quinta-feira, dezembro 08, 2016

Animais fantásticos e onde habitam, de David Yates **1/2

É bem provável que o séquito de devotos da franquia “Harry Potter” esteja bem satisfeito com “Animais fantásticos e ondem habitam” (2016). Para que não houvesse muitas polêmicas, os produtores colocaram como diretor o britânico David Yates, que foi o responsável pelos últimos capítulos da série do jovem bruxo, para que fosse entregue justamente aquilo que o seu público esperava. Ou seja, é mais uma produção no gênero fantasia a manter um padrão estético/temático competente e asséptico feito para não chocar a grande maioria da audiência. Dentro dessa previsível fórmula narrativa dá até para dizer que há alguns destaques, como a beleza plásticas de algumas soluções visuais, movimentadas cenas de ação que por vezes divertem e um elenco de atuações carismáticas. Mas no geral o que predomina é uma sensação de um formalismo pouco imaginativo e de emoções plastificadas, algo como mais uma cópia pálida da ambientação e dos maneirismos típicos da trilogia “O senhor dos anéis”. Em alguns momentos, a trama mostra alguns vislumbres mais sombrios e interessantes, que até sugerem uma certa perspectiva de que a narrativa enverede por caminhos mais ousados. Essa impressão, contudo, é logo apagada pela pegada burocrática da direção de David Yates que retira as poucas possibilidades de uma atmosfera de tensão que efetivamente prenda a atenção do espectador. Pode ser que “Animais fantáticos...” renda algumas semanas de debates e discussões entre nerds, geeks e assemelhados, mas logo cairá no esquecimento quando entrar em cartaz  mais uma produção de “Star War”, “Jogos vorazes” ou afins. É assim as coisas seguem...

Um comentário:

Marcelo Castro Moraes disse...

Ele nasceu para se criar uma nova franquia no cinema. Contudo, quando eu tava assistindo ao filme, eu não sentia uma aura de pretensão para que o filme ganhasse rios de dinheiro, mas sim que com o intuito de apresentar uma trama com começo meio e fim.Com isso, animais fantásticos começa bem sem ser ambicioso