-lamberto-bava-12.html' title='Presságio, de Lamberto Bava **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-CFOD7gUm18k/TjBNuMF7GYI/AAAAAAAAB00/OYfwqkPlW3M/s72-c/press%25C3%25A1gio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-152637553617433951</id><published>2011-07-26T14:10:00.001-03:00</published><updated>2011-07-26T14:11:54.363-03:00</updated><title type='text'>Carros 2, de Brad Lewis ***1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-P9qa1fZxQPc/Ti71SKwwlQI/AAAAAAAAB0s/Z5bh9j3ACrA/s1600/carros%2B2__.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633709876362384642" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 293px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-P9qa1fZxQPc/Ti71SKwwlQI/AAAAAAAAB0s/Z5bh9j3ACrA/s320/carros%2B2__.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim como boa parte do melhor que se produz atualmente em termos de animação, “Carros 2” (2011) traz uma gama de referências visuais e temática tão grande que de certa forma acaba sendo até mais atrativo para os adultos do que para as crianças. A trama evoca as conspirações rocambolescas típicas dos filmes iniciais da franquia de 007 com Sean Conery, o que dá para a animação um sabor nostálgico. O tom de parábola moral da primeira parte se mantém, mas acrescido desse pendor para a aventura mais elaborada, cheia de reviravoltas e momentos de tensão, ainda que temperada pelo viés cômico. Graficamente, a obra de Brad Lewis é de encher os olhos. A recriação estilizada de Tóquio e Londres combina com precisão realismo e fantasia, além de um admirável senso de ironia ao tirar um sarro de leve das afetações características de cada uma das nações em que a trama da produção se desenrola. E é claro que as citações e referências de “Carros 2” seriam meros truques formais sem maiores consequências se não viessem acompanhadas de uma narrativa que dosa habilmente ação alucinante e momentos estilo “lições edificantes de vida”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-152637553617433951?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/152637553617433951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=152637553617433951' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/152637553617433951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/152637553617433951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/07/carros-2-de-brad-lewis-12.html' title='Carros 2, de Brad Lewis ***1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-P9qa1fZxQPc/Ti71SKwwlQI/AAAAAAAAB0s/Z5bh9j3ACrA/s72-c/carros%2B2__.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-2521618547104543744</id><published>2011-07-25T15:01:00.001-03:00</published><updated>2011-07-25T15:02:36.338-03:00</updated><title type='text'>Schock, de Mario Bava ****</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ugwehz72Ea8/Ti2vsPHJOFI/AAAAAAAAB0k/NqIQ03sBc78/s1600/shock.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633351883415959634" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-ugwehz72Ea8/Ti2vsPHJOFI/AAAAAAAAB0k/NqIQ03sBc78/s320/shock.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dentro da tradicional combinação do subgênero de filmes de horror de casas mal assombradas com tramas cheias de segredos, “Schock” (1977) acaba surpreendendo justamente naquilo que tem de mais particular – o detalhismo visual e narrativo de Mario Bava. O diretor aproveita cada cena para inserir diversos elementos imagéticos insólitos, explorando de forma bastante imaginativa um universo que se divide entre o delírio e o puro terror sobrenatural. Isso se reflete também na forma barroca com que Bava trabalha os contrastes visuais entre claro e escuro, além de trucagens impactantes, como estiletes que flutuam e braços que saem do chão e das paredes. Em tal concepção cinematográfica, a técnica não é um ente separado do lado temático – a primeira ajuda a dar sentido para a trama do filme, que vai se revelando cada vez mais sórdida e obscura, envolvendo seus personagens num vórtice de culpa e loucura. E em termos temáticos, “Schock” se revela até mais ousado do que aquilo que costumamos ver recentemente na linha terror/suspense – Bava torna a ambientação da obra cada vez mais opressiva e angustiante, não vislumbrando uma dicotomia tão clara entre o bem e o mal e também nem uma solução fácil de final feliz para os seus personagens.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-2521618547104543744?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/2521618547104543744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=2521618547104543744' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2521618547104543744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/2521618547104543744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/07/schock-de-mario-bava.html' title='Schock, de Mario Bava ****'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ugwehz72Ea8/Ti2vsPHJOFI/AAAAAAAAB0k/NqIQ03sBc78/s72-c/shock.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-4772755834145115673</id><published>2011-07-22T14:31:00.001-03:00</published><updated>2011-07-22T14:33:06.253-03:00</updated><title type='text'>Manôushe, de Luiz Begazo **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-RTIjp0R3QOQ/Tim0R4D9vaI/AAAAAAAAB0c/fDMKszFY-RQ/s1600/manoushe-luiz-begazo-vhs-cover-art.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632231028203306402" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 175px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-RTIjp0R3QOQ/Tim0R4D9vaI/AAAAAAAAB0c/fDMKszFY-RQ/s320/manoushe-luiz-begazo-vhs-cover-art.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez boa parte da interesse que vem de “Manôushe” (1992) seja o seu contexto histórico. Afinal, não é muito freqüente assistir no cinema nacional a uma obra que traga uma junção tão insólita de elementos diversos e estranhos. Situada em uma época algo imprecisa, a trama do filme traz cenas de danças flamencas, tipos grotescos, direção de arte estilizada que recria um ambiente de fábulas (obviamente, “A Lenda” de Ridley Scott parece ser uma influência que permeia toda a produção), diálogos com um dialeto totalmente inventado. A encenação de referências pouco ortodoxas como essas parece emular influências de Fellini, trazendo uma narrativa simbólica e delirante que pode assustar aqueles que estão habituados com a linguagem naturalista de boa parte da filmografia nacional recente. É certo que em alguns momentos o excesso de esquisitices do filme acaba cansando pela repetição, além do diretor Luiz Begazo não ter a mesma fluência para lidar com o picaresco fantástico que Fellini tinha. Mesmo assim, “Manôushe” acaba sendo uma experiência curiosa pela atmosfera atemporal e onírica que envolve a história.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-4772755834145115673?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/4772755834145115673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=4772755834145115673' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/4772755834145115673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/4772755834145115673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/07/manoushe-de-luiz-begazo-12.html' title='Manôushe, de Luiz Begazo **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-RTIjp0R3QOQ/Tim0R4D9vaI/AAAAAAAAB0c/fDMKszFY-RQ/s72-c/manoushe-luiz-begazo-vhs-cover-art.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-7330343721481517654</id><published>2011-07-21T15:12:00.001-03:00</published><updated>2011-07-21T15:29:34.978-03:00</updated><title type='text'>Estrada Real da Cachaça, de Pedro Urano ****</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-i58iPbBAuTA/Tihv49YEclI/AAAAAAAAB0U/yQWQtT3GK-I/s1600/estrada%2Breal%2Bda%2Bcacha%25C3%25A7a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631874358365680210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 296px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-i58iPbBAuTA/Tihv49YEclI/AAAAAAAAB0U/yQWQtT3GK-I/s320/estrada%2Breal%2Bda%2Bcacha%25C3%25A7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há duas cinebiografias dentro de “Estrada Real da Cachaça” (2008). Uma da própria bebida que está no título no filme, e outra do Brasil. Ou pelo menos de parte de sua história. Mas não se pense que o documentário tenha um fim meramente didático, pois tal narrativa se apresenta muito mais como uma espécie de viagem sensorial pela alma do brasileiro. O diretor Pedro Urano abdica de uma trama detalhada e linear para recriar a trajetória tanto da aguardente quanto do nosso país. São jogados na telas elementos diversos, simulando uma espécie de jogo aleatório, mas que aos poucos compõem um mosaico metafórico e perturbador de alguns dos mais remotos quintões nativos. A Estrada Real alude aos caminhos explorados para a extração e comercialização do ouro na era colonial, marcando o processo de civilização do país. Nos seus calcanhares, vem a difusão da cultura da cachaça e a sua consequente associação à constituição do imaginário coletivo do brasileiro. Para construir essa complexa associação de simbolismos, Urano utiliza depoimentos de populares (às vezes com uma língua portuguesa e pronúncia tão particulares que exige legendas), cantorias tradicionais, longas tomadas contemplativas de pessoas e paisagens, animações envolvendo mapas. A intenção não é tanto fazer o espectador “aprender” com os fatos, mas que o mesmo veja um fragmento de um estado de espírito, de um sentimento um tanto difuso, mas também verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe ressaltar que a abordagem de Urano em “Estrada Real da Cachaça” não é exatamente de exaltação da bebida ou ufanista em relação ao Brasil. Há vários momentos no documentário em que a cachaça possui um caráter festivo e rende comicidade para a obra, mas Urano não se furta de mostrar sequências que evidenciam algo de degradante e melancólico na conseqüência que o vício na bebida pode causar em seus adeptos. Tal contradição se estende na visão dúbia que se oferece do nosso país: tão cheio de vida, mas também tão repleto de exploração e injustiças sociais – nesse ponto, a produção parece estabelecer um possível questionamento: “Não seria a cachaça usada também como um anestesiante para esse povo tão oprimido?”. No final das contas, essa dicotomia de atração e repulsa que permeia “Estrada Real da Cachaça” mais oferece perguntas do que respostas. E isso ainda mais acentua a fascinante aura de mistério que envolve o filme.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-7330343721481517654?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/7330343721481517654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=7330343721481517654' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/7330343721481517654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/7330343721481517654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/07/estrada-real-da-cachaca-de-pedro-urano.html' title='Estrada Real da Cachaça, de Pedro Urano ****'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-i58iPbBAuTA/Tihv49YEclI/AAAAAAAAB0U/yQWQtT3GK-I/s72-c/estrada%2Breal%2Bda%2Bcacha%25C3%25A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-3633725534979662893</id><published>2011-07-20T14:36:00.001-03:00</published><updated>2011-07-20T14:38:12.906-03:00</updated><title type='text'>Quebrando o Tabu, de Fernando Grostein Andrade **1/2</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XodjG6msL2I/TicSbOcpZZI/AAAAAAAAB0M/YHc8-iwORWw/s1600/quebrando-o-tabu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631490117994112402" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 217px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-XodjG6msL2I/TicSbOcpZZI/AAAAAAAAB0M/YHc8-iwORWw/s320/quebrando-o-tabu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tentar escrever sobre “Quebrando o Tabu” (2011) sob um prima exclusivamente cinematográfico pode ser um ato incompleto, no sentido de que a intenção do filme é muito mais evidenciar o seu tema do que ressaltar suas possíveis qualidades formais como produto audiovisual. O diretor Fernando Grostein Andrade até apresenta algumas soluções narrativas atraentes, principalmente na seqüência de abertura, em que utiliza recursos de animação para ilustrar a história do fascínio da humanidade pelas drogas. Além disso, há momentos em que ele consegue capturar com crueza depoimentos bastante contundentes sobre o assunto, principalmente quando o médico Dráuzio Varella entra em cena e dispara sua perplexidade e raiva contra hipocrisia que ronda a questão da descriminalização do uso de determinadas substâncias ilícitas. No geral, entretanto, predomina no documentário um certo tom cerimonioso, quase de um filme institucional sobre o tema. A trilha sonora melosa e inconveniente (sério, seria muito melhor em algumas seqüências que não tivesse música alguma!) acentua ainda mais essa impressão de obra-propaganda. Por outro lado, é de se convir que a abordagem sobre a matéria é até bastante ousada e pouco preconceituosa na forma franca com que lida com pontos tão polêmicos, ainda mais que a mídia geralmente apresente uma tendência conservadora quando trata da questão. Assim, se “Quebrando o Tabu” pouco impressiona como cinema, acaba se redimindo pela lucidez de seu aspecto sociológico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-3633725534979662893?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/3633725534979662893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=3633725534979662893' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/3633725534979662893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/3633725534979662893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/07/quebrando-o-tabu-de-fernando-grostein.html' title='Quebrando o Tabu, de Fernando Grostein Andrade **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-XodjG6msL2I/TicSbOcpZZI/AAAAAAAAB0M/YHc8-iwORWw/s72-c/quebrando-o-tabu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-6667015564096349991</id><published>2011-07-19T15:12:00.002-03:00</published><updated>2011-07-19T15:14:53.367-03:00</updated><title type='text'>Potiche - Esposa Troféu, de François Ozon ***</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_6VfbOpDP3Y/TiXJkacEcnI/AAAAAAAAB0E/dcUVTuYh6cM/s1600/potiche-poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631128536506200690" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 288px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-_6VfbOpDP3Y/TiXJkacEcnI/AAAAAAAAB0E/dcUVTuYh6cM/s320/potiche-poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se tem uma coisa que não dá para acusar o cineasta francês François Ozon é dele não manter uma coerência autoral em sua obra. Em “Potiche – Esposa Troféu” (2010), o diretor continua a fazer os seus experimentos de desconstrução de gêneros cinematográficos. O filme em questão apresenta uma estrutura de comédia de costumes meio bobinha, quase também nos moldes de seriados televisivos na linha “I Love Lucy”, mas situada dentro de um contexto histórico mais complexo – os turbulentos anos 70. Assim, questões espinhosas como a emancipação feminina, a liberação sexual, os conflitos de ideologia e a luta de classes passam por um viés cômico, que beira o frívolo, repletos de seqüências açucaradas, cenas de humor pastelão, revelações novelescas e exagerados figurinos de épocas. Esse choque de contradição entre os aspectos formais e temáticos de “Potiche” reflete o próprio gosto de Ozon em dessacralizar algo que, a princípio, deveria ser levado a sério. Nesse sentido, a participação de monstros sagrados do cinema francês como Catherine Deneuve e Gerard Depardieu não é gratuita – de certa forma, há uma sensação de estranhamento em ver tais artistas em meio a diálogos que chegam perto do pueril e de cenas de comédia amalucada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha de Deneuve para o papel de protagonista também deixa claro uma influência importante de Ozon em “Potiche” – o esquisito musical “Os Guarda-Chuvas do Amor” (1964), no qual Deneuve também interpretava a personagem principal. Em tal obra, o diretor Jacques Demy usava uma estrutura de filme de diálogos totalmente cantados, recurso típicos de fantasiosas produções de Hollywood, para embalar uma realista e dura história de amor não realizado, em um contraste de abordagem que se revela em sutil sintonia com a recente produção de Ozon. E para escancarar ainda mais tal referência, boa parte da ação de “Potiche” se desenrola em uma fábrica de, olha só, guarda-chuvas!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-6667015564096349991?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/6667015564096349991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=6667015564096349991' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6667015564096349991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6667015564096349991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/07/potiche-esposa-trofeu-de-francois-ozon.html' title='Potiche - Esposa Troféu, de François Ozon ***'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-_6VfbOpDP3Y/TiXJkacEcnI/AAAAAAAAB0E/dcUVTuYh6cM/s72-c/potiche-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30163314.post-6500565084746471955</id><published>2011-07-18T15:04:00.002-03:00</published><updated>2011-07-18T15:26:25.098-03:00</updated><title type='text'>Não Se Pode Viver Sem Amor, de Jorge Durán **1/2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-nN9iV3bSRmg/TiR6gKjb7NI/AAAAAAAABz8/ZDLt7VoRbQ0/s1600/n%25C3%25A3o%2Bse%2Bpode%2Bviver%2Bsem%2Bamor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630760127127350482" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-nN9iV3bSRmg/TiR6gKjb7NI/AAAAAAAABz8/ZDLt7VoRbQ0/s320/n%25C3%25A3o%2Bse%2Bpode%2Bviver%2Bsem%2Bamor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A proposta narrativa de Jorge Durán em “Não Se Pode Viver Sem Amor” (2010) é interessante como conceito. Três histórias paralelas que vão estabelecendo pontos em comuns até atingirem um denominador como trama única lá pelo seu terço final. Para fazer tal interligação, há toques de elementos fantásticos no roteiro. Se essa união entre uma abordagem naturalista e elementos de fantasia traz momentos insólitos que garantem o interesse para o filme, também é responsável pelo ponto fraco da produção, no sentido de revelar uma certa indecisão criativa na narrativa. A conclusão do filme é reflexo claro de tal postura, ao evidenciar uma solução estapafúrdia, típica de alguma novela global. Se tais equívocos comprometem o trabalho de Durán, por outro lado o cineasta compensa os mesmos ao apresentar um sólido trabalho de direção de atores – Simone Spoladore, Ângelo Antonio, Cauã Reymond e Fabíula Nascimento oferecem uma consistência dramática notável para os seus respectivos personagens.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30163314-6500565084746471955?l=antidicasdecinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/feeds/6500565084746471955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30163314&amp;postID=6500565084746471955' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6500565084746471955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30163314/posts/default/6500565084746471955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antidicasdecinema.blogspot.com/2011/07/nao-se-pode-viver-sem-amor-de-jorge.html' title='Não Se Pode Viver Sem Amor, de Jorge Durán **1/2'/><author><name>André Kleinert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12576204123941223890</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-nN9iV3bSRmg/TiR6gKjb7NI/AAAAAAAABz8/ZDLt7VoRbQ0/s72-c/n%25C3%25A3o%2Bse%2Bpode%2Bviver%2Bsem%2Bamor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
