quarta-feira, setembro 10, 2014

Basket Case 3, de Frank Henenlotter ***


Quando esteve em Porto Alegre como diretor homenageado na edição 2014 do FANTASPOA, Frank Henenlotter comentou em uma sessão que “Basket Case 3” (1992) teve uma realização tão difícil devido à pressão de produtores que fez com que o cineasta não se motivasse a fazer um novo longa por mais de uma década. Tais problemas de bastidores realmente transparecem ao se assistir à obra em questão. Nesse novo capítulo da saga do monstro Belial e seu apatetado gêmeo “humano”, a narrativa não tem aquela pegada demencial e perturbadora da produção original de 1982. Ainda assim, está longe de ser um trabalho desprezível de Henenlotter. O diretor investe numa linha mais cartunesca e escrachada – por vezes, o filme parece uma esquisita mistura entre Muppets e “Gremlins” (1984). E mesmo o gore, ainda que mais atenuado em relação às partes anteriores, rende alguns sequências antológicas de escatologia e sardônica violência gráfica. Com todas as limitações criativas que Henenlotter afirma ter sofrido, “Basket Case 3” é uma produção bem acima da média e mais ousada do que aquilo que se tem feito no horror cinematográfico nos últimos tempos, gênero esse que vem sendo tomado por uma assepsia irritante.

2 comentários:

Gabriel Buba disse...

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Gabriel Buba disse...
Este comentário foi removido pelo autor.