quarta-feira, janeiro 25, 2017

Moana - Um mar de aventuras, de John Musker e Ron Clements ***

A síntese artística/temática de “Moana – Um mar de aventuras” (2016) obedece a uma fórmula já testada com eficácia em outras animações da Disney: heroína decidida de tinturas levemente feministas, roteiro combinando lendas regionais e dilemas familiares dramáticos, muita ação frenética, traço e estética que evocam exotismos, números musicais melosos. Ainda que careça de maiores novidades, a obra em questão junta os elementos citados de maneira competente e tem os seus momentos memoráveis. O terço inicial do filme demora bastante a engrenar e é francamente chato no tom melodramático de delinear a trama e no excesso de cantorias grandiloquentes. O filme engrena realmente quando a protagonista Moana embarca na sua viagem marítima e encontra o semideus fanfarrão Maui. A partir daí, a animação se converte numa convincente sucessão de sequencias de aventura alucinada, aliada a uma boa caracterização de personagens e a detalhes gráficos de forte encanto imagético (é de se reparar, por exemplo, como as tatuagens de Maui se integram na narrativa com notável criatividade).

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