quarta-feira, maio 15, 2013

Roma fantástica, de Luigi Cozzi **1/2


O diretor italiano Luigi Cozzi conta uma história curiosa sobre o documentário “Roma fantástica” (2010). Na verdade, era para o filme ser dirigido por um francês para um canal de televisão, tendo como protagonista o próprio Cozzi a percorrer Roma e relacionar alguns de seus principais lugares a célebres obras do cinema de horror italiano. Ocorre que o tal francês era tão inexperiente nas lides de direção que o próprio Cozzi acabou assumindo a condução da produção. Esse acidente de percurso na realização de “Roma fantástica” é visível na sua narrativa, por vezes confusa e até truncada (lá pelo meio do filme, parece que a premissa original é meio que esquecida e se começa a fazer uma breve biografia do próprio Cozzi). Mesmo assim, o documentário se revela como uma experiência relevante por mostrar uma época de ouro (mais ou menos entre as décadas de 50 e 70) tanto para o cinema italiano quanto para os apreciadores dos gêneros de suspense e terror. Cozzi traz à tona nomes e títulos importantes, e por vezes esquecidos, fazendo um painel interessante tanto pelo lado estético quanto pela visão histórica daquele período, além de apresentar um relato esclarecedor de como era fazer um filme B na época. Relacionando com a atualidade, o documentário ganha uma dimensão ainda mais inquietante quando se observa que o horror no presente cinema italiano beira o inexistente se comparado com a época focalizada no filme. Uma pena.