domingo, novembro 08, 2009

Bete Balanço, de Lael Rodrigues *


Dizer que “Bete Balanço” (1984) envelheceu mal com o passar do tempo é um eufemismo. O filme já era desastroso no ano do seu lançamento. O diretor Lael Rodrigues parece ter ficado indeciso entre fazer um filme ou um vídeo-clip, e no final das contas não fez nenhum dos dois. Quase tudo padece de precariedade: narrativa frouxa, fotografia sem inspiração, coreografias amadoras, atuações pouco convincentes. Apesar de toda essa ruindade, entretanto, não há como não cair naquele velho lugar comum: o interesse numa visão sobre essa produção reside no quesito de curiosidade histórica. Afinal, “Bete Balanço” reflete, ainda que de forma esmaecida, a juventude típica carioca dos anos 80: ingênua, hedonista, sedenta de algo novo. Isso sem contar que documenta um momento importante do rock brasileiro, ao trazer como coadjuvante a banda Barão Vermelho em sua formação clássica e no auge da sua força criativa com Cazuza.

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