
Boa parte de amigos e conhecidos costuma dizer que as minhas recomendações para filmes funcionam ao contrário: quando eu digo que o filme é bom é porque na realidade ele é uma bomba, e vice-versa. Aí a explicação para o nome do blog... A minha intenção nesse espaço é falar sobre qualquer tipo de filme: bons e ruins, novos ou antigos, blockbusters ou obscuridades. Cotações: 0 a 4 estrelas.
sexta-feira, setembro 24, 2010
O Aprendiz de Feiticeiro, de Jon Turtelbaub **

quinta-feira, setembro 23, 2010
O Bem Amado, de Guel Arraes **

quarta-feira, setembro 22, 2010
Meu Malvado Favorito, de Pierre Coffin e Chris Renaud **

terça-feira, setembro 21, 2010
Uma Noite em 67, de Renato Terra e Ricardo Calil ***

quinta-feira, setembro 16, 2010
O Pequeno Nicolau, de Laurent Tirard ***

quarta-feira, setembro 15, 2010
Salt, de Phillip Noyce **

terça-feira, setembro 14, 2010
A Origem, de Christophen Nolan ***1/2

segunda-feira, setembro 13, 2010
Almas à Venda, de Sophie Barthes ***

sexta-feira, setembro 10, 2010
O Profeta, de Jacques Audiard ****

quinta-feira, setembro 09, 2010
Quatro Moscas em Veludo Cinza, de Dario Argento ****

quarta-feira, setembro 08, 2010
Predadores, de Nimród Antal ***

segunda-feira, setembro 06, 2010
Os Famosos e os Duendes da Morte, de Esmir Filho ***

sexta-feira, setembro 03, 2010
À Prova de Morte, de Quentin Tarantino ****

O cinema de À Prova de Morte se despe de planos contemplativos e caracterizações inutilmente aprofundadas e se reduz a um esqueleto de pura dinâmica narrativa. É essa a grande ousadia do filme e que o aproxima de outras grandes obras-primas subestimadas como “Viver e Morrer em Los Angeles” (1985) e “Rejeitados Pelo Diabo” (2005). Nesse contexto, até os limites entre o bem o mal na trama se tornam tênues, fazendo com que Tarantino crie um mundo amoral e sedutor. Suas “heroínas” são escancaradamente hedonistas e decididas, variando com a maior naturalidade de conversas sobre intimidades femininas até momentos de pura brutalidade vingativa. Stuntman Mike (Kurt Russell) é um vilão naquilo que é mais essencial para um antagonista: odioso, covarde, fanfarrão e com direito a gritos histéricos no final quando é espancado por algumas “mocinhas”. Provavelmente, é o tipo de papel que Russell há anos aguardava!!
quinta-feira, setembro 02, 2010
Um Homem Sério, de Etahn e Joel Coen ****

terça-feira, agosto 31, 2010
Brilho de Uma Paixão, de Jane Campion ***1/2

segunda-feira, agosto 30, 2010
Ponyo - Uma Amizade Que Veio do Mar, de Hayao Miyazaki ***1/2

sexta-feira, agosto 27, 2010
Matador Implacável, de Luigi Cozzi ***1/2

Mesmo não atingindo o mesmo requinte artístico dos melhores filmes de realizadores como Dario Argento, Mario Bava e outros que se aventuraram pelo “giallo”, “Matador Implacável” é uma obra de respeito dentro da cinematografia do gênero e mostra que Luigi Cozzi foi um diretor capaz de voos maiores, apesar de algumas tosquices que dirigiu posteriormente.
quinta-feira, agosto 26, 2010
Dario Argento: O Meu Cinema, de Luigi Cozzi ***

quarta-feira, agosto 25, 2010
Paganini Horror, de Luigi Cozzi *1/2

terça-feira, agosto 24, 2010
O Gato Negro, de Luigi Cozzi *1/2

segunda-feira, agosto 23, 2010
A Crise Carnívora, de Pedro Rivero *1/2

sexta-feira, agosto 20, 2010
Pesadelos em Vermelho, Branco e Azul, de Andrew Monument ***1/2

quinta-feira, agosto 19, 2010
Monster Camp, de Cullen Hoback **1/2

quarta-feira, agosto 18, 2010
Starcrash, de Luigi Cozzi *

terça-feira, agosto 17, 2010
Uma Noite na Cidade, de Jan Balej ***

segunda-feira, agosto 16, 2010
As Aventuras do Incrível Hércules, de Luigi Cozzi 1/2 (meia estrela)

A sessão promovida na sexta edição do FANTASPOA, em 06/07/2010, com o filme “As Aventuras do Incrível Hércules” (1985), conseguiu ser tremendamente didática em relação à questão dos filmes trash. Primeiro porque a obra em questão é uma legítima representante dessa linhagem de produções toscas. Efeitos especiais risíveis, narrativa pouco fluente e um roteiro sem pé nem cabeça formam um todo desastrado em termos formais, mas repleto de momentos divertidos (ainda que de forma involuntária). O complemento perfeito para esse exemplar trash esteve nas declarações dadas pelo próprio autor da obra, o simpático senhor italiano Luigi Cozzi, após a exibição do filme. O cineasta contou, com riqueza de detalhes, como nasce um legítimo trash. São situações que mereciam ser roteirizadas e transformadas em um filme: Cozzi, após o sucesso do primeiro Hércules (1983, e também com Lou Ferrigno no papel-título), estava fazendo um outro filme de natureza mitológica e fantástica com Ferrigno, sendo que após os produtores assistirem às primeiras cenas, os mesmos exigiram que Cozzi mudasse totalmente o roteiro e fizesse uma nova produção de Hércules, aproveitando as cenas que já havia filmado e sem que Ferrigno soubesse das “pequenas” alterações na trama. Desse jeito, não é surpresa que o resultado fosse tão precário...
sexta-feira, agosto 13, 2010
From Inside, de John Bergin **1/2

quinta-feira, agosto 12, 2010
Luzes na Escuridão, de Aki Kaurisäki ***1/2

quarta-feira, agosto 11, 2010
Toy Story 3, de Lee Unkrich ***1/2

“Toy Story 3” (2010) mantém o nível de qualidade das produções da Pixar. Nessa altura do campeonato, falar da beleza do traço de uma animação “pixariana” é chover no molhado (e até porque os filmes de outras produtoras do gênero que apareceram nos últimos anos também têm apresentado esse alto padrão gráfico). O que diferencia “Toy Story 3” (e, por consequência, outras obras da Pixar) é a eficiente dinâmica de sua narrativa, bem como um roteiro bem amarrado, o que garante o interesse não apenas do público infantil, como do adulto também. Nesse novo capítulo da saga dos brinquedos, inclusive, há até avanços nesses aspectos. Trama e ambiência adquirem um certo tom melancólico e sombrio que não eram tão evidentes nas partes anteriores. Toda a seqüência no lixão, por exemplo, é antológica pelas altas doses de ação e tensão nas cenas (assustam, efetivamente, não apenas as crianças mais inocentes).
Mesmo pecando por um certo excesso no sentimentalismo (o que é até acaba sendo natural pelo tema abordado do fim da infância), “Toy Story 3” se mostra como uma animação acima da média da grande maioria dos filmes pipocas da temporada 2010, mas mesmo assim longe de ser essa obra-prima que estão pintando por aí.
terça-feira, agosto 10, 2010
O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus, de Terry Gillian ***1/2

Reduzir a importância de “O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus” a eventos como os acima descritos, entretanto, é um equívoco. Mesmo não estando no topo das produções mais significativas dirigidas por Gillian, a obra mostra o domínio excepcional do cineasta em lidar com o cinema de fantasia. A forma com que a realidade e os mundos mágicos frequentados por Parnassus e seus discípulos é fascinante pela forma estranhamente coesa com que interagem. Além disso, direção de arte e trucagens oferecem em algumas seqüências um visual deslumbrante, misturando com criatividade cenários digitais e efeitos tradicionais. Gillian também não se esqueceu daquele seu velho toque de perversidade e ironia na caracterização de situações e personagens, tão caro ao diretor desde os seus tempos de integrante de Monty Python.
segunda-feira, agosto 09, 2010
Quincas Berro D'Água, de Sérgio Machado ***

sexta-feira, agosto 06, 2010
Olhos Azuis, de José Joffily *1/2

quinta-feira, agosto 05, 2010
Kick-Ass - Quebrando Tudo, de Matthew ****

quarta-feira, agosto 04, 2010
Caro Francis, de Nelson Hoineff **1/2

Mesmo com todas essas restrições, todavia, “Caro Francis” é uma obra imperdível como documento histórico no sentido de mostrar uma série de fatos e personagens que foram decisivos na formação cultural do Brasil nessas últimas décadas. De certa forma, os defeitos do filme não deixam de ser esclarecedores no sentido de refletirem conflitos tanto artísticos quanto ideológicos que são inerentes no nosso panorama político e intelectual.
terça-feira, agosto 03, 2010
O Golpista do Ano, de Glen Ficarra e John Requa **1/2

segunda-feira, agosto 02, 2010
Esquadrão Classe A, de Joe Carnahan ***

sexta-feira, julho 30, 2010
Solino, de Fatih Akin **1/2

quinta-feira, julho 29, 2010
Rápido e Indolor, de Fatih Akin ***

quarta-feira, julho 28, 2010
Tudo Pode Dar Certo, de Woody Allen ***

terça-feira, julho 27, 2010
O Preço da Traição, de Atom Egoyan ***

segunda-feira, julho 26, 2010
O Escritor Fantasma, de Roman Polanski ****

Dentro do panorama acima descrito, a obra mais recente de Roman Polanski, “O Escritor Fantasma” (2010), traz uma trama que não foge muito do que foi exposto. O grande trunfo da produção está muito mais na engenhosidade dos truques narrativos e estéticos que Polanski se utiliza para adornar um roteiro repleto de clichês. A atmosfera do filme é fria, distante e irônica, transformando o seu argumento em farsa. A fotografia sóbria e a montagem elegante ajudam a compor um todo sedutor e mesmo surpreendente. Polanski coroa a grandeza do filme emulando uma ambiência quase gótica em algumas seqüências, lembrando o melhor do cinema de Hitchcock.
sexta-feira, julho 23, 2010
A Alma do Osso, de Cao Guimarães ***

quinta-feira, julho 22, 2010
A Porta, de Anno Saul ***

quarta-feira, julho 21, 2010
Robin Hood, de Ridley Scott ***

terça-feira, julho 20, 2010
Fúria de Titãs, de Louis Leterrier ***

segunda-feira, julho 19, 2010
Só Dez Por Cento é Mentira, de Pedro Cezar ***1/2

segunda-feira, julho 12, 2010
Antes Que O Mundo Acabe, de Ana Luiza Azevedo **

Há uma sequência em “Antes Que O Mundo Acabe” (2009) que é sintomática do espírito da obra: o garoto Daniel (Pedro Tergolina), após levar um fora da namorada e descobrir que foi trocado pelo melhor amigo, toma um porre com alguns conhecidos e quando chega casa vomita na privada. Só que ele somente faz o barulho de estar vomitando, não saindo de sua boca qualquer traço do vômito, enquanto que na privada não há mancha ou sinal do mesmo. Esse tom de assepsia é predominante nessa produção gaúcha dirigida por Ana Luiza Azevedo. A pretensão era faz uma espécie de retrato da adolescência moderna, mas o desejo de buscar uma abordagem light acabou tirando muito da visceralidade que um filme como esse exigiria. Há uma densidade dramática rala, acentuada pela narração infantil da irmã do protagonista, em falas recheadas de “espertezas”. No mais, o que resta de relevante é uma fotografia agradável no registro luminoso de paisagens interioranas e rurais.
terça-feira, julho 06, 2010
Um Segredo em Família, de Claude Miller ***

segunda-feira, julho 05, 2010
Homem de Ferro 2, Jon Favreau ***

quinta-feira, julho 01, 2010
Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton **
