segunda-feira, novembro 05, 2012

O asfalto, de Joe May ****


Apesar de não ser um legítimo representante do expressionismo alemão, “O asfalto” (1929) apresenta elementos semelhantes aos daqueles de tal estética cinematográfica. Apresentando uma estrutura clássica de melodrama, o filme se destaca em detalhes que perventem o seu gênero, principalmente no que diz respeito a uma certa ambiência sórdida e na sua ambigüidade temática – há um perturbador conflito que oscila entre a atração e a repulsa na relação amorosa entre um policial honesto e uma sedutora ladra de jóias. O diretor Joe May estabelece uma narrativa envolvente, em que mesmo excessos emocionais nas caracterizações de situações e personagens ganham vigorosa dimensão dramática em meio a um trabalho esmerado da direção de fotografia que explora habilmente os jogos de claro e escuro.

Um comentário:

Marcelo Castro Moraes disse...

Um filme que não envelheceu muito com o tempo.