
Boa parte de amigos e conhecidos costuma dizer que as minhas recomendações para filmes funcionam ao contrário: quando eu digo que o filme é bom é porque na realidade ele é uma bomba, e vice-versa. Aí a explicação para o nome do blog... A minha intenção nesse espaço é falar sobre qualquer tipo de filme: bons e ruins, novos ou antigos, blockbusters ou obscuridades. Cotações: 0 a 4 estrelas.
quarta-feira, agosto 25, 2010
Paganini Horror, de Luigi Cozzi *1/2

terça-feira, agosto 24, 2010
O Gato Negro, de Luigi Cozzi *1/2

segunda-feira, agosto 23, 2010
A Crise Carnívora, de Pedro Rivero *1/2

sexta-feira, agosto 20, 2010
Pesadelos em Vermelho, Branco e Azul, de Andrew Monument ***1/2

quinta-feira, agosto 19, 2010
Monster Camp, de Cullen Hoback **1/2

quarta-feira, agosto 18, 2010
Starcrash, de Luigi Cozzi *

terça-feira, agosto 17, 2010
Uma Noite na Cidade, de Jan Balej ***

segunda-feira, agosto 16, 2010
As Aventuras do Incrível Hércules, de Luigi Cozzi 1/2 (meia estrela)

A sessão promovida na sexta edição do FANTASPOA, em 06/07/2010, com o filme “As Aventuras do Incrível Hércules” (1985), conseguiu ser tremendamente didática em relação à questão dos filmes trash. Primeiro porque a obra em questão é uma legítima representante dessa linhagem de produções toscas. Efeitos especiais risíveis, narrativa pouco fluente e um roteiro sem pé nem cabeça formam um todo desastrado em termos formais, mas repleto de momentos divertidos (ainda que de forma involuntária). O complemento perfeito para esse exemplar trash esteve nas declarações dadas pelo próprio autor da obra, o simpático senhor italiano Luigi Cozzi, após a exibição do filme. O cineasta contou, com riqueza de detalhes, como nasce um legítimo trash. São situações que mereciam ser roteirizadas e transformadas em um filme: Cozzi, após o sucesso do primeiro Hércules (1983, e também com Lou Ferrigno no papel-título), estava fazendo um outro filme de natureza mitológica e fantástica com Ferrigno, sendo que após os produtores assistirem às primeiras cenas, os mesmos exigiram que Cozzi mudasse totalmente o roteiro e fizesse uma nova produção de Hércules, aproveitando as cenas que já havia filmado e sem que Ferrigno soubesse das “pequenas” alterações na trama. Desse jeito, não é surpresa que o resultado fosse tão precário...
sexta-feira, agosto 13, 2010
From Inside, de John Bergin **1/2

quinta-feira, agosto 12, 2010
Luzes na Escuridão, de Aki Kaurisäki ***1/2

quarta-feira, agosto 11, 2010
Toy Story 3, de Lee Unkrich ***1/2

“Toy Story 3” (2010) mantém o nível de qualidade das produções da Pixar. Nessa altura do campeonato, falar da beleza do traço de uma animação “pixariana” é chover no molhado (e até porque os filmes de outras produtoras do gênero que apareceram nos últimos anos também têm apresentado esse alto padrão gráfico). O que diferencia “Toy Story 3” (e, por consequência, outras obras da Pixar) é a eficiente dinâmica de sua narrativa, bem como um roteiro bem amarrado, o que garante o interesse não apenas do público infantil, como do adulto também. Nesse novo capítulo da saga dos brinquedos, inclusive, há até avanços nesses aspectos. Trama e ambiência adquirem um certo tom melancólico e sombrio que não eram tão evidentes nas partes anteriores. Toda a seqüência no lixão, por exemplo, é antológica pelas altas doses de ação e tensão nas cenas (assustam, efetivamente, não apenas as crianças mais inocentes).
Mesmo pecando por um certo excesso no sentimentalismo (o que é até acaba sendo natural pelo tema abordado do fim da infância), “Toy Story 3” se mostra como uma animação acima da média da grande maioria dos filmes pipocas da temporada 2010, mas mesmo assim longe de ser essa obra-prima que estão pintando por aí.
terça-feira, agosto 10, 2010
O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus, de Terry Gillian ***1/2

Reduzir a importância de “O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus” a eventos como os acima descritos, entretanto, é um equívoco. Mesmo não estando no topo das produções mais significativas dirigidas por Gillian, a obra mostra o domínio excepcional do cineasta em lidar com o cinema de fantasia. A forma com que a realidade e os mundos mágicos frequentados por Parnassus e seus discípulos é fascinante pela forma estranhamente coesa com que interagem. Além disso, direção de arte e trucagens oferecem em algumas seqüências um visual deslumbrante, misturando com criatividade cenários digitais e efeitos tradicionais. Gillian também não se esqueceu daquele seu velho toque de perversidade e ironia na caracterização de situações e personagens, tão caro ao diretor desde os seus tempos de integrante de Monty Python.
segunda-feira, agosto 09, 2010
Quincas Berro D'Água, de Sérgio Machado ***

sexta-feira, agosto 06, 2010
Olhos Azuis, de José Joffily *1/2

quinta-feira, agosto 05, 2010
Kick-Ass - Quebrando Tudo, de Matthew ****

quarta-feira, agosto 04, 2010
Caro Francis, de Nelson Hoineff **1/2

Mesmo com todas essas restrições, todavia, “Caro Francis” é uma obra imperdível como documento histórico no sentido de mostrar uma série de fatos e personagens que foram decisivos na formação cultural do Brasil nessas últimas décadas. De certa forma, os defeitos do filme não deixam de ser esclarecedores no sentido de refletirem conflitos tanto artísticos quanto ideológicos que são inerentes no nosso panorama político e intelectual.
terça-feira, agosto 03, 2010
O Golpista do Ano, de Glen Ficarra e John Requa **1/2

segunda-feira, agosto 02, 2010
Esquadrão Classe A, de Joe Carnahan ***

sexta-feira, julho 30, 2010
Solino, de Fatih Akin **1/2

quinta-feira, julho 29, 2010
Rápido e Indolor, de Fatih Akin ***

quarta-feira, julho 28, 2010
Tudo Pode Dar Certo, de Woody Allen ***

terça-feira, julho 27, 2010
O Preço da Traição, de Atom Egoyan ***

segunda-feira, julho 26, 2010
O Escritor Fantasma, de Roman Polanski ****

Dentro do panorama acima descrito, a obra mais recente de Roman Polanski, “O Escritor Fantasma” (2010), traz uma trama que não foge muito do que foi exposto. O grande trunfo da produção está muito mais na engenhosidade dos truques narrativos e estéticos que Polanski se utiliza para adornar um roteiro repleto de clichês. A atmosfera do filme é fria, distante e irônica, transformando o seu argumento em farsa. A fotografia sóbria e a montagem elegante ajudam a compor um todo sedutor e mesmo surpreendente. Polanski coroa a grandeza do filme emulando uma ambiência quase gótica em algumas seqüências, lembrando o melhor do cinema de Hitchcock.
sexta-feira, julho 23, 2010
A Alma do Osso, de Cao Guimarães ***

quinta-feira, julho 22, 2010
A Porta, de Anno Saul ***

quarta-feira, julho 21, 2010
Robin Hood, de Ridley Scott ***

terça-feira, julho 20, 2010
Fúria de Titãs, de Louis Leterrier ***

segunda-feira, julho 19, 2010
Só Dez Por Cento é Mentira, de Pedro Cezar ***1/2

segunda-feira, julho 12, 2010
Antes Que O Mundo Acabe, de Ana Luiza Azevedo **

Há uma sequência em “Antes Que O Mundo Acabe” (2009) que é sintomática do espírito da obra: o garoto Daniel (Pedro Tergolina), após levar um fora da namorada e descobrir que foi trocado pelo melhor amigo, toma um porre com alguns conhecidos e quando chega casa vomita na privada. Só que ele somente faz o barulho de estar vomitando, não saindo de sua boca qualquer traço do vômito, enquanto que na privada não há mancha ou sinal do mesmo. Esse tom de assepsia é predominante nessa produção gaúcha dirigida por Ana Luiza Azevedo. A pretensão era faz uma espécie de retrato da adolescência moderna, mas o desejo de buscar uma abordagem light acabou tirando muito da visceralidade que um filme como esse exigiria. Há uma densidade dramática rala, acentuada pela narração infantil da irmã do protagonista, em falas recheadas de “espertezas”. No mais, o que resta de relevante é uma fotografia agradável no registro luminoso de paisagens interioranas e rurais.
terça-feira, julho 06, 2010
Um Segredo em Família, de Claude Miller ***

segunda-feira, julho 05, 2010
Homem de Ferro 2, Jon Favreau ***

quinta-feira, julho 01, 2010
Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton **

quarta-feira, junho 30, 2010
Vidas Que Se Cruzam, de Guillermo Arriaga **
O que de início parecia um estilo vigoroso e original acabou se tornando um exercício narrativo formulaico e frouxo. É o que vem a mente quando se pensa na trajetória artística de Guillermo Arriaga, ainda mais depois de assistir a esse “Vidas Que Se Cruzam” (2008). O truque de narrar histórias paralelas, de difícil conexão aparente, que se entrecruzam e adquirem um sentido único surgiu de forma explosiva em “Amores Brutos” (2000), dirigido por Alejandro González Iñárritu. As produções seguintes da parceria Inárritu/Arriaga, entretanto, não causaram o mesmo impacto: “21 Gramas” (2003) e “Babel” (2006) aparentaram uma excessiva diluição no padrão formal e temático. Arriaga voltou a acertar a mão no ótimo “Três Enterros” (2005), mas a verdade é que os méritos do filme se concentram muito mais na direção segura de Tommy Lee Jones do que propriamente no roteiro. Assim, “Vidas Que Se Cruzam”, a estreia de Arriaga na direção, poderia marcar alguma renovação, mas não é o que acontece. A condução da narrativa é arrastada e pouco fluente e a trama arquitetada por Arriaga traz manjados dilemas já explorados anteriormente. De certa forma, é até irritante ver algumas tiradas moralistas disfarçadas de crises existenciais. Ou o que se pode achar da caracterização sórdida de uma personagem que faz sexo casual com frequência porque teve alguns graves traumas infantis?terça-feira, junho 29, 2010
Não Minha Filha, Você Não Irá Dançar, de Christophe Honoré ***1/2

sexta-feira, junho 25, 2010
Guerra ao Terror, de Kathryn Bigelow ****

Se nesses instantes da abertura Bigelow faz uma dissecação da ação, posteriormente ela fará com que as explosões sejam rápidas e brutais, experimentando com os limites do gênero dos filmes de guerra. O registro visual que faz da violência é ambíguo: em alguns momentos é naturalista e desglamorizado, em outros valoriza aspectos que beiram o épico e grandioso (principalmente pela extraordinária manipulação da trilha sonora). Além disso, a pretensão da cineasta na sua abordagem sobre a guerra no Iraque não é exatamente a de fazer um comentário político ou social sobre o conflito. Na realidade, sua abordagem tem uma linha mais intimista, no sentido que focaliza primordialmente a figura do Sargento James (Jeremy Renner) e a sua relação com uma realidade caótica. James vê a guerra quase como uma oportunidade de completude existencial, como se sua paz espiritual necessitasse do conflito bélico. Esse tipo de visão não chega a ser uma novidade (quem não lembra do Capitão Willard em “Apocalipse Now”?), mas Bigelow explora com louvor as possibilidades desse argumento.
quarta-feira, junho 23, 2010
Utopia e Barbárie, de Silvio Tendler ***

terça-feira, junho 22, 2010
Soul Kitchen, de Fatih Akin ****

O roteiro de “Soul Kitchen” (2009) é quase pueril nas situações, conflitos e soluções apresentados, com direito, inclusive, a um final feliz romântico. Por trás dessa aparente leveza, todavia, Akin envenena o seu filme com doses generosas de sexo, drogas e rock and roll (e funk, soul, música étnica, reggae e o que mais der na veneta). E por falar em música, a trilha sonora de “Soul Kitchen” é, praticamente, um personagem à parte. O pique alucinado e sensual das canções que predominam durante todo o filme ditam o próprio ritmo narrativo da produção, em uma mágica combinação de sons e imagens, com destaque para as seqüências de festas e danças, registradas com o devido espírito apaixonado e hedonista. E reforçando o destaque sobre a trilha sonora, vale mencionar que se tem aqui a melhor seleção cancioneira cinematográfica apresentada desde “Jackie Brown” (1997).
Os experimentos estéticos de Akin em “Soul Kitchen” são inusitados e de resultados deslumbrantes. Nunca a câmera em seus filmes foi tão dinâmica, com enquadramentos que emulam as sensações físicas e emocionais dos personagens. O fato do protagonista Zino (Adam Bousdoukos) passar boa parte do tempo com um problema na coluna, por exemplo, faz com que se veja as cenas, em alguns momentos, sob uma perspectiva “torta”. O efeito é desconcertante. Akin também incorpora influências diversas, de comédia pastelão até blackexploitation (evidentes em exagerados closes nos rostos dos personagens), condensando essas diversas referências em uma obra de coerência formal impressionante.
Junto com os franceses “Inimigo Público nº 1 – Risco de Morte” e “Entre Os Muros da Escola” (ambos de 2008), “Soul Kitchen” representa uma tendência renovadora no atual cinema europeu em apresentar obras mais estimulantes em termos estéticos e temáticos, ao invés da simples reciclagem dos padrões do cinema de bom gosto.
segunda-feira, junho 21, 2010
As Melhores Coisas do Mundo, de Laís Bodanzky **1/2

sexta-feira, junho 18, 2010
Mary & Max, de Adam Elliot ***

quinta-feira, junho 17, 2010
A Estrada, de John Hilcoat ****

No mais, a sombria fotografia em tons cinzas, a sóbria utilização de efeitos especiais e a melancólica trilha sonora composta por Nick Cave e Warren Ellis complementam com perfeição a atmosfera opressiva de “A Estrada”, obra que reflete um cinema vigoroso e sem concessões, mesmo que realizado dentro dos padrões de Hollywood.
quarta-feira, junho 16, 2010
Zona Verde, de Paul Greengrass **1/2

terça-feira, junho 15, 2010
Os Homens Que Encaravam Cabras, de Grant Heslov ***

segunda-feira, junho 14, 2010
Rita Cadillac - A Lady do Povo, de Toni Venturi **

sexta-feira, junho 11, 2010
Uma Noite Fora de Série, de Shawn Levy **1/2

quinta-feira, junho 10, 2010
Atraídos Pelo Crime, de Antoine Fuqua ***

quarta-feira, junho 09, 2010
Chico Xavier, de Daniel Filho *1/2

A impressão final sobre “Chico Xavier” é da mesma ser uma produção destinada a agradar convertidos – Daniel Filho oferece ao seu público justamente aquilo que ele espera saber. Qualquer espaço para uma maior densidade dramática parece suprimido em um produto que beira a propaganda institucional.
segunda-feira, junho 07, 2010
A Dança dos Vampiros, de Roman Polanski ****

sexta-feira, junho 04, 2010
Como Treinar o Seu Dragão, de Dean DeBlois e Chris Sanders ***1/2

quinta-feira, junho 03, 2010
Os Estados Unidos Contra John Lennon, de David Leaf e John Scheinfeld ***

quarta-feira, junho 02, 2010
Tulpan, de Sergei Dvorsevoy ***
