sexta-feira, julho 20, 2018

Jason Bourne, de Paul Greengrass *


É claro que é compreensível produtores e demais executivos quererem retomar uma franquia cinematográfica lucrativa. Afinal, é mais fácil trazer de voltar uma fórmula narrativa já testada e aprovada pelas grandes plateias do que procurar algum novo filão criativo/comercial. Em alguns casos, essa reciclagem, além da grana fácil para quem investiu na ideia, pode render alguma coisa relevante em termos narrativos/artísticos. Não é o caso de “Jason Bourne” (2016). A impressão final que se tem ao assistir à obra em questão é que tudo aquilo que poderia haver de interessante e divertido em relação ao personagem e seu universo se esgotou em “A supremacia Bourne” (2004) e “O ultimato Bourne” (2004). O roteiro é um mero compêndio de ideias requentadas, o diretor Paul Greengrass se limita a repetir de maneira irritante e cansativa todos os seus habituais maneirismos estéticos/cênicos e Matt Damon nem se esforça muito em sair de um registro dramático inexpressivo. Assim, não poderia haver outro resultado final que não fosse enfadonho e perfeitamente esquecível.

Um comentário:

Anônimo disse...

Não discuto crítica de cimema, mas vou dizer que o Legado Borne, ao qual você não se referiu, é o melhor de todos.

Renato Kern
rekern@me.com
http://rekern1.blogspot.com.br/
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