
Não que o filme seja ruim. “O Perfume” apresenta uma bem cuidada fotografia, além de uma direção de arte acima da média. Mas as coisas não vão muito além disso. O filme é excessivamente bem comportado, sendo que se sente a falta de uma maior personalidade artística de Tykwer. É tudo muito asséptico e afetado: a narração de John Hurt, as atuações dos protagonistas (até mesmo Dustin Hoffman parece estar no piloto automático), a narrativa sem sobressaltos. Por mais “sujo” e erótico que “O Perfume” se mostre em alguns momentos, a verdade é que nunca a obra consegue realmente causar algum impacto para quem assiste. Tanto que a seqüência da suruba ao ar livre quase no final do filme praticamente não tem tensão sexual.
Confesso que não li o livro original de Patrick Suskind no qual “O Perfume” é baseado e não sei se a opção estética de Tykwer vem da própria obra literária mencionada. O que posso dizer é que o resultado final de seu filme não me motivou nem um pouco a ler o livro...
2 comentários:
Sabe, quando assisti perfume até estava gostando, não era nada excepcional... mas tinha uma fotografia notável, e a história estava tendo alguns momentos bons... dai de repente, não mais que de repente, chega o final e boom, destrói tudo... absurdo um final daqueles... um amigo meu chego a dizer que é um filme que merece duas notas, a primeira pras horas iniciais, a segunda pros 15 minutos finais... qto a obra literária, vale ressaltar que são raros os casos que um filme ultrapassa um livro... sem mais, era isso. ;D
Acho que o final do filme, no papel, devia ser bem mais promissor do que o resultado que saiu nas telas. Acho que a culpa disso não é da trama em si, mas da forma burocrática com o filme foi conduzido.
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