terça-feira, março 09, 2010

A Montanha Sagrada, de Alejandro Jodorowsky ****


Assim como “El Topo” (1971), “A Montanha Sagrada” (1973) é mais uma obra a desvendar o universo particular de Alejandro Jodorowsky. É uma produção ambiciosa nas suas intenções, o que faz com que a mesma seja confusa e irregular. Na primeira parte do filme, a trama apresenta um misto de reprodução sacrílega da via crucis e uma visão ácida e crítica sobre os impérios coloniais e a vulgaridade da sociedade ocidental moderna. Posteriormente, “A Montanha Sagrada” assume uma postura quase didática ao expor preceitos da tarologia e outros princípios místicos. Jodorowsky, em alguns momentos, não consegue equacionar com equilíbrio esses aspectos diferentes da narrativa. Mesmo assim, a película fascina pela beleza e o encanto de suas imagens expressivas e heréticas. O cineasta obtém um efeito sensorial notável com alguns de seus efeitos e trucagens, além de combinar fantasia e metalinguagem com muita criatividade.

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